O calor me desidrata. Peço chuva e nada.
Sempre gostei de chuva, embora dias ensolarados me encantem...
Mas a sedução da chuva e das tempestades é infinitamente maior.
Defino como arrebatamento, se posso assim dizer.
E como não vem mesmo (nem a chuva, nem o temporal), ando sendo consumida pelo calor e pelos dias corridos.
Até porque se tem ano rápido chama este aqui, 2015.
A segunda-feira chega anunciando a quarta que engole a sexta e pluft!
Novo fim de semana rolando, indo embora mais rápido ainda que a semana inteira... Revoltante!
Mais revolta ainda tenho dos aumentos: os preços dos alimentos me infartam toda semana, conta de energia deixando os olhos no escuro, gasolina obrigando andar a pé ou de bike. Aumento também do ódio em relação aos políticos de merda que governam a nação e da massa manipulável que vive feliz na pobreza, preferindo ganhar o pouco que trabalhar para alcançar por esforço próprio algo maior.
E por falar em ódio, como é possível odiar alguém que não conheço?
Pois tenho tido lampejos de ódio fulminante!
Odeio o moço que finge consertar o elevador, que começou o ano dando defeito e desde então nunca mais quis funcionar direito...
Odeio ter que fazer atividade física obrigada, subindo as escadas do prédio até em casa.
Quero me exercitar quando der vontade e se ela vier. E tá bom assim.
Odeio também a fumaça fedorenta que aparece toda a noite catingando minha casa e os motoristas sem educação que passam correndo na ruela da minha casa, ultrapassam pela direita, não cedem a vez quando alguém dá a seta e não dão a preferência a quem está na rotatória. Não sei a cara de nenhum deles. Mas despertaram em mim um ódio insano.
E por falar em insanidade, optei por mudanças.
Não, não vou mudar de casa, nem de cidade.
Nem toda a mudança precisa ser geográfica.
Mudança de estilo de vida, escolhendo mais qualidade. Escolhi trabalhar menos e ser mais feliz. Mas com as contas subindo, a inflação aumentando, com menos grana pra pagar as contas e trabalhando menos, talvez a felicidade custe um pouco a chegar ou venha em pequenas prestações.
E para finalizar, confesso: sou eu que ando consumindo a água do planeta.
Fazendo natação 3 vezes na semana, com o cabelo do tamanho do da sereia, duro de cloro, ando morando no banheiro com o chuveiro ligado para retirar o quilo de creme que uso pra transformar o arame farpado em cabelo de gente novo...
Pensando em novo corte ou novos cortes...
Para todos os assuntos que motivem conhecimento, reflexão, curiosidade e diversão. Escrever sem preocupações...
sábado, 28 de fevereiro de 2015
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Coragem
Preciso de coragem.
Pode ser empaçocada num comprimido, diluída em uma bebida qualquer ou esfarelada na comida, como um temperinho.
Coragem dessas que fazem sair de casa, sem rumo, de mochila nas costas, sem destino nem direção.
Que seja capaz de fazer não só a troca de emprego, mas a troca de ideias, a permuta de planos.
Preciso de coragem em blocos, como tijolos, que edifiquem a parede do meu quarto, onde guardo meus sonhos.
Coragem de pegar a estrada desconhecida, de fazer novas amizades, ousar o caminho nunca antes visitado.
Preciso de coragem para amarrar o tédio dentro do armário e retirar de lá uma sacola de sentimentos velhos que já não servem e precisam ser descartados.
Coragem de dizer na cara o que se pensa em segredo, de apontar o dedo mesmo correndo o risco de ficar sem ele.
Coragem de dar tchau sem medo.
De dizer que deu tudo errado e que é assim mesmo algumas vezes... Paciência.
Preciso de coragem para trocar de cor, de forma, de linguagem.
Para me lançar nas águas profundas, sem me afogar.
Coragem de me desvendar para o mundo sem o receio da rejeição.
De cantar alto sem medo de desafinar, de apostar na nota alta sem deixar a voz falhar.
Quero a coragem dos novos sabores, do novo corpo, de outros pesos.
Coragem para dizer NÂO e SIM quando bem entender.
De chorar em público se quiser, de sair mais cedo se der vontade, de não sair.
Coragem para dizer que a preguiça me amarra e amordaça e sucumbir é minha última e derradeira escolha, muitas vezes.
Quero coragem do sorvete solitário, da praia na minha companhia, do passeio comigo mesma, da viagem com meu eu.
A coragem de não fazer contas, de fechar os olhos e pular no escuro, sem saber se existe rede, muro ou um braço para me segurar.
Preciso de coragem. Mas hoje já está tarde.
Quem sabe amanhã, se a chuva vier e lavar a poeira que o calor deixou?
Ou então, se no fim do dia, a maresia trouxer de volta o ânimo que me abandonou.
Quero a coragem do cão que ladra, mas não foge.
Que enfrenta os desafios sem reclamar.
Coragem de ser tolo, de ser bobo, se assim precisar.
Preciso de coragem: unidades, dúzias ou pencas.
Se alguém souber quem venda, favor avisar.
Pode ser empaçocada num comprimido, diluída em uma bebida qualquer ou esfarelada na comida, como um temperinho.
Coragem dessas que fazem sair de casa, sem rumo, de mochila nas costas, sem destino nem direção.
Que seja capaz de fazer não só a troca de emprego, mas a troca de ideias, a permuta de planos.
Preciso de coragem em blocos, como tijolos, que edifiquem a parede do meu quarto, onde guardo meus sonhos.
Coragem de pegar a estrada desconhecida, de fazer novas amizades, ousar o caminho nunca antes visitado.
Preciso de coragem para amarrar o tédio dentro do armário e retirar de lá uma sacola de sentimentos velhos que já não servem e precisam ser descartados.
Coragem de dizer na cara o que se pensa em segredo, de apontar o dedo mesmo correndo o risco de ficar sem ele.
Coragem de dar tchau sem medo.
De dizer que deu tudo errado e que é assim mesmo algumas vezes... Paciência.
Preciso de coragem para trocar de cor, de forma, de linguagem.
Para me lançar nas águas profundas, sem me afogar.
Coragem de me desvendar para o mundo sem o receio da rejeição.
De cantar alto sem medo de desafinar, de apostar na nota alta sem deixar a voz falhar.
Quero a coragem dos novos sabores, do novo corpo, de outros pesos.
Coragem para dizer NÂO e SIM quando bem entender.
De chorar em público se quiser, de sair mais cedo se der vontade, de não sair.
Coragem para dizer que a preguiça me amarra e amordaça e sucumbir é minha última e derradeira escolha, muitas vezes.
Quero coragem do sorvete solitário, da praia na minha companhia, do passeio comigo mesma, da viagem com meu eu.
A coragem de não fazer contas, de fechar os olhos e pular no escuro, sem saber se existe rede, muro ou um braço para me segurar.
Preciso de coragem. Mas hoje já está tarde.
Quem sabe amanhã, se a chuva vier e lavar a poeira que o calor deixou?
Ou então, se no fim do dia, a maresia trouxer de volta o ânimo que me abandonou.
Quero a coragem do cão que ladra, mas não foge.
Que enfrenta os desafios sem reclamar.
Coragem de ser tolo, de ser bobo, se assim precisar.
Preciso de coragem: unidades, dúzias ou pencas.
Se alguém souber quem venda, favor avisar.
domingo, 25 de janeiro de 2015
Decisões
Qual é o passo?
Qual é o espaço?
Se falo, calo, olho, peço, não sei.
Aguardo a resposta da vida, um aceno Divino.
Escolhi: cordial e racionalmente.
Mesmo assim, não sei se faço boa escolha.
Qual é a resposta?
Qual será o resultado?
Tentando driblar o calor,
a falta d'água no fim da tarde de hoje,
terminando projetos,
distraindo a mente com as mãos,
o pensamento com leitura,
a visão com raciocínio.
Ainda não sei o desfecho.
Faz contas, calcula gastos,
transfere e muda,
planeja e anota...
Quanta angústia enlatada!
Como é difícil decidir!
Qual é o espaço?
Se falo, calo, olho, peço, não sei.
Aguardo a resposta da vida, um aceno Divino.
Escolhi: cordial e racionalmente.
Mesmo assim, não sei se faço boa escolha.
Qual é a resposta?
Qual será o resultado?
Tentando driblar o calor,
a falta d'água no fim da tarde de hoje,
terminando projetos,
distraindo a mente com as mãos,
o pensamento com leitura,
a visão com raciocínio.
Ainda não sei o desfecho.
Faz contas, calcula gastos,
transfere e muda,
planeja e anota...
Quanta angústia enlatada!
Como é difícil decidir!
domingo, 11 de janeiro de 2015
Desistência
Eu desisti.
De tentar,
de querer,
de acreditar,
de esperar,
de achar bom,
de achar ruim,
de achar mesmo,
ou de perder,
de buscar,
de sentir,
de reaver,
de anunciar,
de explicar,
de lutar,
de agir,
de brincar,
de zangar.
Agora, tanto faz, tanto fez.
Se der certo, beleza,
Se não der, paciência.
Não troco de time,
Não mudo de escolha,
Apenas sento e aguardo.
Cochilo no meio tempo,
olho o celular, me engano.
Sem choro nem vela,
Sem mágoa ou magia.
Não discuto, não reajo.
Não apoio, não esbravejo.
Não faço questão.
Respeito minha desistência.
Um tipo de resiliência? Talvez.
Desisti de entender
esta orgia, a sangria,
a mania insana
dos dias atuais.
De tentar,
de querer,
de acreditar,
de esperar,
de achar bom,
de achar ruim,
de achar mesmo,
ou de perder,
de buscar,
de sentir,
de reaver,
de anunciar,
de explicar,
de lutar,
de agir,
de brincar,
de zangar.
Agora, tanto faz, tanto fez.
Se der certo, beleza,
Se não der, paciência.
Não troco de time,
Não mudo de escolha,
Apenas sento e aguardo.
Cochilo no meio tempo,
olho o celular, me engano.
Sem choro nem vela,
Sem mágoa ou magia.
Não discuto, não reajo.
Não apoio, não esbravejo.
Não faço questão.
Respeito minha desistência.
Um tipo de resiliência? Talvez.
Desisti de entender
esta orgia, a sangria,
a mania insana
dos dias atuais.
domingo, 4 de janeiro de 2015
Pensamento de um domingo
Feliz é aquele que já encontrou a outra metade da laranja, a tampa da panela, o chinelo velho pro pé cansado!
Fortuitamente ou não, por obra do acaso ou do destino, por muito empenho e esforço ou por nada disso, após este encontro vai viver com a (falsa) certeza de ter achado sua alma gêmea.
Feliz é aquele que não precisa de mais nada: nem da procura, nem do encontro.
Já se encontra saciado da presença do outro, sendo ele a parte que lhe completa (ou não).
Digo isso, pois, com tanta gente espalhada pelo mundo, nascendo e morrendo, mudando de opção sexual, desistindo, separando e reatando, como saber mesmo se a metade da laranja não é um pedaço de kiwi?
Como saber se o amor de infância, cultivado toda a vida não foi apenas a falta de oportunidade de ter cruzado a rua, mudado de escola ou de bairro e ter conhecido gente nova e mais interessante?
E se a alma gêmea ainda não tiver nascido? Virá ao mundo ano que vem, século que vem?
E se a tampa da panela já foi para outro plano astral?
Já pensou se a metade da laranja está casado, com a prole completa, feliz da vida por acreditar que a metade da sua laranja (a que casou com ele) lhe transforma em fruta inteira?
Ou então, trocou de time, desistiu do amor, ou simplesmente nem acredita nessa história romântica de par perfeito?
Por isso digo: feliz é aquele que acha que encontrou e vive a certeza (incerta) de ter pra si o amor completo.
Ah, porque diante de amores que viram tragédias, de juras eternas que dissipam ao vento, de sorrisos que se transformam em lágrimas, de traições, de separações conflituosas, da falta de bom senso e de limites, do ciúmes desregrado, me questiono se há mesmo.
Feliz é aquele que acredita no amor perfeito, no par ideal, pois nem imagina a possibilidade dele não o ser.
Sem a capacidade de vislumbrar outra possibilidade na cidade ao lado, num país distante ou mesmo do outro lado da rua.
Pois não sei se há mesmo completude.
Há gente peça única, sem encaixe, nem padrão.
Ou tem várias possibilidades: uma alma gêmea para este mês, a metade da laranja pro mês que vem. Há um mundo de opções e opiniões.
Como saber?
Feliz é aquele que se contenta com seu par ideal, mesmo não sendo o idealizado e ignora o fato de não cumprir os pré-requisitos, não ser o descanso pro pé cansado, não ser nem mesmo laranja.
A ignorância protege e livra de muitos males.
Feliz mesmo é o ignorante.
Fortuitamente ou não, por obra do acaso ou do destino, por muito empenho e esforço ou por nada disso, após este encontro vai viver com a (falsa) certeza de ter achado sua alma gêmea.
Feliz é aquele que não precisa de mais nada: nem da procura, nem do encontro.
Já se encontra saciado da presença do outro, sendo ele a parte que lhe completa (ou não).
Digo isso, pois, com tanta gente espalhada pelo mundo, nascendo e morrendo, mudando de opção sexual, desistindo, separando e reatando, como saber mesmo se a metade da laranja não é um pedaço de kiwi?
Como saber se o amor de infância, cultivado toda a vida não foi apenas a falta de oportunidade de ter cruzado a rua, mudado de escola ou de bairro e ter conhecido gente nova e mais interessante?
E se a alma gêmea ainda não tiver nascido? Virá ao mundo ano que vem, século que vem?
E se a tampa da panela já foi para outro plano astral?
Já pensou se a metade da laranja está casado, com a prole completa, feliz da vida por acreditar que a metade da sua laranja (a que casou com ele) lhe transforma em fruta inteira?
Ou então, trocou de time, desistiu do amor, ou simplesmente nem acredita nessa história romântica de par perfeito?
Por isso digo: feliz é aquele que acha que encontrou e vive a certeza (incerta) de ter pra si o amor completo.
Ah, porque diante de amores que viram tragédias, de juras eternas que dissipam ao vento, de sorrisos que se transformam em lágrimas, de traições, de separações conflituosas, da falta de bom senso e de limites, do ciúmes desregrado, me questiono se há mesmo.
Feliz é aquele que acredita no amor perfeito, no par ideal, pois nem imagina a possibilidade dele não o ser.
Sem a capacidade de vislumbrar outra possibilidade na cidade ao lado, num país distante ou mesmo do outro lado da rua.
Pois não sei se há mesmo completude.
Há gente peça única, sem encaixe, nem padrão.
Ou tem várias possibilidades: uma alma gêmea para este mês, a metade da laranja pro mês que vem. Há um mundo de opções e opiniões.
Como saber?
Feliz é aquele que se contenta com seu par ideal, mesmo não sendo o idealizado e ignora o fato de não cumprir os pré-requisitos, não ser o descanso pro pé cansado, não ser nem mesmo laranja.
A ignorância protege e livra de muitos males.
Feliz mesmo é o ignorante.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
O Natal
Ano passado não consegui passar a data do Natal na casa dos meus pais, com minha família.
A chuva que castigou o Estado deixou muita gente sem moradia, sem como sair de casa, chegar em casa ou voltar pra ela. Eu fui uma delas. Abençoada por não ter sido atingida materialmente ou fisicamente, mas tive meu direito de ir e vir arruinado.
Foi o primeiro Natal que não estive com meus pais e meus irmãos.
A sensação que tive? Não era Natal. Era um feriado, uma data comemorativa menos importante, mas não era O Natal.
Fui acolhida pela família que a vida me deu, que são os amigos.
E por isso, jamais poderei reclamar. São mesmo bênçãos!
Foram muitos convites sinceros e um sentimento indescritível por eles.
É maravilhoso descobrir que se é amado!
Mas só que tem uma Família, que se ajuda o ano inteiro, que se lambe, se abraça, se estapeia e volta a se beijar minutos depois, sabe o valor de estar junto nesta data.
Na minha casa nunca fizemos Ceia.
O almoço do dia 25 que é o momento de reunião ao redor da mesa.
Mas, mais importante que repartir o alimento juntos é agradecer por ele.
Por isso, começamos na véspera, a entrar no clima: rezamos juntos e agradecemos a oportunidade de ter e ser família, que muitos não tem.
Porque Natal é isto: acolher o outro com amor.
Não importa a condição. O Dono da data nasceu pobre, num curral e dormiu num cocho ( sim, porque estrebaria e manjedoura, são respectivamente isso, enfeitados pelo eufemismo) mas acolhido pelos seus, com muito afeto!
Meu desejo de Natal é que todos pudessem ter a família que acolhe e ama, sem distinção, no muito, no pouco, no nada.
Hoje, quando vejo a casa cheia, as conversas e risos ecoando pelos quartos, a mesa completa e a felicidade no meio da gente, fico radiante!
Tem brinquedo espalhado, muita louça suja na pia, colchão pelo chão, mil escovas de dentes na pia do banheiro, malas pelos cantos da casa destoando por completo do senso de limpeza e arrumação que reina o ano todo. E todo mundo está alegre, feliz com a bagunça.
Porque a gente sabe que se um dia não for assim, não será Natal.
Se não houver a reza, a oração, o almoção e todo mundo se apertando no sofá para se presentear, não será Natal.
Pobre de quem não tem uma casa e uma família.
Pois mesmo na pobreza, o Dono da data teve: um lugar entre os seus, uma família e muito amor!
Feliz Nata a todos!
Que Jesus, Maria e José sejam o exemplo de família que devemos imitar: acolhimento contínuo, renúncia de si por um bem maior e aceitação plena do projeto de Deus.
A chuva que castigou o Estado deixou muita gente sem moradia, sem como sair de casa, chegar em casa ou voltar pra ela. Eu fui uma delas. Abençoada por não ter sido atingida materialmente ou fisicamente, mas tive meu direito de ir e vir arruinado.
Foi o primeiro Natal que não estive com meus pais e meus irmãos.
A sensação que tive? Não era Natal. Era um feriado, uma data comemorativa menos importante, mas não era O Natal.
Fui acolhida pela família que a vida me deu, que são os amigos.
E por isso, jamais poderei reclamar. São mesmo bênçãos!
Foram muitos convites sinceros e um sentimento indescritível por eles.
É maravilhoso descobrir que se é amado!
Mas só que tem uma Família, que se ajuda o ano inteiro, que se lambe, se abraça, se estapeia e volta a se beijar minutos depois, sabe o valor de estar junto nesta data.
Na minha casa nunca fizemos Ceia.
O almoço do dia 25 que é o momento de reunião ao redor da mesa.
Mas, mais importante que repartir o alimento juntos é agradecer por ele.
Por isso, começamos na véspera, a entrar no clima: rezamos juntos e agradecemos a oportunidade de ter e ser família, que muitos não tem.
Porque Natal é isto: acolher o outro com amor.
Não importa a condição. O Dono da data nasceu pobre, num curral e dormiu num cocho ( sim, porque estrebaria e manjedoura, são respectivamente isso, enfeitados pelo eufemismo) mas acolhido pelos seus, com muito afeto!
Meu desejo de Natal é que todos pudessem ter a família que acolhe e ama, sem distinção, no muito, no pouco, no nada.
Hoje, quando vejo a casa cheia, as conversas e risos ecoando pelos quartos, a mesa completa e a felicidade no meio da gente, fico radiante!
Tem brinquedo espalhado, muita louça suja na pia, colchão pelo chão, mil escovas de dentes na pia do banheiro, malas pelos cantos da casa destoando por completo do senso de limpeza e arrumação que reina o ano todo. E todo mundo está alegre, feliz com a bagunça.
Porque a gente sabe que se um dia não for assim, não será Natal.
Se não houver a reza, a oração, o almoção e todo mundo se apertando no sofá para se presentear, não será Natal.
Pobre de quem não tem uma casa e uma família.
Pois mesmo na pobreza, o Dono da data teve: um lugar entre os seus, uma família e muito amor!
Feliz Nata a todos!
Que Jesus, Maria e José sejam o exemplo de família que devemos imitar: acolhimento contínuo, renúncia de si por um bem maior e aceitação plena do projeto de Deus.
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
A mais, a menos.
Engordei 2,5 kg.
Ainda não descobri onde estão distribuídos.
As roupas não contaram o que a balança revelou.
Então, acho que não foi no corpo; foi na alma.
Engordei em paciência.
Menos estresse e mais paz.
Engordei nos pensamentos.
Muitos, tantos, quantos nem sei!
Tanta coisa pesando na cuca, que pudera!
Aumentei o peso das responsabilidades,
das escolhas, da idade.
Engordei toneladas de preguiça!
De sono, de ócio, de bócio!
Aumentei o peso das desculpas
que invento pra mim mesma.
Engordei no chocolate e na endorfina,
que melhora o humor e afina,
não a silhueta, mas a alegria.
Mais quilos e menos medo.
Mais peso e menos pena.
Nem todo ganho é culpa.
Nem todo peso pesa.
Pesou a indiferença e o esquecimento
pra quem já me esqueceu.
Aumentou o peso da angústias, das escolhas...
Como pesam!
Ganhei massa: cerebral.
Ganhei músculos: miocárdio.
A gente apanha mas aprende.
A mais, a menos, no fim das contas,
tanto faz.
Ainda não descobri onde estão distribuídos.
As roupas não contaram o que a balança revelou.
Então, acho que não foi no corpo; foi na alma.
Engordei em paciência.
Menos estresse e mais paz.
Engordei nos pensamentos.
Muitos, tantos, quantos nem sei!
Tanta coisa pesando na cuca, que pudera!
Aumentei o peso das responsabilidades,
das escolhas, da idade.
Engordei toneladas de preguiça!
De sono, de ócio, de bócio!
Aumentei o peso das desculpas
que invento pra mim mesma.
Engordei no chocolate e na endorfina,
que melhora o humor e afina,
não a silhueta, mas a alegria.
Mais quilos e menos medo.
Mais peso e menos pena.
Nem todo ganho é culpa.
Nem todo peso pesa.
Pesou a indiferença e o esquecimento
pra quem já me esqueceu.
Aumentou o peso da angústias, das escolhas...
Como pesam!
Ganhei massa: cerebral.
Ganhei músculos: miocárdio.
A gente apanha mas aprende.
A mais, a menos, no fim das contas,
tanto faz.
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