Aqui estou eu, no computador, escrevendo e vendo TV, sem qualquer preocupação com a segunda-feira, que é amanhã.
Será meu último dia de férias. Última segunda-feira de folga, antes de voltar a rotina.
Recordo então, como foi esquisita a sensação da primeira segunda-feira livre: parecia que havia esquecido algum compromisso importante, que estava faltando a alguma reunião, aula, consulta, enfim... Demorei a perceber que estava num ritmo tão automático, que a aceleração não tinha sido percebida no cotidiano.
Vi-me ansiosa, insone, pensamentos amontoados, imaginando milhares de possibilidades de acontecimentos que poderiam surgir na minha curta ausência e que me deixaria preocupada, com muitas listas de afazeres que deveriam ser totalizados até o fim da folga. Custei a entender que estava tudo errado, tudo mesmo!
Que férias não tem horário, que nem calendário deveria ter! Ansiedade não faz parte de mim e que jamais deveria estar presente no meu recesso... Justamente nele!
Num insight, recobrei os sentidos e no voo madrugada a dentro, coloquei as ideias em ordem: sem pressa de chegar, sem reclamações, sem queixas, sem preocupações...
Ainda no aeroporto, na conexão, a noticia triste da morte trágica do ator por afogamento e a comoção geral...
Putz! Acende a lamparina na cabeça da pessoa: realmente está tudo errado! Não posso ficar esperando as férias para desacelerar, pois ela pode nem chegar!
Posso não estar mais presente neste plano físico de um minuto para outro e esse ritmo acelerado de compromissos emendados, sem momento de pausa, diversão ou relaxamento vai me levar a um afogamento em vida!
Lembrei que não sou obrigada a fazer muitas das coisas que não curto em detrimento de outras que adoraria fazer... mais um erro!
Que preciso de mini férias mais vezes, mais tardes a toa, mais sonecas sem motivo, mais música na vida e menos desculpas pra inventar Não.
Existe um mundo de destinos que preciso conhecer e não posso me afogar de trabalho, pois posso não chegar a ir por isso...
Tem um tanto de receitas que gostaria de testar, de pratos que gostaria de experimentar e que não vou conseguir descobrir o sabor, se não me der um tempo livre. É difícil avançar contra si mesmo. Mas é necessário. Se é.
Tenho tentado me libertar de muitos medos que me aprisionam e me fazem covarde. Ainda vou fazer sozinha programas que deixo de fazer por falta de companhia, vou viajar só comigo, ter menos medo de (a)mar, de bicho, até de gente...
Fiquei aborrecida com um tanto de lixo espalhado em tantas praias lindas que passei... Depois, com a notícia do racionamento de água, assim que voltei pra casa, confirmei a ideia de que somos monstros mesmos, destruidores de todos os recursos, e que convém ainda, neste momento, ter sim medo de gente.
Passei a rezar pela chuva - que escuto agora o barulhinho bom pela janela- a rezar por misericórdia da gente, por um pouco mais de paciência e de bom senso entre os povos. ( Ratifico: Está tudo errado!)
Resolvi que neste retorno quero dançar mais, cantar mais, me alimentar melhor e voltar a atividade física regular. Quero que o dia de hoje seja bom, porque o de amanhã eu nem sei se vai haver.
Não quero ser hedonista, me divertir sem consequência, sem pensar no futuro. Mas quero pensar, que, se não houvesse futuro, por agora, estaria tudo bem e feliz.
Nesta minha redação de férias tem ilustração de pôr do sol no Rio Grande, praias lindas, figuras engraçadas, artesanato, sol, calor, livro, TV fora de hora, mãe, pai, irmãos e sobrinhos, camarão, caipirinha, roupa nova, torresmo no boteco, sorvete na casquinha, caminhada no parque e termina com chuva. Quer bênção maior?
Só gratidão, gente. Nada mais.
Para todos os assuntos que motivem conhecimento, reflexão, curiosidade e diversão. Escrever sem preocupações...
domingo, 25 de setembro de 2016
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Nota da quinta
Fiquei pensando no disparate da vida hoje enquanto ia até a padaria e ouvia um senhor, já idoso, tocando um tipo de flauta, sentado na calçada, aguardando esmolas dos passantes...
Enquanto ele esperava qualquer coisa de alguém, eu estava escolhendo o que levar pra casa...
E se for refletir de verdade, dá dor no coração.
Enquanto se escolhe a roupa, a cor, o modelo, tem gente precisando de qualquer coisa que cubra o corpo, não importando tamanho, novidade ou valor.
Enquanto a gente faz dieta de glúten e lactose, tem quem não tenha um alimento apenas para matar a fome.
Enquanto falta comida na casa de uns, sobra luxo em outras. Com desperdício até.
Enquanto uns fogem pra sobreviver, outros vivem a fugir das oportunidades que a vida oferta.
Enquanto uns perdem a vida por muito pouco, outros não se importam com o significado que ela possui.
Tem um senhor que revira os lixos aqui da rua todos os dias.
Recolhe as lata e os recicláveis para levar, mas acho que aproveita outros itens que encontra junto. Manca de uma perna e tem os movimentos limitados em metade do corpo. Fico compadecida com o que vejo, mas não consigo sair da minha zona de conforto.
O que oferecer a ele? Como abordar? Aceitaria alguma ajuda?
Segue ele em sua marcha ceifante e eu, com os pensamentos embolados, o peito ceifado, tentando entender o motivo de tudo ser assim, incompreensível.
Enquanto ele esperava qualquer coisa de alguém, eu estava escolhendo o que levar pra casa...
E se for refletir de verdade, dá dor no coração.
Enquanto se escolhe a roupa, a cor, o modelo, tem gente precisando de qualquer coisa que cubra o corpo, não importando tamanho, novidade ou valor.
Enquanto a gente faz dieta de glúten e lactose, tem quem não tenha um alimento apenas para matar a fome.
Enquanto falta comida na casa de uns, sobra luxo em outras. Com desperdício até.
Enquanto uns fogem pra sobreviver, outros vivem a fugir das oportunidades que a vida oferta.
Enquanto uns perdem a vida por muito pouco, outros não se importam com o significado que ela possui.
Tem um senhor que revira os lixos aqui da rua todos os dias.
Recolhe as lata e os recicláveis para levar, mas acho que aproveita outros itens que encontra junto. Manca de uma perna e tem os movimentos limitados em metade do corpo. Fico compadecida com o que vejo, mas não consigo sair da minha zona de conforto.
O que oferecer a ele? Como abordar? Aceitaria alguma ajuda?
Segue ele em sua marcha ceifante e eu, com os pensamentos embolados, o peito ceifado, tentando entender o motivo de tudo ser assim, incompreensível.
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
Faça o teste

Quebrei mais um copo hoje.
Sem querer, num movimento brusco na pia, fiz do vidro vários pedaços.
No ranking olímpico na modalidade quebra de copos estou campeã aqui em casa.
Liderança avançada. Tô craque.
Acho que, para cada copo quebrado, um pouco da energia negativa depositada no indivíduo vai embora.
Funciona assim: transmissão de cargas pesadas da pessoa para o objeto que, não aguenta a pressão e se estilhaça. Pronto: menos energia ruim na gente. Pódio e medalha de ouro.
Num mundo cheio de cobranças, comparações, prazos e chateações sem fim, como não se contaminar? Então, mesmo sem querer, a gente fica meio "carregado"... Fato.
Sensação de cansaço extremo, sonolência desmedida, desânimo assustador... é, você já se contagiou.
Sugestão do dia: quebrar a vidraria da casa e espantar a uruca. Bora lá?
Mas como não dá para arcar com esse prejuízo alegremente, melhor seria pensar em outras opções.
Aqui, elenco algumas modalidades esportivas para se livrar do estresse:
1- Fingimento de demência: isto mesmo! Fazer de conta que o comentário ouvido não é pra você, não revidar provocações. Traz paz de espírito. Comprove!
2- Cuidado sincronizado da própria vida: esquecer a vida do outro, não se importar com a opinião alheia, não comentar e nem fazer fofocas...Faz um bem danado e afasta as negatividades. Vale a pena.
3- Levantamento de boas ideias: adotar uma ideia boa de alguém que ajude a solucionar problemas. Parabenizando é claro, o autor da proeza e dando os devidos créditos a ele. É libertador resolver pendências! Não importa de onde tenha vindo a resolutividade.
4- Corrida do Sono: sim! Corra atrás dele! Revigora, melhora a memória e principalmente o humor. È remédio.
5- Revezamento de amigos: pessoas e ambientes diferentes mudam nossa forma de enxergar o mundo. Vale a experiência.
6- Salto em distância de gente vampira: se for possível, mantenha distância das pessoas que sugam nossa vitalidade... Favores infinitos, perturbação sem fim... Corra longe.
Meditação, orações, banho relaxante também ajudam a curar a inhanha, embora não configurem atividades práticas citadas acima.
Dá pra continuar quebrando copos e pratos, se nenhuma outra opção agradar. E sim, dá uma leveza na alma... só experimentando pra saber a sensação de vitória.
Uns gritos de extravasamento também são libertadores. Solte o gogó sem culpa. Cante, mesmo que desafinado, esqueça o vizinho e ponha pra fora o Pavarotti que se esconde em você. Ou dance, com o som bem alto, assim, sem passos prontos, tudo de improviso. (Ah, como é bom!)
Massagem nas costas, pescoço, e pra quem gosta, nos pés entra na premiação dos mais - mais.
Se não quiser também, fica tudo certo. Ser feliz não é obrigação. A dica aqui é pra ficar em paz ( o que pra mim já é estágio de felicidade).
Há várias maneiras de abandonar o banzo. Faça o teste.
sexta-feira, 29 de julho de 2016
O fim do mundo
E hoje, então, seria o fim do mundo.
E foi. Pra muita gente...
Pra quem perdeu a vontade de ajudar,
Pela decepção que arruinou a confiança no ser humano,
Por aquele que viu uma oportunidade fugir.
Pela vontade de desistir de tudo,
Pelos planos desfeitos de tantos,
Pelas mentiras descobertas,
Pelas pessoas queridas que muitos viram partir,
Pelo fim de um amor,
Por uma aprovação que não veio,
Por uma notícia muito esperada que não chegou,
Pelo chão que se abriu,
Pelo prédio que caiu,
Pelos sonhos que ruíram,
Pelo dinheiro que faltou,
Pela doença que apareceu,
Pela dor que sufocou.
Sim, hoje foi o fim do mundo para muita gente...
E tantos outros dias de fim de mundo vão continuar surgindo.
Vale então profetizar o recomeço.
Quando tudo volta a ser de novo motivo pra comemorar?
Sugestão: começar do zero.
Que o novo mundo ressurja: cheio de confianças e certezas,
sem ódio e nem rancor.
Menos ressentimento, um pouquinho mais de amor e só: receita pronta.
Um mundo novo de pessoas sem cores, sem credos, sem diferenças que apartem.
Uma novidade que há tempos não nos visita mais: esperança,
Um sentimento bom que une e revigora, de honestidade e respeito.
Sem levar vantagem, sem "jeitinho", nem desfaçatez.
Começar com simplicidade e boa vontade, um pouquinho todo dia.
Refletindo atitudes e pensamentos, com consciência tranquila de trabalho bem feito.
Criemos, pois, hoje um novo mundo para todos.
Sugestão: comecemos do zero.

E foi. Pra muita gente...
Pra quem perdeu a vontade de ajudar,
Pela decepção que arruinou a confiança no ser humano,
Por aquele que viu uma oportunidade fugir.
Pela vontade de desistir de tudo,
Pelos planos desfeitos de tantos,
Pelas mentiras descobertas,
Pelas pessoas queridas que muitos viram partir,
Pelo fim de um amor,
Por uma aprovação que não veio,
Por uma notícia muito esperada que não chegou,
Pelo chão que se abriu,
Pelo prédio que caiu,
Pelos sonhos que ruíram,
Pelo dinheiro que faltou,
Pela doença que apareceu,
Pela dor que sufocou.
Sim, hoje foi o fim do mundo para muita gente...
E tantos outros dias de fim de mundo vão continuar surgindo.
Vale então profetizar o recomeço.
Quando tudo volta a ser de novo motivo pra comemorar?
Sugestão: começar do zero.
Que o novo mundo ressurja: cheio de confianças e certezas,
sem ódio e nem rancor.
Menos ressentimento, um pouquinho mais de amor e só: receita pronta.
Um mundo novo de pessoas sem cores, sem credos, sem diferenças que apartem.
Uma novidade que há tempos não nos visita mais: esperança,
Um sentimento bom que une e revigora, de honestidade e respeito.
Sem levar vantagem, sem "jeitinho", nem desfaçatez.
Começar com simplicidade e boa vontade, um pouquinho todo dia.
Refletindo atitudes e pensamentos, com consciência tranquila de trabalho bem feito.
Criemos, pois, hoje um novo mundo para todos.
Sugestão: comecemos do zero.
A volta

Voltei.
Todo mundo volta um dia ao lugar de onde partiu.
Senti saudades da escrita.
Estranhei que as ideias surgiam e não tinha onde reconhecê-las.
Mas o afastamento é necessário.
Para que se possa sentir que é chegada a hora do retorno.
É terapia, é reflexão, é desencanto desenhado.
Palavras que me fazem pensar melhor.
Parágrafos que me traduzem.
Voltei.
Embora sem prática e sem assunto.
De novo onde me acho.
Aqui me encontro, me desfaço.
Que novas emoções possam ser definidas.
Que novos traços se mostrem por aqui.
Meio tarde, muito cedo. Não sei.
Estou de volta. Feliz.
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
E só.
De verdade?
Nem imagino o motivo que faz-se acreditar num país melhor.
Literalmente envolvidos num mar de lama: do congresso á periferia.
Do desabrigado ao saqueador, do soterrado àquele que extorque do vizinho mais de 30 Reais de água...
Esperar melhora? Não mesmo.
Pelo sinal avançado, pela fila furada, pela carteira achada e não devolvida,
pela cola na prova, pela troco errado embolsado, enfim...
Pela propina, pelos "habeas corpus", pelos milhões desviados, pela falta de responsabilidade, pelo descaso com o próximo, principalmente se ele for pobre.
Na boa? Não tem jeito...
Pra quem se vende, sem leiloa, se corrompe, se entrega.
Pra quem se acha melhor por ser branco, preto, rico, hindu, cristão...
Pra quem pensa que religião salva...fim da linha.
Minha expectativa? Um fim próximo, logo ali na esquina, bem depois de amanhã.
Porque acredito que isso aqui já deu!
Esperando o fim das injustiças.
E só.
Nem imagino o motivo que faz-se acreditar num país melhor.
Literalmente envolvidos num mar de lama: do congresso á periferia.
Do desabrigado ao saqueador, do soterrado àquele que extorque do vizinho mais de 30 Reais de água...
Esperar melhora? Não mesmo.
Pelo sinal avançado, pela fila furada, pela carteira achada e não devolvida,
pela cola na prova, pela troco errado embolsado, enfim...
Pela propina, pelos "habeas corpus", pelos milhões desviados, pela falta de responsabilidade, pelo descaso com o próximo, principalmente se ele for pobre.
Na boa? Não tem jeito...
Pra quem se vende, sem leiloa, se corrompe, se entrega.
Pra quem se acha melhor por ser branco, preto, rico, hindu, cristão...
Pra quem pensa que religião salva...fim da linha.
Minha expectativa? Um fim próximo, logo ali na esquina, bem depois de amanhã.
Porque acredito que isso aqui já deu!
Esperando o fim das injustiças.
E só.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Amortecendo
O aprendiz pergunta ao Mestre:
- Senhor, o que seria então a morte?
A passagem de uma dimensão á outra?
Um fim? Um recomeço?
Um adormecer eterno?
O Mestre então responde:
- Filho, pode ser um suspiro profundo, num momento único, de entrega total..
A morte pode ser um sonho abortado, um abraço negado, uma oportunidade perdida...
Pode representar planos mutilados ou perguntas que nunca serão respondidas...
E pergunta novamente o aprendiz:
- Por que tememos tanto a morte?
Responde o sábio:
- Porque temos medo do desconhecido.
Embora passemos por pequenas mortes durante toda nossa existência, não a reconhecemos tal como ela é.
A cada desilusão se morre um pouco.
Cada decepção abriga em si um morrer pequeno.
As tristezas cultivam um desejo de morte.
O não viver em sua plenitude já é, de certo modo, morrer.
Logo, vivemos enlutados e não nos enxergamos enredados na morte.
Sempre e sempre a cada dia.
Somente pensamos nela num corpo sem vida.
O Aprendiz insiste:
- Mestre, como posso percebê-la e me preparar adequadamente para reconhecê-la?
O Mestre fica em silêncio. Busca um espelho e o coloca na frente do seu aluno.
- Cada vez que se olhar neste espelho irá ver que um pouco de vida ficou impregnado na imagem do dia anterior.
O dia seguinte trará sempre um pouco da morte do tempo que se foi.
A vida carrega em si seu próprio fim.
E então, me enluto pela alegria alheia sim, porque, para mim, representa uma grande tristeza. Pode ser este meu pequeno momento de morte. Pode ser o amortecimento de uma fase, para sempre.
Sem medo de ser julgada, na totalidade de minha humanidade mesquinha, no meu egoísmo gigantesco, que se inconforma com a injustiça dessa vida.
Mesmo sabendo que não é politicamente correto meu desejo, tampouco católico seja meu comportamento ou cristão meu pensamento, preferiria sim à morte que aquele "felizes para sempre".
- Senhor, o que seria então a morte?
A passagem de uma dimensão á outra?
Um fim? Um recomeço?
Um adormecer eterno?
O Mestre então responde:
- Filho, pode ser um suspiro profundo, num momento único, de entrega total..
A morte pode ser um sonho abortado, um abraço negado, uma oportunidade perdida...
Pode representar planos mutilados ou perguntas que nunca serão respondidas...
E pergunta novamente o aprendiz:
- Por que tememos tanto a morte?
Responde o sábio:
- Porque temos medo do desconhecido.
Embora passemos por pequenas mortes durante toda nossa existência, não a reconhecemos tal como ela é.
A cada desilusão se morre um pouco.
Cada decepção abriga em si um morrer pequeno.
As tristezas cultivam um desejo de morte.
O não viver em sua plenitude já é, de certo modo, morrer.
Logo, vivemos enlutados e não nos enxergamos enredados na morte.
Sempre e sempre a cada dia.
Somente pensamos nela num corpo sem vida.
O Aprendiz insiste:
- Mestre, como posso percebê-la e me preparar adequadamente para reconhecê-la?
O Mestre fica em silêncio. Busca um espelho e o coloca na frente do seu aluno.
- Cada vez que se olhar neste espelho irá ver que um pouco de vida ficou impregnado na imagem do dia anterior.
O dia seguinte trará sempre um pouco da morte do tempo que se foi.
A vida carrega em si seu próprio fim.
E então, me enluto pela alegria alheia sim, porque, para mim, representa uma grande tristeza. Pode ser este meu pequeno momento de morte. Pode ser o amortecimento de uma fase, para sempre.
Sem medo de ser julgada, na totalidade de minha humanidade mesquinha, no meu egoísmo gigantesco, que se inconforma com a injustiça dessa vida.
Mesmo sabendo que não é politicamente correto meu desejo, tampouco católico seja meu comportamento ou cristão meu pensamento, preferiria sim à morte que aquele "felizes para sempre".
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