Escola.
Sala de aula.
Hoje deu saudade.
Do nada.
Lembrei da sensação
do vento no rosto
na descida do asfalto
de bicicleta.
Da fila de entrada.
Da fila da merenda.
Do cheiro do amaciante
no uniforme surrado,
Do recreio,
Do som das sax do Kenny G,
Da sirene da saída.
Do sono de ida e de volta,
no ônibus escolar,
Da falta de compromisso
com o mundo.
e o compromisso com a escola.
Quis voltar no tempo.
Mas não deu.
Ficou na saudade.
Para todos os assuntos que motivem conhecimento, reflexão, curiosidade e diversão. Escrever sem preocupações...
quinta-feira, 4 de maio de 2017
sexta-feira, 28 de abril de 2017
Eu e o mundo
Anda o mundo tão louco e eu, escrevendo tão pouco, que ambos estarão pirados, em breve.
É fato. É Sério!
Preocupa que o Trump construa muros, que a Coreia produza bombas, que a Russia tenha mísseis e que eu, um dia não tenha voz.
Que eu ouça tudo e engula, no modo mudo, sem pestanejar.
Pelo menos, aqui, sem campo minado, me encontro.
Digito errado, mas acerto o pensamento e organizo a fala pra, quem sabe um dia, dizer nada sobre isso tudo. E talvez seja só isso mesmo o meu discurso.
Preocupa a reforma trabalhista, da previdência e a incompetência de quem rege tais reformas...
Gente que não pensa no bolso alheio... E eu, tenho receio, mas digo que está tudo errado mesmo, do avesso, ao contrário. Salvem-nos quem puder!
Preocupa o preço que sobe, o salário que desce, e a gente que esquece de reclamar.
Preocupa a falta de tempo, a falta de amigos, o excesso de vícios, o celular.
Preocupa o golpe diário, que caio, por que estão na espreita, me esperando passar.
Sou vítima fácil, me compadeço, solidarizo. Ajudo sem muito pensar.
Mas escrevo que fui enganada, e escrever me consola e tranquiliza.
Fico pronta pra ajudar de novo quem quiser me lograr.
Preocupa que haja tanta guerra e pouca tinta, tanta mágoa e pouca fita pra enfeitar a vida de quem passar.
Preocupa não pensar antes de fazer e o fazer com excesso de pesar.
Ah, como preocupa não saber gostar! Fazer conta de tudo e o dinheiro deixar dominar.
Preocupa o desafino dos casais e os desatinos dos pardais, que voam sem direção... eu fico só a escrever e observar os desencontros que se dão.
Preocupa a mentira que vence e impunidade que cresce, sem que se possa provar.
Preocupa o pouco abraço, relações sem laços, dança sem par.
Eu continuo escrevendo e cantarolando, tentando seguir a melodia sem destoar.
Vou escrevendo pra lucidez voltar, pra fazer o pensamento fluir e desenrolar.
E eu, fazendo menos que preciso, mais do que posso, o tanto que consigo, ainda faço nada neste mundo cheio de coisas por fazer...
Mas vai escrevendo, continua... que assim, a vida não vira fofoca, as histórias viram lembranças, as pessoas ficam pequenas e os sentimentos se agigantam.
Preocupa que falte o ar em breve e ninguém possa ler o que eu deixo. Por isso, propago sem medo, que escrevo sem planejar.
Que o mundo anda tão louco e se eu, continuar escrevendo pouco, vou o mundo acompanhar.
Dos verbos
Um amigo disse-me noutro dia que despedir era não pedir (des-pedir).
Que analisando a palavra, parecia não haver sentido no ato.
De fato: não pedir? Pra quê? Pra quem?
Pensei então: e se o verbo correto fosse expedir? E nós, nessa pressa de sempre, nos fazendo de surdos, deixássemos um fonema ser trocado por outro, assim, displicentemente, sem perceber, e quando nos déssemos conta, teríamos apenas a despedida, e a expedida não faria mais parte do nosso roteiro...
Expedir, então, verbo transitivo direto, seria o real "fazer partir" com destino e fim determinado.
Se houvesse pressa, faria prontamente, despachava, promulgava, daria resolução, soltava e proferia, e pronto!
Seria então expedir o significado de ser livre, para ir e voltar?
E despedir? Seria o quê? O verbo transitivo direto e pronominal que manda embora, assim, de retirada, numa ordem boa ou má... Ás vezes, como pronome, saudava na ocasião da despedida, mas, via de regra, acabava-se. E ainda podendo significar um tanto de desferir, terminar, morrer...
Seriam verbos irmãos, primos, parentes, que seguem seus caminhos de movimento e término, de fim?
Pensei mais um tanto: poderia despedir-me por aqui ou expedir-me para um parágrafo a mais.
Mas seria um descaso, um descompasso, um desalinho, um desacato da minha parte não continuar...
Amigo, des-pedir, é sem-pedir, é ir embora sem permissão, é sair á francesa, escondido, ou mesmo anunciado, mas a contragosto. É ir, querendo ficar, é partir sem gostar.
Expedindo ou despedindo, sempre se vai a algum lugar. Perto ou longe, mas se vai.
Por isso, as despedidas quase sempre são tristes: é um partir permanecendo.
É ir sem o que fica. Separar-se sem querer. Olhar atrás ao sair, deixando de si e levando um pouco de quem ficou.
E viver é querer que tantos outros verbos façam parte do contexto e que a vida seja mesmo uma grande expedição, com presteza de execução e diligência: cada qual no seu caminho, rumo a um destino, fazendo cumprir o curso que cada um deve seguir. As despedidas fazem parte do itinerário, não tem jeito: São conclusões.
Adiante.

Que analisando a palavra, parecia não haver sentido no ato.
De fato: não pedir? Pra quê? Pra quem?
Pensei então: e se o verbo correto fosse expedir? E nós, nessa pressa de sempre, nos fazendo de surdos, deixássemos um fonema ser trocado por outro, assim, displicentemente, sem perceber, e quando nos déssemos conta, teríamos apenas a despedida, e a expedida não faria mais parte do nosso roteiro...
Expedir, então, verbo transitivo direto, seria o real "fazer partir" com destino e fim determinado.
Se houvesse pressa, faria prontamente, despachava, promulgava, daria resolução, soltava e proferia, e pronto!
Seria então expedir o significado de ser livre, para ir e voltar?
E despedir? Seria o quê? O verbo transitivo direto e pronominal que manda embora, assim, de retirada, numa ordem boa ou má... Ás vezes, como pronome, saudava na ocasião da despedida, mas, via de regra, acabava-se. E ainda podendo significar um tanto de desferir, terminar, morrer...
Seriam verbos irmãos, primos, parentes, que seguem seus caminhos de movimento e término, de fim?
Pensei mais um tanto: poderia despedir-me por aqui ou expedir-me para um parágrafo a mais.
Mas seria um descaso, um descompasso, um desalinho, um desacato da minha parte não continuar...
Amigo, des-pedir, é sem-pedir, é ir embora sem permissão, é sair á francesa, escondido, ou mesmo anunciado, mas a contragosto. É ir, querendo ficar, é partir sem gostar.
Expedindo ou despedindo, sempre se vai a algum lugar. Perto ou longe, mas se vai.
Por isso, as despedidas quase sempre são tristes: é um partir permanecendo.
É ir sem o que fica. Separar-se sem querer. Olhar atrás ao sair, deixando de si e levando um pouco de quem ficou.
E viver é querer que tantos outros verbos façam parte do contexto e que a vida seja mesmo uma grande expedição, com presteza de execução e diligência: cada qual no seu caminho, rumo a um destino, fazendo cumprir o curso que cada um deve seguir. As despedidas fazem parte do itinerário, não tem jeito: São conclusões.
Adiante.
domingo, 9 de abril de 2017
PS
Domingo passado li uma breve reportagem na internet sobre uma adolescente que havia falecido por uma infecção grave, não bem definida até então. Soube depois, lendo de outras fontes, que se tratava de uma infecção bacteriana grave, levando á morte. Contava a reportagem, cuja origem não me recordo agora, que a garota havia sido atendida num pronto socorro particular, por 2 vezes, sendo liberada pra casa com diagnósticos e tratamento para tal, mas sem melhora dos sintomas.
Muita gente se perguntou se houve erro de diagnóstico, se faltou um olhar médico apurado, se havia como impedir a evolução tão rápida e fatal. Também pensei a respeito. Pensei muito, afinal já estive no pronto socorro dos 2 lados: como quem presta atendimento e como quem o recebe. E é preciso prudência antes de concluir precipitadamente sobre culpa e culpados.
Pronto Socorro é lugar difícil.Tanto no sistema público de saúde quanto no particular. Difícil para trabalhar, para precisar, enfim... lugar de passagem necessária quando há urgência de fato, e nem sempre isso acontece.
Do lado de quem atende, posso dizer que é desgastante, cansativo, exaustivo. Ás vezes, não dá tempo de comer, de ir ao banheiro...Alguns até perguntam: "mas não escolheu esta profissão?" Sim, a escolha da profissão não inclui condições desumanas de trabalho... São situações bem distintas... É uma demanda grande em volume que, por muitas vezes, não dá conta da vazão... Muita gente, pouca urgência, muita cobrança.... Nem sempre a atenção dada é suficiente pela falta de tempo, pelo grande número de pacientes e reavaliações e quando surge realmente um caso urgente, não tem jeito: vai ter mais atraso, mais reclamação por parte de quem está aguardando e, nem sempre as pessoas compreendem que a demora acontece porque a urgência é prioridade. Logo, surgem pacientes mal-humorados, que por vezes destratam funcionários e profissionais de saúde e tornam as condições de trabalho mais insalubres ainda.... Tem recém formados, gente mais experiente, profissionais qualificados, outros nem tanto assim, especialistas, generalistas... há de tudo. E infelizmente nem todo mundo está preparado para a dificuldade. Deveria ser assim? Não. Mas é.
Do lado de quem é atendido, continua sendo desgastante, cansativo, exaustivo... Há demora para ser atendido, burocracia de recepção, demora na coleta de exames, na obtenção de resultados, contato com gente doente durante a espera, falta de espaço físico, de conforto pro doente, falta de vagas e leitos... Na maioria das vezes, nem somos atendidos como gostaríamos. Há profissionais impacientes, cansados, mal remunerados e que exteriorizam seu descontentamento num atendimento mal feito. Deveria ser assim? Não. Mas as vezes é.
Pronto Socorro é lugar de URGÊNCIA. Se fosse usado na forma adequada, causaria menos transtornos para ambos os lados. O tumulto, a demora e até a falta do olhar apurado acontece porque tem gente demais usando de forma errada... e atrapalha. A cada dia é um plantonista diferente, com condutas diferentes, vendo um paciente num momento diferente da doença...Não há certo ou errado. Há diversidades gigantes que precisam ser consideradas.
Dor de garganta, pequenos machucados na pele, assaduras de fraldas, mal estar leve, febre e outros sintomas que NÃO comprometem as atividades habituais do indivíduo (respirar, comer, ir ao banheiro, brincar- no caso das crianças- e dormir) não se constituem urgência.
A consulta com o médico pode e DEVE ser agendada. De preferência, com um profissional que já conheça o paciente previamente, que atenda SEM PRESSA olhe com CALMA e CUIDADO e dedique a atenção necessária. Não precisa ser um especialista. Pode ser um clínico geral, o pediatra, o geriatra, enfim, quem está mais próximo e seja apto para solucionar o problema.
Nas Unidades Básicas de Saúde do Município existem vagas reservadas para demanda e para agendamento. Pode até ser que não sejam suficientes para todo mundo, mas dizer que o sistema não oferece, não é verdade. Digo isso porque trabalho em uma. E ás vezes, sobram vagas, pois as pessoas agendadas não comparecem e nem desmarcam.
Nos consultórios particulares ou que atendam por planos também se consegue agendar. Muitas vezes, aproveitando uma desistência, até pro mesmo dia. Se seu plano de saúde não oferece profissionais com agenda disponível, questione o serviço prestado e principalmente, o valor repassado ao médico. Talvez o não pagamento em dia para o profissional ou preços defasados de consultas colaboram para que a agenda fique assim.
Se o médico de confiança, de rotina, não lhe atende, se não há prioridade no atendimento, no acompanhamento, questione a possibilidade de troca. Relação entre médico e paciente é de confiança, cumplicidade. Quem conhece bem seu paciente, consegue, de longe e bem rápido, saber quando as coisas não vão bem...
Resumindo: não há como encontrar culpado num fatalidade dessas. Mas o uso consciente dos serviços de saúde garantiria melhor atendimento pros pacientes e melhores condições de trabalho pros médicos. E o mais importante (tanto para médicos e pacientes): na persistência dos sintomas, na falta de melhora, é importante pensar numa reavaliação sim, numa segunda opinião, na revisão do caso, do diagnóstico e do tratamento com cautela.
As super bactérias estão espalhadas por aí, cada vez fazendo mais vítimas. O atendimento médico deve sim acontecer, para que medicações adequadas sejam prescritas, com menor chance de resistência, evitando a automedicação por parte dos pacientes e consequentemente, o uso desnecessário de substâncias que podem contribuir para o surgimentos desses microrganismos tão poderosos.
Muita gente se perguntou se houve erro de diagnóstico, se faltou um olhar médico apurado, se havia como impedir a evolução tão rápida e fatal. Também pensei a respeito. Pensei muito, afinal já estive no pronto socorro dos 2 lados: como quem presta atendimento e como quem o recebe. E é preciso prudência antes de concluir precipitadamente sobre culpa e culpados.
Pronto Socorro é lugar difícil.Tanto no sistema público de saúde quanto no particular. Difícil para trabalhar, para precisar, enfim... lugar de passagem necessária quando há urgência de fato, e nem sempre isso acontece.
Do lado de quem atende, posso dizer que é desgastante, cansativo, exaustivo. Ás vezes, não dá tempo de comer, de ir ao banheiro...Alguns até perguntam: "mas não escolheu esta profissão?" Sim, a escolha da profissão não inclui condições desumanas de trabalho... São situações bem distintas... É uma demanda grande em volume que, por muitas vezes, não dá conta da vazão... Muita gente, pouca urgência, muita cobrança.... Nem sempre a atenção dada é suficiente pela falta de tempo, pelo grande número de pacientes e reavaliações e quando surge realmente um caso urgente, não tem jeito: vai ter mais atraso, mais reclamação por parte de quem está aguardando e, nem sempre as pessoas compreendem que a demora acontece porque a urgência é prioridade. Logo, surgem pacientes mal-humorados, que por vezes destratam funcionários e profissionais de saúde e tornam as condições de trabalho mais insalubres ainda.... Tem recém formados, gente mais experiente, profissionais qualificados, outros nem tanto assim, especialistas, generalistas... há de tudo. E infelizmente nem todo mundo está preparado para a dificuldade. Deveria ser assim? Não. Mas é.
Do lado de quem é atendido, continua sendo desgastante, cansativo, exaustivo... Há demora para ser atendido, burocracia de recepção, demora na coleta de exames, na obtenção de resultados, contato com gente doente durante a espera, falta de espaço físico, de conforto pro doente, falta de vagas e leitos... Na maioria das vezes, nem somos atendidos como gostaríamos. Há profissionais impacientes, cansados, mal remunerados e que exteriorizam seu descontentamento num atendimento mal feito. Deveria ser assim? Não. Mas as vezes é.
Pronto Socorro é lugar de URGÊNCIA. Se fosse usado na forma adequada, causaria menos transtornos para ambos os lados. O tumulto, a demora e até a falta do olhar apurado acontece porque tem gente demais usando de forma errada... e atrapalha. A cada dia é um plantonista diferente, com condutas diferentes, vendo um paciente num momento diferente da doença...Não há certo ou errado. Há diversidades gigantes que precisam ser consideradas.
Dor de garganta, pequenos machucados na pele, assaduras de fraldas, mal estar leve, febre e outros sintomas que NÃO comprometem as atividades habituais do indivíduo (respirar, comer, ir ao banheiro, brincar- no caso das crianças- e dormir) não se constituem urgência.
A consulta com o médico pode e DEVE ser agendada. De preferência, com um profissional que já conheça o paciente previamente, que atenda SEM PRESSA olhe com CALMA e CUIDADO e dedique a atenção necessária. Não precisa ser um especialista. Pode ser um clínico geral, o pediatra, o geriatra, enfim, quem está mais próximo e seja apto para solucionar o problema.
Nas Unidades Básicas de Saúde do Município existem vagas reservadas para demanda e para agendamento. Pode até ser que não sejam suficientes para todo mundo, mas dizer que o sistema não oferece, não é verdade. Digo isso porque trabalho em uma. E ás vezes, sobram vagas, pois as pessoas agendadas não comparecem e nem desmarcam.
Nos consultórios particulares ou que atendam por planos também se consegue agendar. Muitas vezes, aproveitando uma desistência, até pro mesmo dia. Se seu plano de saúde não oferece profissionais com agenda disponível, questione o serviço prestado e principalmente, o valor repassado ao médico. Talvez o não pagamento em dia para o profissional ou preços defasados de consultas colaboram para que a agenda fique assim.
Se o médico de confiança, de rotina, não lhe atende, se não há prioridade no atendimento, no acompanhamento, questione a possibilidade de troca. Relação entre médico e paciente é de confiança, cumplicidade. Quem conhece bem seu paciente, consegue, de longe e bem rápido, saber quando as coisas não vão bem...
Resumindo: não há como encontrar culpado num fatalidade dessas. Mas o uso consciente dos serviços de saúde garantiria melhor atendimento pros pacientes e melhores condições de trabalho pros médicos. E o mais importante (tanto para médicos e pacientes): na persistência dos sintomas, na falta de melhora, é importante pensar numa reavaliação sim, numa segunda opinião, na revisão do caso, do diagnóstico e do tratamento com cautela.
As super bactérias estão espalhadas por aí, cada vez fazendo mais vítimas. O atendimento médico deve sim acontecer, para que medicações adequadas sejam prescritas, com menor chance de resistência, evitando a automedicação por parte dos pacientes e consequentemente, o uso desnecessário de substâncias que podem contribuir para o surgimentos desses microrganismos tão poderosos.
domingo, 19 de março de 2017
Gracias
Fim das férias.
Amanhã retomo a rotina.
Descansada? Sim. Se tivesse mais dias de folga não acharia nada ruim também.
É bom ter um tempo pra fazer nada. E também cuidar de assuntos que não se tem assim tanta disponibilidade normalmente.
Aproveitei bastante, Como pude, como consegui.
Revi família e amigos, dormi bastante em alguns dias, quase nada em outras noites, viajei, nadei, dancei até o pé doer, andei até a perna cansar, curti como dei conta, sem horário, sem relógio, sem celular, ri das minhas gafes, me aceitei nos limites que tenho.
Passeios lindos, chá de aeroporto, pernoite em avião, muitos idiomas, muitas faces diferentes, muitas nacionalidades... quanta história! Como tem gente diferente no mundo! Muita gente convivendo e dividindo o mesmo espaço pacificamente, numa verdadeira torre de Babel. Como o mundo é gigantesco...
A gente é nada. Um cisco. Uma poeirinha no cosmo.
A vida da gente é um sopro, sem qualquer grandiosidade...mas ao mesmo tempo é tão valiosa!
Retorno mais grata ainda. Com novos planos e projetos pra viver melhor e mais feliz.
Ter pra onde voltar é dádiva!
Companhia pra viajar é ouro!
Ter quem lhe receba de volta não tem preço!
Poder ver tanta beleza é presente pra poucos.
Sou privilegiada.
Retorno mais feliz. E ouso dizer que até mais simpática. ( Será, gente???...hehehe!)
Volto com a certeza de ser agraciada por tantas bênçãos.
Querendo ser uma faísca de toda luz que eu recebi nesses dias pra propagar diariamente.
Certeza de que haverá menos sombra no mundo...
Comecemos.
Amanhã retomo a rotina.
Descansada? Sim. Se tivesse mais dias de folga não acharia nada ruim também.
É bom ter um tempo pra fazer nada. E também cuidar de assuntos que não se tem assim tanta disponibilidade normalmente.
Aproveitei bastante, Como pude, como consegui.
Revi família e amigos, dormi bastante em alguns dias, quase nada em outras noites, viajei, nadei, dancei até o pé doer, andei até a perna cansar, curti como dei conta, sem horário, sem relógio, sem celular, ri das minhas gafes, me aceitei nos limites que tenho.
Passeios lindos, chá de aeroporto, pernoite em avião, muitos idiomas, muitas faces diferentes, muitas nacionalidades... quanta história! Como tem gente diferente no mundo! Muita gente convivendo e dividindo o mesmo espaço pacificamente, numa verdadeira torre de Babel. Como o mundo é gigantesco...
A gente é nada. Um cisco. Uma poeirinha no cosmo.
A vida da gente é um sopro, sem qualquer grandiosidade...mas ao mesmo tempo é tão valiosa!
Retorno mais grata ainda. Com novos planos e projetos pra viver melhor e mais feliz.
Ter pra onde voltar é dádiva!
Companhia pra viajar é ouro!
Ter quem lhe receba de volta não tem preço!
Poder ver tanta beleza é presente pra poucos.
Sou privilegiada.
Retorno mais feliz. E ouso dizer que até mais simpática. ( Será, gente???...hehehe!)
Volto com a certeza de ser agraciada por tantas bênçãos.
Querendo ser uma faísca de toda luz que eu recebi nesses dias pra propagar diariamente.
Certeza de que haverá menos sombra no mundo...
Comecemos.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
A lâmpada
E a gente pede um sinal,
uma resposta
e a lâmpada do poste pisca na ida.
Pensa na vida,
questiona o mundo,
os valores,
vai refletindo
enquanto caminha no calçadão
e, na volta,
passando sob o mesmo poste,
a lâmpada pisca de novo.
Coincidência, é claro.
Vamos então, de novo,
perguntar pra si mesmo o que daria certo,
qual seria a mudança necessária,
o que anda errado,
enquanto mantém a caminhada.
Eis, que então,
outra lâmpada,
de outro poste,
se apaga sobre a cabeça.
E desde então
fico me perguntando
se era o sinal pedido.
Ou perdido.
Poi, se foi mesmo,
favor alguém explicar o significado,
que, de coração,
a bonita aqui,
nem de longe,
conseguiu alcançar.
uma resposta
e a lâmpada do poste pisca na ida.Pensa na vida,
questiona o mundo,
os valores,
vai refletindo
enquanto caminha no calçadão
e, na volta,
passando sob o mesmo poste,
a lâmpada pisca de novo.
Coincidência, é claro.
Vamos então, de novo,
perguntar pra si mesmo o que daria certo,
qual seria a mudança necessária,
o que anda errado,
enquanto mantém a caminhada.
Eis, que então,
outra lâmpada,
de outro poste,
se apaga sobre a cabeça.
E desde então
fico me perguntando
se era o sinal pedido.
Ou perdido.
Poi, se foi mesmo,
favor alguém explicar o significado,
que, de coração,
a bonita aqui,
nem de longe,
conseguiu alcançar.
domingo, 19 de fevereiro de 2017
0800
Dia desses, resolvi fugir.
Tinha um caos instalado no Estado pela ausência da policia nas ruas e, aqui na cidade, parecia guerra civil. Como não poderia mesmo trabalhar e a saída de casa era proibida ou insegura, fugi.
Comprei passagem de ônibus, pois não tive coragem de ir sozinha de carro (sim, sou muito frouxa!) e fui pra casa de mamãe e papai, onde nenhuma guerra chega, onde o mal não entra, onde só tem amor. Parti.
O moço que vendeu a passagem escreveu no bilhete que o embarque poderia ser no ponto perto de casa. Embora estivesse em dúvida sobre a segurança do lugar mais próximo e o trajeto mais distante, decidi o lugar mais perto mesmo. Obriguei o irmão a me levar, que não sou boba.
Depois de uns 20 minutos de espera no sol quente do deserto de Vitória, num ponto vazio de asfalto desabitado, o ônibus passa e não para. Vejo o carro trocando de pista e se afastando do ponto, e o dedo em riste do motorista fazendo um "não" e apontando pra rodoviária adiante.
Nem sei se foi raiva, pânico, ódio ou decepção na hora. Acho que senti tudo junto com um frio na barriga de ser deixada pra trás... Corri que nem louca com bolsa pendurada e o o irmão beeeem a frente abrindo o caminho até o ponto de táxi mais próximo.
Deparo com um carro fechado, sem ninguém dentro. Cadê o motorista, gente?
Aparece um senhor acenando, vindo do posto de gasolina, meio que correndo, meio que andando mais rápido.
Mostro a passagem na mão e falo que vou perder a viagem porque o ônibus não parou no ponto.
Entro feito doida no táxi e peço pro moço ir o mais rápido que conseguir. Ruas desertas, quase sem trânsito, era certo de que o ônibus chegaria logo na rodoviária.
Suada, ofegante, palpitação até no pescoço, torcendo pra conseguir pegar o ônibus antes dele seguir o caminho dele...
Cheguei a tempo. Vi o ônibus azul parado no terminal rodoviário, saí correndo do táxi e entreguei a única nota de $50 "dinheiros" que guardei cuidadosamente naquela semana de caixa rápido e bancos zerados.
O taxista tira um monte de notas do bolso e diz que não tem troco. O taxímetro mostrava $19,75.
Pedi que ele cobrasse o que pudesse me dar de troco, pois eu não tinha muito tempo. Então, ele me devolve $20 e cobra $10 a mais pela corrida. Se eu preciso escolher, que seja o mal menor. Preferi o prejuízo dos $10 a perder a viagem.
Entrei assim que pude e comuniquei imediatamente o ocorrido ao funcionário da empresa do ônibus que explicou que, por medidas de segurança, os embarques estavam sendo feitos apenas nos terminais rodoviários. Perguntei então por que a orientação não foi repassada ás empresas que vendem as passagens e mostrei o bilhete onde estava escrito o ponto onde o embarque seria feito.
Nem sentei e já liguei pro 0800 que estava escrito apagadinho na passagem e fiz a reclamação. Anotei o protocolo no verso do bilhete mesmo.
Nem sei como tive fôlego pra conversar com a moça, pois não tinha recuperado a normalidade ainda depois da correira insana. Contei tudo. Até do taxista que não tinha troco. Deram 5 dias úteis para contato e resolução da queixa.
Depois do susto, fui recobrando a capacidade de raciocínio e descobri que não tinha um recibo sequer do taxista que pudesse comprovar a corrida. Pensei também no tanto que fui lesada ( nos 2 sentidos do significado que a palavra pode ter): na falta de troco, deveria prevalecer o menor valor. Afinal, dinheiro pra pagar o serviço eu tinha. Daí, lembrei ainda do discurso inflamado dos taxistas contra os carros do aplicativo uber...
Tive mais ódio ainda quando me recordei que não ter troco é uma desculpa frequente, que muitas vezes não querem buscar o passageiro se a distância da viagem não for vantajosa no pagamento (o que acontece comigo na maioria das vezes pela proximidade entre minha casa e os lugares que frequento), das inúmeras vezes que liguei pro ponto de táxi que fica do lado de casa e não fui atendida (embora passasse em frente e tivesse taxista descansando dentro do automóvel e preferisse não atender as chamadas), dos valores "combinados" não respeitando o uso do taxímetro, enfim. Listei mentalmente mil motivos pra nunca mais querer usar um táxi na vida.
A viagem prossegui na paz do céu, até porque já tinha vivido meu inferno particular.
Após 4 dias, liga um funcionário da viação dizendo que iriam ressarcir o valor da corrida de táxi: os famosos $19,75. O que o taxista cobrou a mais por falta de troco não era problema deles. Achei justo. Poderia ter contado que o táxi me custou $30. Não seria mentira. Mas como não costumo dizer inverdades e estava meio perplexa com a capacidade de cobrar a mais numa situação de desespero alheio, desabafei com a atendente dizendo tudo tal como aconteceu.
A empresa me pagou o valor mesmo não tendo como comprovar o táxi com recibos (como ter um no auge do pânico do seu ônibus indo embora e deixando você pra trás de novo???).
Fui exclusivamente ao terminal buscar o que era meu de direito, com todos os centavos que me pertenciam.
Os taxistas que me perdoem, mas não quero mais seus serviços. Quando a população escolhe o aplicativo não olha só o preço mais barato da viagem, mas também a rapidez da chegada, a cortesia e a possibilidade de não precisar de troco.
Não vou ficar mais pobre por conta de $10. O que causa indignação é a capacidade de se aproveitar do outro, seja pelo desespero, pela ingenuidade ou pela situação inusitada.
E com a demonstração gratuita de desonestidade que tivemos nos últimos dias, pude pensar: não tem mais honesto ou menos honesto, não tem meio certo ou meio errado.
Apropriar-se do que não lhe pertence, cobrar preço injusto, invadir propriedade privada, tirar a vida de alguém são delitos de maior ou menor grandeza, mas continuam sendo delitos, independente de quem os comete.
Parabenizo a empresa (Àguia Branca) que acreditou na palavra do cliente (no caso, eu), mesmo não tendo provas do ocorrido. Num mundo onde a maioria quer levar algum tipo de vantagem, fica difícil crer nas pessoas sem pedir algo que assegure a verdade.
Daí, lembro de Mamis, dizendo que " quem é desonesto no pouco, é desonesto no muito" e me fazendo devolver o troco errado ou a caixa de fósforo que fiquei chacoalhando na mão e só dei conta de que tinha ficado comigo depois que tinha saído do mercadinho...
Tudo é questão de oportunidade e berço.
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