Vez ou outra me permito.
Admito que, ás vezes, com uma frequência acima da média.
Mas é porque acredito que são os pequenos prazeres que fazem a vida da gente melhor!
Por isso, faço sem culpa alguma, e usufruo com calma e sem qualquer pudor daquilo que acalenta a alma e transforma a gente em criança de novo...
Exemplos?
Um banho demorado e bem quente, num dia frio,com direito a escrever nos vidros e espelhos do banheiro.
Passar algumas horinhas fazendo nada: olhando pro teto, pensando na vida ou com os pezinhos pra cima, jogando conversa fora...
Comer com a mão e lamber os dedos no fim...Um a um!
Raspar a panela: do recheio do bolo, da massa crua antes de assar, da lata de leite condensado...
Passar o dia de pijama, com direito a brigar com o pente...
Divertir-me com jogos e aplicativos no celular.
Pedalar sem pressa, com o vento no rosto.
Chupar manga com a cara toda...
Comer chocolate sem limites, com gosto e felicidades infantis!
Comer só o miolo do pão.
Cochilo depois do almoço.
Arrebentar as bolinhas do plástico bolha na frente da TV.
Ler revistas de fofocas no salão enquanto aguarda-se a vez.
Ver a tempestade da janela ou varanda, sem pressa nem medo.
Não ter hora de voltar de qualquer lugar!
Ficar em silêncio quando e por quanto tempo quiser.
Cantar com o som bem alto!
Dançar na frente do espelho!
Dormir lendo um livro ou rezando.
Elogiar com sinceridade.
Abraçar apertado e com vontade!
Libertar quem quer partir.
Ligar pra quem se tem saudade.
Pretendo me permitir mais vezes pequenos prazeres!
Ando merecendo.
Para todos os assuntos que motivem conhecimento, reflexão, curiosidade e diversão. Escrever sem preocupações...
domingo, 20 de abril de 2014
domingo, 13 de abril de 2014
Mundo injusto
Esclarecimentos, por favor!
Alguém esclareça tanta doença em gente tão boa e honesta?
Explicações que me façam entender tanto sofrimento em um só ser...
Tentando, na base da fé, compreender.
Mas a dificuldade prevalece.
Nada, a meu ver, esclarece e justifica o motivo de tanta dor...
Assistindo a vida se prolongando por si mesma.
Vendo pessoas presas em seus corpos com a alma encarcerada.
Gente solta no mundo com a alma enredada em tropeços e quedas;
Gente com a vida inteira pela frente, sendo amarrada por nós invisíveis da doença...
Por mais que eu tente entender, não consigo.
E me flagro, brigando comigo mesma: uma parte de mim indignada e
outra buscando alento, conforto, consolo...
Tentando compreender tanto pranto, tanta lágrima.
Tanta gente que cruza o caminho da gente por nada.
Tanta falta de lógica, de motivo, de explicação...
Tanto empenho por tão pouco.
Mundo injusto.
Só tenho isso a dizer.
Alguém esclareça tanta doença em gente tão boa e honesta?
Explicações que me façam entender tanto sofrimento em um só ser...
Tentando, na base da fé, compreender.
Mas a dificuldade prevalece.
Nada, a meu ver, esclarece e justifica o motivo de tanta dor...
Assistindo a vida se prolongando por si mesma.
Vendo pessoas presas em seus corpos com a alma encarcerada.
Gente solta no mundo com a alma enredada em tropeços e quedas;
Gente com a vida inteira pela frente, sendo amarrada por nós invisíveis da doença...
Por mais que eu tente entender, não consigo.
E me flagro, brigando comigo mesma: uma parte de mim indignada e
outra buscando alento, conforto, consolo...
Tentando compreender tanto pranto, tanta lágrima.
Tanta gente que cruza o caminho da gente por nada.
Tanta falta de lógica, de motivo, de explicação...
Tanto empenho por tão pouco.
Mundo injusto.
Só tenho isso a dizer.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Ufa!
Hoje, todo o mundo a minha volta não queria respirar.
E quem perdeu o fôlego fui eu...
Perdi também a hora, o almoço e a esperança.
Quando nada se modifica apesar da necessidade urgente de mudanças
o coração sofre...
O cansaço foi então multiplicado.
O corpo reclamou, a cabeça pendeu, o pensamento dormiu.
Engoli com pressa as desculpas.
Expliquei com calma as dúvidas.
Vi melhoras, pioras, angústias.
Me vi, de repente, no espelho,
como vi de repente o dia inteiro.
E assim, de repente, anoiteceu.
E amanhã, nem sei o que me espera.
Se tudo voltar a respirar, já será um tanto bom.
E eu, se respeitar a mim mesma, cerro agora mesmo os olhos.
E deixo pra amanhã o que nem sei que será.
E quem perdeu o fôlego fui eu...
Perdi também a hora, o almoço e a esperança.
Quando nada se modifica apesar da necessidade urgente de mudanças
o coração sofre...
O cansaço foi então multiplicado.
O corpo reclamou, a cabeça pendeu, o pensamento dormiu.
Engoli com pressa as desculpas.
Expliquei com calma as dúvidas.
Vi melhoras, pioras, angústias.
Me vi, de repente, no espelho,
como vi de repente o dia inteiro.
E assim, de repente, anoiteceu.
E amanhã, nem sei o que me espera.
Se tudo voltar a respirar, já será um tanto bom.
E eu, se respeitar a mim mesma, cerro agora mesmo os olhos.
E deixo pra amanhã o que nem sei que será.
terça-feira, 8 de abril de 2014
Dia de recusas
Não quero saber se é cedo ou tarde.
Tampouco se vai dar tempo.
Quero mais é que o tempo viaje.
Vá para bem longe, carregue consigo todas as neuroses...
Não quero saber se deu certo ou errado.
Não quero notícias, nem comentários.
Não quero saber de preocupações, de problemas.
Quero mais é que tudo adormeça...
Que tudo no mundo se esqueça de lembrar de mim por aqui.
Não quero saber de saúde nem de doença.
Não quero me aborrecer!
Não quero pensar na injustiça desta vida.
Porque me transformo no que não devo e nem posso ser...
Não quero desculpas, nem segunda chance.
Não quero lembranças, nem memórias.
Não quero histórias tristes, nem alegres.
Não quero contas que não sejam minhas.
Não quero discussões, nem brigas.
Quero saídas para me esconder.
Não quero saber de sucesso ou fracasso.
Opiniões ou conclusões do que faço.
Não quero água, não quero mágoa.
Hoje eu só quero o nada!
Dia de recusas.
Obrigada!
Tampouco se vai dar tempo.
Quero mais é que o tempo viaje.
Vá para bem longe, carregue consigo todas as neuroses...
Não quero saber se deu certo ou errado.
Não quero notícias, nem comentários.
Não quero saber de preocupações, de problemas.
Quero mais é que tudo adormeça...
Que tudo no mundo se esqueça de lembrar de mim por aqui.
Não quero saber de saúde nem de doença.
Não quero me aborrecer!
Não quero pensar na injustiça desta vida.
Porque me transformo no que não devo e nem posso ser...
Não quero desculpas, nem segunda chance.
Não quero lembranças, nem memórias.
Não quero histórias tristes, nem alegres.
Não quero contas que não sejam minhas.
Não quero discussões, nem brigas.
Quero saídas para me esconder.
Não quero saber de sucesso ou fracasso.
Opiniões ou conclusões do que faço.
Não quero água, não quero mágoa.
Hoje eu só quero o nada!
Dia de recusas.
Obrigada!
terça-feira, 1 de abril de 2014
Ai, que mentira!
Sempre ouvi dizer que a mentira tem perna curta.
Nunca entendi o porquê.
Se a mentira tem perna é curta, significa que anda pouco.
Mas, até onde sei, a mentira corre veloz. Muito veloz!
Então, teria que ter perna longa!
Creio que a frase correta seja: a mentira tem vida curta.
Mas sei de gente que conviveu com ela por anos, sem desconfiar da verdade oculta.
Será o mentiroso um artista em enganar?
Dizem que a mentira é cabeluda.
Pobrezinha! Que mal há em se ter cabelos?
Se a mentira é cabeluda, pelo menos se penteia,
pois mostra-se sempre apresentável quando ousa aparecer...
Há mentiras deslavadas, descaradas, descabidas.
Há mentirinha - que signifique tamanho pequeno,
mentirinha que signifique brincadeira, mentira que seja nome de alimento...
Há quem não goste de mentiras, mas há sim, mentiras para todos os gostos...
A mentira faz o nariz crescer.
Pinóquio que o diga!
Mas sinto dizer que é mais uma inverdade.
Conheço muito mentiroso com nariz bem pequenino.
E gente nariguda muito honesta por sinal.
Falam ainda que o dia da mentira é o dia dos tolos.
Tolo mesmo é quem acredita nas mentiras.
Quem as inventa, geralmente, é muito, muito esperto...
Dizem ainda que a mentira é má.
Mas a verdade é muito mais cruel!
A ilusão da mentira é doce.
E a verdade, muitas veze,s é só amargura.
Há mentiras que se tornam verdades.
E verdades que se transformam em mentiras.
Não é a assim a roda da vida?
Qual a mentira que nisso há?
Já dizia Quintana que "a mentira é uma verdade que esqueceu de acontecer".
E Machado de Assis, disse que é "muita vez tão involuntária como a respiração".
Pois a mentira também é, meu amigo, fonte de inspiração.
domingo, 30 de março de 2014
Subindo o morro
Subi o morro para agradecer.
Tenho sido protegida de catástrofes diárias,
escoltada por anjos eficientes chamados amigos
e ficado imune a muita conversa improdutiva...
Vejo todos os dias a vida se passando ( ou se perdendo) em macas,
os dias não mais sendo contados,
muito conformismo por falta de esperança e a pior miséria que existe: a de sentimentos.
Estar perto e distante de tudo isso me faz ser grata.
Minhas reclamações são ínfimas e meu desconforto, mínimo.
Ainda descrente no mundo, incrédula na boa fé humana,
mas inteira na possibilidade de poder agradecer o presente.
Lendo de trás pra frente meu próprio livro e tentando entender as narrativas,
principalmente as negativas e as expectativas que ainda posso ter.
Crendo que ainda faço diferença,
que minha educação ainda recompensa,
que meus olhos podem enxergar por quem não vê,
ler por quem não sabe ou ainda não aprendeu.
Subi o morro para me perdoar.
Só tem o perdão do outro quem antes se perdoa.
E me recolhi a minha insignificância e reconheci que errei.
Uma, duas, três, dez vezes. Um milhão.
Coração arrependido.
Subi o morro para pedir consolo, conforto e alento pra quem ficou.
Pedi paz pra quem descansou.
Pois o sofrimento é anti humanidade.
E a morte, ás vezes, é o fim de um sofrimento.
Lidar com ela é difícil e doloroso.
Por isso, calei, não chorei.
Saber perder também faz parte do jogo.
Subi o morro e pedi para aprender a perder e a ganhar...
Sem humilhação nem soberba.
Pedi justiça, que me canso de olhar este mundo arrevezado...
Pedi justiça porque meu senso do que é justo também pode estar errado...
Subi o morro a rezar.
Por que a oração eleva o espírito e, lá em cima, mais perto do céu,
penso que posso voar.
Tenho sido protegida de catástrofes diárias,
escoltada por anjos eficientes chamados amigos
e ficado imune a muita conversa improdutiva...
Vejo todos os dias a vida se passando ( ou se perdendo) em macas,
os dias não mais sendo contados,
muito conformismo por falta de esperança e a pior miséria que existe: a de sentimentos.
Estar perto e distante de tudo isso me faz ser grata.
Minhas reclamações são ínfimas e meu desconforto, mínimo.
Ainda descrente no mundo, incrédula na boa fé humana,
mas inteira na possibilidade de poder agradecer o presente.
Lendo de trás pra frente meu próprio livro e tentando entender as narrativas,
principalmente as negativas e as expectativas que ainda posso ter.
Crendo que ainda faço diferença,
que minha educação ainda recompensa,
que meus olhos podem enxergar por quem não vê,
ler por quem não sabe ou ainda não aprendeu.
Subi o morro para me perdoar.
Só tem o perdão do outro quem antes se perdoa.
E me recolhi a minha insignificância e reconheci que errei.
Uma, duas, três, dez vezes. Um milhão.
Coração arrependido.
Subi o morro para pedir consolo, conforto e alento pra quem ficou.
Pedi paz pra quem descansou.
Pois o sofrimento é anti humanidade.
E a morte, ás vezes, é o fim de um sofrimento.
Lidar com ela é difícil e doloroso.
Por isso, calei, não chorei.
Saber perder também faz parte do jogo.
Subi o morro e pedi para aprender a perder e a ganhar...
Sem humilhação nem soberba.
Pedi justiça, que me canso de olhar este mundo arrevezado...
Pedi justiça porque meu senso do que é justo também pode estar errado...
Subi o morro a rezar.
Por que a oração eleva o espírito e, lá em cima, mais perto do céu,
penso que posso voar.
domingo, 23 de março de 2014
Aos meus amigos
Revi amigos queridos.
E percebi como sou agraciada pela presença de pessoas tão bacanas,
marcando momentos tão importantes no decorrer dos últimos anos.
Gente que não vejo todo dia, mas que ao encontrar, parece morar no mesmo prédio, dividir a mesma rua.
Abraços sinceros recheados de afeto verdadeiro.
E assim, vejo como é bom perceber reciprocidade pelo carinho oferecido.
Como é gratificante dar de si o melhor pelo outro, de forma honesta, e receber gratuitamente toda a atenção dispensada.
Meus amigos não são muitos.
Tenho fama de séria e antipática e por isso muita gente não se aproxima.
Mas quem ousou a aproximação nunca se arrependeu.
E os que persistem continuam comigo.
E são lindos! Todos eles.
Feliz em dividir com eles as alegrias e festejar as conquistas.
Mas presente também nas adversidades, porque me afeta também o infortúnio que os acomete.
Não sei ser metade. Nem ter sentimentos mais ou menos.
E sou grata por esta minha plenitude!
A hipocrisia e falsidade não me pertencem.
E divido com eles minha espontaneidade, minhas caretas sinceras, os comentários esdrúxulos e meu humor ácido e irônico.
Aos meus amigos queridos, todos, que sabem quem são, que encontro eventualmente, que converso todos os dias, que falo de quando em vez, que peço favores malucos, que combino programas que não acontecem, meu agradecimento pelo espacinho cativo no peito.
A cada um de vocês oferto o que de melhor em mim houver. Sempre!
E percebi como sou agraciada pela presença de pessoas tão bacanas,
marcando momentos tão importantes no decorrer dos últimos anos.
Gente que não vejo todo dia, mas que ao encontrar, parece morar no mesmo prédio, dividir a mesma rua.
Abraços sinceros recheados de afeto verdadeiro.
E assim, vejo como é bom perceber reciprocidade pelo carinho oferecido.
Como é gratificante dar de si o melhor pelo outro, de forma honesta, e receber gratuitamente toda a atenção dispensada.
Meus amigos não são muitos.
Tenho fama de séria e antipática e por isso muita gente não se aproxima.
Mas quem ousou a aproximação nunca se arrependeu.
E os que persistem continuam comigo.
E são lindos! Todos eles.
Feliz em dividir com eles as alegrias e festejar as conquistas.
Mas presente também nas adversidades, porque me afeta também o infortúnio que os acomete.
Não sei ser metade. Nem ter sentimentos mais ou menos.
E sou grata por esta minha plenitude!
A hipocrisia e falsidade não me pertencem.
E divido com eles minha espontaneidade, minhas caretas sinceras, os comentários esdrúxulos e meu humor ácido e irônico.
Aos meus amigos queridos, todos, que sabem quem são, que encontro eventualmente, que converso todos os dias, que falo de quando em vez, que peço favores malucos, que combino programas que não acontecem, meu agradecimento pelo espacinho cativo no peito.
A cada um de vocês oferto o que de melhor em mim houver. Sempre!
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