E nos últimos dias o mundo ficou mais triste, menos poético e mais ignorante...
Não sei o motivo das perdas.
Se o céu precisava de mais lirismo, de mais espontaneidade, de mais brilho...
Realmente, não sei.
Só sei que o povo aqui na terra ficou mais apagado.
Um breu só, sobrando ignorância e despreparo,
excedendo em indelicadezas com a língua portuguesa.
Daí me questiono: com tanta maldade merecendo castigo,
tanta gente má precisando de cartão vermelho,
por que pessoas boas levadas assim, de arrastão?
Então, percebo que todos que se foram gozavam da serenidade da senilidade.
Tiveram o tempo necessário para espalhar muita mudança boa
pelos caminhos percorridos em tantos anos vividos.
Se somarmos as idades, mais de século de literatura e conhecimento.
Tiveram tempo para fazer valer todo o empenho de um vida inteira.
Resta então, para quem por aqui fica, a lembrança e o exemplo de tão nobres figuras:
João, Rubem e Suassuna.
O consolo de obras belas que poderão ser lidas e relidas.
Para todos os assuntos que motivem conhecimento, reflexão, curiosidade e diversão. Escrever sem preocupações...
quarta-feira, 23 de julho de 2014
domingo, 6 de julho de 2014
Despreocupações
Não estou preocupada se o piso foge ou se o chão se abre.
Nem ensaio rugas se a seleção ganha ou perde,
se o craque joga ou escorrega,
se fratura a vértebra ou meus ouvidos com tanta notícia má...
Não me interessa se é folga ou dia normal.
Afinal, dias são dias.
Não são essas preocupações que me afligem.
Ainda obedeço alguns prazos, porque não posso me desvencilhar deles.
Mas não mais me castigo em cumprí-los honrosamente, com tanto afinco como antes.
Descobri que tudo continua igual, independente dos resultados conseguidos.
As contas continuam chegando, as cobranças, da mesma forma.
E a gente continua precisando do trabalho e do pão diário, faça chuva ou sol.
Não me intriga se hoje fico em casa tecendo fios ou se ponho a cara na janela para ver o mundo, porque, no fundo, ele continua girando para o mesmo lado e sentido,
e ás vezes, não faz sentido algum correr atrás do vento...
Não sei se a obra começa, se permanece estagnada, se a hora adiantada me faz morrer de sono.
Estou absorvendo, sem pressa, a onda do momento, que é deixar o curso da vida seguir,
Que os passarinhos cantem, que as manhãs recomecem, que os dias prossigam.
Que os planos sejam necessários, mas sejam só planos.
Que haja mais afeto e pronto.
Não me interessa se a cor não está boa,
se a roupa destoa,
se cabelo despenteia,
se ando bonita ou feia,
se sorrio mais ou menos,
se penso em demasia
ou se chego a conclusões vazias sobre estórias que eu inventei.
Não me importa a nota que me deram, se foi dez ou zero, se agradei ou não.
Estou vivendo e é o que conta.
Quero acertar o tom que a voz conseguir chegar. E só!
A preocupação de achar, de encontrar, de buscar respostas, hoje já não me incomoda.
Não se encontra o que não se perdeu.
E não se perde o que não se tem.
Nem ensaio rugas se a seleção ganha ou perde,
se o craque joga ou escorrega,
se fratura a vértebra ou meus ouvidos com tanta notícia má...
Não me interessa se é folga ou dia normal.
Afinal, dias são dias.
Não são essas preocupações que me afligem.
Ainda obedeço alguns prazos, porque não posso me desvencilhar deles.
Mas não mais me castigo em cumprí-los honrosamente, com tanto afinco como antes.
Descobri que tudo continua igual, independente dos resultados conseguidos.
As contas continuam chegando, as cobranças, da mesma forma.
E a gente continua precisando do trabalho e do pão diário, faça chuva ou sol.
Não me intriga se hoje fico em casa tecendo fios ou se ponho a cara na janela para ver o mundo, porque, no fundo, ele continua girando para o mesmo lado e sentido,
e ás vezes, não faz sentido algum correr atrás do vento...
Não sei se a obra começa, se permanece estagnada, se a hora adiantada me faz morrer de sono.
Estou absorvendo, sem pressa, a onda do momento, que é deixar o curso da vida seguir,
Que os passarinhos cantem, que as manhãs recomecem, que os dias prossigam.
Que os planos sejam necessários, mas sejam só planos.
Que haja mais afeto e pronto.
Não me interessa se a cor não está boa,
se a roupa destoa,
se cabelo despenteia,
se ando bonita ou feia,
se sorrio mais ou menos,
se penso em demasia
ou se chego a conclusões vazias sobre estórias que eu inventei.
Não me importa a nota que me deram, se foi dez ou zero, se agradei ou não.
Estou vivendo e é o que conta.
Quero acertar o tom que a voz conseguir chegar. E só!
A preocupação de achar, de encontrar, de buscar respostas, hoje já não me incomoda.
Não se encontra o que não se perdeu.
E não se perde o que não se tem.
sábado, 28 de junho de 2014
Pernas pro ar
O mundo anda de pernas para o ar.
E eu, procuro me segurar em algum lugar.
Porque penso que em algum momento todas as convicções se perdem,
todos os pudores morrem, todas as verdades se transformam em mentiras.
Vale mesmo o vinho, que transforma as pessoas e seus sonhos.
Quero mesmo é dizer que não vou morder as pessoas.
Que acredito que a palavra basta.
Que os desejos sinceros se realizam á medida que a vontade permanece.
E eu permaneço.
Inteira, invicta, acreditando que mesmo com tudo fora de lugar, em algum momento as coisas se ajeitam.
Abraço sincero, para os juízes de plantão.
Julgar é tarefa difícil.
Prefiro me abster.
O mundo continua de pernas para o ar e eu tenho muito medo de que o chão não volte para os meus pés.
Mães que detestam filhos, filhos que matam pais, governo que comete homicídio.
Todo dia nasce nova notícia.
Espero que tudo seja apaziguado.
Ando com medo das novidades que virão.
E eu, procuro me segurar em algum lugar.
Porque penso que em algum momento todas as convicções se perdem,
todos os pudores morrem, todas as verdades se transformam em mentiras.
Vale mesmo o vinho, que transforma as pessoas e seus sonhos.
Quero mesmo é dizer que não vou morder as pessoas.
Que acredito que a palavra basta.
Que os desejos sinceros se realizam á medida que a vontade permanece.
E eu permaneço.
Inteira, invicta, acreditando que mesmo com tudo fora de lugar, em algum momento as coisas se ajeitam.
Abraço sincero, para os juízes de plantão.
Julgar é tarefa difícil.
Prefiro me abster.
O mundo continua de pernas para o ar e eu tenho muito medo de que o chão não volte para os meus pés.
Mães que detestam filhos, filhos que matam pais, governo que comete homicídio.
Todo dia nasce nova notícia.
Espero que tudo seja apaziguado.
Ando com medo das novidades que virão.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
11/06/14
Estar desacompanhado amanhã não é uma tragédia.
Não creio que seja decepcionante estar sozinho.
Pior é manter relações de aparência, amparadas em comodidade,
pelo simples fato de não suportar a solidão.
E quando digo solidão, falo daquela que temos o tempo todo: a de convivermos com nós mesmos.
Só aceita o outro, quem antes se aceita: entende as próprias fraquezas, perdoa os defeitos que percebe em si e enxerga que, dentro das limitações que se tem, pode encontrar conforto na própria companhia.
Só ama o outro quem primeiro se ama.
Só vale o encontro com o outro se antes alguém já se encontrou.
Há tanta gente perdida na vida, sem saber o que procura que, nunca vai achar o que nem sabe que perdeu.
Muitos engatam uma história na outra apenas para não se sentir sozinho.
Outros procuram incessantemente uma pessoa perfeita, que não existe, e vão, de relação em relação, provando e dispensando o que não se encaixa na idealização.
Há quem ainda viva com medo de encontrar no outro a perdição. Porque amar é se perder.
Não é uma tragédia estar só quando se tem o coração cheio, repleto de boas amizades, de pessoas queridas, de recordações agradáveis e planos e sonhos bonitos.
Tristeza é ser ou estar vazio.
A companhia só conta mesmo quando vem com cumplicidade, entendimento, interação de olhares e projetos, temperados com aquele friozinho na barriga e uma palpitação do bem.
Se assim não for, mesmo acompanhado pode-se sim estar só.
E vazio.
Não creio que seja decepcionante estar sozinho.
Pior é manter relações de aparência, amparadas em comodidade,
pelo simples fato de não suportar a solidão.
E quando digo solidão, falo daquela que temos o tempo todo: a de convivermos com nós mesmos.
Só aceita o outro, quem antes se aceita: entende as próprias fraquezas, perdoa os defeitos que percebe em si e enxerga que, dentro das limitações que se tem, pode encontrar conforto na própria companhia.
Só ama o outro quem primeiro se ama.
Só vale o encontro com o outro se antes alguém já se encontrou.
Há tanta gente perdida na vida, sem saber o que procura que, nunca vai achar o que nem sabe que perdeu.
Muitos engatam uma história na outra apenas para não se sentir sozinho.
Outros procuram incessantemente uma pessoa perfeita, que não existe, e vão, de relação em relação, provando e dispensando o que não se encaixa na idealização.
Há quem ainda viva com medo de encontrar no outro a perdição. Porque amar é se perder.
Não é uma tragédia estar só quando se tem o coração cheio, repleto de boas amizades, de pessoas queridas, de recordações agradáveis e planos e sonhos bonitos.
Tristeza é ser ou estar vazio.
A companhia só conta mesmo quando vem com cumplicidade, entendimento, interação de olhares e projetos, temperados com aquele friozinho na barriga e uma palpitação do bem.
Se assim não for, mesmo acompanhado pode-se sim estar só.
E vazio.
terça-feira, 3 de junho de 2014
Pizza, coca-cola e bolo de chocolate.
E o dia foi cheio.
Cheio de atendimentos.
Lotado de trabalho.
Cheio de gente simples.
Repleto de pessoas legais.
Cheio de agradecimentos sinceros,
de explicações simples,
de despedidas aliviadas.
Um cansaço honesto.
E para coroar a terça cheia,
recebo em casa pessoas queridas com pizza,
coca-cola e bolo de chocolate.
Alegria, descontração e saudade,
trazendo leveza pra minha noite.
E concluo então, que as coisas boas são assim:
disfarçadas de delícias, escondidas nas motivações sem motivo,
sem cobranças, sem prazos; um conforto de abraço,
de uma conversa animada cheia de pessoas alegres
que compartilham alegria, pizza com coca-cola e bolo de chocolate.
Cheio de atendimentos.
Lotado de trabalho.
Cheio de gente simples.
Repleto de pessoas legais.
Cheio de agradecimentos sinceros,
de explicações simples,
de despedidas aliviadas.
Um cansaço honesto.
E para coroar a terça cheia,
recebo em casa pessoas queridas com pizza,
coca-cola e bolo de chocolate.
Alegria, descontração e saudade,
trazendo leveza pra minha noite.
E concluo então, que as coisas boas são assim:
disfarçadas de delícias, escondidas nas motivações sem motivo,
sem cobranças, sem prazos; um conforto de abraço,
de uma conversa animada cheia de pessoas alegres
que compartilham alegria, pizza com coca-cola e bolo de chocolate.
domingo, 1 de junho de 2014
Hoje
Há tempos não via um domingo tão bonito!
Céu azul, quase sem nuvens, temperatura agradável, sol brilhando.
Vi gente curtindo a folga, se divertindo de bicicleta, passeando com amigos, almoçando em família.
Parecia um dia de férias com programação pronta.
Aproveitei então a beleza do dia e agradeci a dádiva de estar viva para vê-lo.
Muitos não tiveram a chance de hoje.
Esqueci que amanhã começa tudo outra vez, que a rotina ás vezes nos massacra e que temos que aceitar certas condições para alcançar, mais adiante, o que se almeja.
Confiei que tudo vai dar certo e agradeci tudo o que teve êxito ou fracassou.
Faz parte subidas e descidas: nenhum caminho é plano.
Então, deixei que o dia lindo fizesse a parte dele: espantasse a preguiça, despistasse as tristezas.
Respirei bem fundo, enchi o peito de coragem e aceitei o presente.
Nem sempre a gente consegue percebê-lo.
Céu azul, quase sem nuvens, temperatura agradável, sol brilhando.
Vi gente curtindo a folga, se divertindo de bicicleta, passeando com amigos, almoçando em família.
Parecia um dia de férias com programação pronta.
Aproveitei então a beleza do dia e agradeci a dádiva de estar viva para vê-lo.
Muitos não tiveram a chance de hoje.
Esqueci que amanhã começa tudo outra vez, que a rotina ás vezes nos massacra e que temos que aceitar certas condições para alcançar, mais adiante, o que se almeja.
Confiei que tudo vai dar certo e agradeci tudo o que teve êxito ou fracassou.
Faz parte subidas e descidas: nenhum caminho é plano.
Então, deixei que o dia lindo fizesse a parte dele: espantasse a preguiça, despistasse as tristezas.
Respirei bem fundo, enchi o peito de coragem e aceitei o presente.
Nem sempre a gente consegue percebê-lo.
sábado, 17 de maio de 2014
Alforria
Eu me dou o direito de ficar na cama mais tempo, curtindo preguiça, quando posso.
Também me permito momentos de total desconexão com o mundo.
Deixo para amanhã o que não tenho vontade de fazer hoje.
Faço agora o que não quero esperar para fazer amanhã.
Peço desculpas, sem vergonha, quando percebo a falta que cometi.
Não tenho problemas em me arrepender.
Mas também não vejo motivo de me desculpar quando sei que a culpa não me pertence.
Acho que posso sim ficar chateada com algumas pessoas e esperar meu coração me dizer quando devo voltar ás boas... Ele sempre volta.
Não aceito o convite se o humor não tiver legal.
Recuso com delicadeza quando percebo que não seria boa companhia.
Acredito que ninguém seja obrigado a encarar caretas de descontentamento por obrigação...
Eu me deixo chorar por raiva, por alegria, por tristeza, por nada.
Tudo que pede liberdade pra fluir eu deixo voar: a voz, o abraço, o beijo, a palavra, a emoção.
Eu me permito gritar na raiva, vez ou outra, porque acredito que extravasar é necessário.
Aceito minhas dúvidas, mudanças de ideia, de planos, de rotas, de alternativas...
Nada é definitivo nesta vida.
Procuro ser o mais realista possível: viver de sonhos causa muita dor!
Mas um pouquinho de esperança adocica os dias!
Fica amargo não ter expectativas pro que virá.
Eu me permito ser chata, mal humorada e emburrada, vez ou outra.
Quem não tem dias ruins?
Eu deixo a vida ir seguindo, levando devagar...
Sem pressa de resultados, mas com fome de respostas... Vai entender?
Mas não adianta cobrar.
Se a gente não se liberta de algumas cobranças, quem poderá nos livrar?
Também me permito momentos de total desconexão com o mundo.
Deixo para amanhã o que não tenho vontade de fazer hoje.
Faço agora o que não quero esperar para fazer amanhã.
Peço desculpas, sem vergonha, quando percebo a falta que cometi.
Não tenho problemas em me arrepender.
Mas também não vejo motivo de me desculpar quando sei que a culpa não me pertence.
Acho que posso sim ficar chateada com algumas pessoas e esperar meu coração me dizer quando devo voltar ás boas... Ele sempre volta.
Não aceito o convite se o humor não tiver legal.
Recuso com delicadeza quando percebo que não seria boa companhia.
Acredito que ninguém seja obrigado a encarar caretas de descontentamento por obrigação...
Eu me deixo chorar por raiva, por alegria, por tristeza, por nada.
Tudo que pede liberdade pra fluir eu deixo voar: a voz, o abraço, o beijo, a palavra, a emoção.
Eu me permito gritar na raiva, vez ou outra, porque acredito que extravasar é necessário.
Aceito minhas dúvidas, mudanças de ideia, de planos, de rotas, de alternativas...
Nada é definitivo nesta vida.
Procuro ser o mais realista possível: viver de sonhos causa muita dor!
Mas um pouquinho de esperança adocica os dias!
Fica amargo não ter expectativas pro que virá.
Eu me permito ser chata, mal humorada e emburrada, vez ou outra.
Quem não tem dias ruins?
Eu deixo a vida ir seguindo, levando devagar...
Sem pressa de resultados, mas com fome de respostas... Vai entender?
Mas não adianta cobrar.
Se a gente não se liberta de algumas cobranças, quem poderá nos livrar?
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