Viver num barco em pleno oceano Pacífico, dividindo espaço com um tigre, após um naufrágio.
Após todas as perdas possíveis, ainda ter que se manter alerta pra não ser devorado;
alimentar o inimigo para se manter vivo; descobrir formas de encontrar esperança mesmo quando tudo parece estar perdido.
E perceber que Deus está perto, velando, conduzindo tudo, mesmo quando a situação parece não ter mais jeito. Quando a ruína está muito próxima e o fim, inevitável, descobrir que tudo foi planejado para que o êxito acontecesse, logo ali mais a frente.
Que o perigo pode ser proteção, que o desespero pode ser segurança, que a angústia pode ser a esperança.
Tudo foi um filme- lindo- diga-se de passagem- mas tenho tentado incluir essas observações nos meus dias desde então.
Tudo tem se apresentado meio cinzento e nublado.
Esperando a tempestade passar e o céu azul aparecer novamente.
Não tenho compreendido as situações, as provações.
Perdida entre minhas escolhas e as escolhas dos outros.
Precisando muito de uma luz para saber o que fazer e como agir.
Barco a deriva no meio do Pacífico.
E o próprio tigre acho que sou eu...
Para todos os assuntos que motivem conhecimento, reflexão, curiosidade e diversão. Escrever sem preocupações...
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
domingo, 6 de janeiro de 2013
Pecilotérmica
Sofro muito com o frio. E com o calor também!
Fica difícil ser pecilotérmica...
Lembra dos animais pecilotérmicos? Aqueles de sangue frio?
Pois é. Acho que me enquadro perfeitamente no conceito!
Morro de frio no frio e derreto no calor!
Qualquer variação de temperatura faz com que meu controle térmico siga para o brejo...
Algumas horinhas no ar condicionado são capazes de eriçar os pelos do braço.
Alguns minutinhos sob o sol e lá estou eu, me esvaindo em suor, de uma forma como poucos conseguem.
Sei que as piadinhas vão surgir: cobras e lagartos são assim mesmo!
Mas os peixes e alguns insetos também são pecilotérmicos. Não precisa ser serpente para conseguir o título!
Hoje mesmo me vi desidratando na praia, apesar de toda água ingerida.
E me lembro, de forma doída, o vento cortante e frio do inverno argentino e do outono europeu, apesar das inúmeras roupas sobrepostas e do casaco grosso...
Olhar pro resto do mundo e perceber que todos estão sem casaco e só você treme de frio, ou então, ver que o calor castiga todo mundo, mas só você se transforma em líquido...
E não há filtro solar que dê jeito!
Projeto verão 2013: não derreter. Por que o inverno por aqui, se a mãe natureza não discordar, não costuma ser assim, tão rigoroso!
Fica difícil ser pecilotérmica...
Lembra dos animais pecilotérmicos? Aqueles de sangue frio?
Pois é. Acho que me enquadro perfeitamente no conceito!
Morro de frio no frio e derreto no calor!
Qualquer variação de temperatura faz com que meu controle térmico siga para o brejo...
Algumas horinhas no ar condicionado são capazes de eriçar os pelos do braço.
Alguns minutinhos sob o sol e lá estou eu, me esvaindo em suor, de uma forma como poucos conseguem.
Sei que as piadinhas vão surgir: cobras e lagartos são assim mesmo!
Mas os peixes e alguns insetos também são pecilotérmicos. Não precisa ser serpente para conseguir o título!
Hoje mesmo me vi desidratando na praia, apesar de toda água ingerida.
E me lembro, de forma doída, o vento cortante e frio do inverno argentino e do outono europeu, apesar das inúmeras roupas sobrepostas e do casaco grosso...
Olhar pro resto do mundo e perceber que todos estão sem casaco e só você treme de frio, ou então, ver que o calor castiga todo mundo, mas só você se transforma em líquido...
E não há filtro solar que dê jeito!
Projeto verão 2013: não derreter. Por que o inverno por aqui, se a mãe natureza não discordar, não costuma ser assim, tão rigoroso!
domingo, 16 de dezembro de 2012
Carta para ninguém
Oi!
Tudo bem?
Desculpe a demora, mas ando desanimada...
Para escrever é necessário inspiração e ela fugiu por esses tempos...
Tem sido difícil encontrá-la por essas bandas.
Continuo comigo. Sempre. Boa companhia, eu sei.
Mas nem sempre me basto. È bom ser importante para o outro também.
E continuar comigo por mais muito tempo pode não ser assim tão legal...
O tempo é muito ligeiro. Pode ser que eu não consiga modificar este aspecto...
Envelhecer sozinha deve ser muito triste...
Continuo atrasada, sem lugar, sem assunto, sem aceitação.
Talvez por isso tenha preferido a mim mesma.
Difícil rir para agradar quando não se vê motivo para isto.
As pessoas vivem de aparências, fazem maquiagem para fingir alegrias, sucesso e dinheiro.
Mentira pura! No fundo dos olhos delas está escondido um rio de lágrimas e estas não são de felicidade...
Desfiz de muitas horas de trabalho. Tem sobrado um tempo livre. Só não tenho para quem dispensar, além de mim. Estranho, porque por muito tempo fui oprimida por uma carga horária excruciante, que me podava e me tirava do convívio, das festas e viagens e, agora, que consegui me desvencilhar de algumas delas, não tenho mais com o quê me ocupar... Vai entender?
Tenho pensado muito também na fugacidade da vida. Principalmente nos planos e projetos que eu tenho em mente, mas só Deus mesmo é quem sabe se vão se concretizar... Decidi não me preocupar. Por hora.
Continuo amando. Um amor doido e desvalido, sem pretensão de acontecer. È complicado esperar sentimento do outro. Entender o que passa no pensamento de alguém é difícil, imagina então perscrutar o coração? Mas todo amor é lindo. E este, continua assim: lindo e indefinido!
Continuo esperando. A fé é meu combustível. Sem ela não valeria sair da cama todos os dias, nem gastar tempo e conhecimento tentando resolver a vida alheia.
Tentando sempre ser melhor. Muito ainda para aprimorar, mas de pouco a pouco, vou aprendendo.
A família vai bem- com pequenos problemas, desentendimentos leves e muita, muita risada, como toda família deve ser.
Aguardo notícias suas. Mande abraço para os seus!
Espero que a vida lhe seja leve.
Fechando etapas
Fechando etapas: todo final de ano é assim.
A gente fecha as contas, faz balanços, olha para trás com saudade, tristeza ou até alívio mesmo.
O que não muda é o sentimento de momento concluído.
Muitas propostas não consegui terminar. Outros projetos ainda estão em andamento.
Algumas metas, ainda guardadas na cabeça, sendo amadurecidas lentamente, quem sabe para o ano que vem? Outras se perderam no caminho. Mostraram-se confusas, sem muita lógica, ficaram no ar...
Ano pesado de trabalho árduo...
Vi crises que nunca esperei presenciar, partidas que não esperava assistir, reencontros que eu jurava não mais ter chances de acontecer.
Passeei, vi um mundo de beleza fria e não menos encantador que aqui.
Tanta gente, tantas cores, tantas línguas...
O mundo é tão grande e os problemas das pessoas tão maiores que as nossas mazelas mínimas!
Só Deus mesmo pode acudir essa imensidão.
Foi o ano que me enxerguei pequena. Diante dos desafios, da impotência perante aquilo que não pude modificar, do desejo do outro, dos impasses da vida, das escolhas nem sempre bem sucedidas que fiz.
Pequena na solidão infinita, nas lacunas imensas que a gente cria sem perceber...
Saldo sempre positivo, pois estar vivo é mesmo uma dádiva!
Fechando etapas e já listando os afazeres para o mês que vem- que já é também ano novo!
A rapidez de tudo é o que mais me espanta.
A gente fecha as contas, faz balanços, olha para trás com saudade, tristeza ou até alívio mesmo.
O que não muda é o sentimento de momento concluído.
Muitas propostas não consegui terminar. Outros projetos ainda estão em andamento.
Algumas metas, ainda guardadas na cabeça, sendo amadurecidas lentamente, quem sabe para o ano que vem? Outras se perderam no caminho. Mostraram-se confusas, sem muita lógica, ficaram no ar...
Ano pesado de trabalho árduo...
Vi crises que nunca esperei presenciar, partidas que não esperava assistir, reencontros que eu jurava não mais ter chances de acontecer.
Passeei, vi um mundo de beleza fria e não menos encantador que aqui.
Tanta gente, tantas cores, tantas línguas...
O mundo é tão grande e os problemas das pessoas tão maiores que as nossas mazelas mínimas!
Só Deus mesmo pode acudir essa imensidão.
Foi o ano que me enxerguei pequena. Diante dos desafios, da impotência perante aquilo que não pude modificar, do desejo do outro, dos impasses da vida, das escolhas nem sempre bem sucedidas que fiz.
Pequena na solidão infinita, nas lacunas imensas que a gente cria sem perceber...
Saldo sempre positivo, pois estar vivo é mesmo uma dádiva!
Fechando etapas e já listando os afazeres para o mês que vem- que já é também ano novo!
A rapidez de tudo é o que mais me espanta.
domingo, 21 de outubro de 2012
Aprendendo a jogar
Fim de semana professor.
Aprendizado maior em 2 dias que em tantas outras semanas do ano...
Pensei bastante, refleti muito e descobri: de que valem planos, projetos e certezas, se tudo pode mudar de uma hora para outra?
Acredito que seja realmente saudável sonhar, agendar e marcar compromissos, mas pautar a vida em datas e prazos não serve.
A fugacidade faz lembrar: de que adianta tanta fortuna se o dia de amanhã não chega?
De que vale juntar dinheiro, trabalhar feito maluco e se esquecer de quem faz a vida ter sentido e importância?
O que é certo? O que é errado? Certo e errado para quem? As escolhas que fazemos realmente são nossas? Agradamos a quem?
Repeti algumas perguntas para mim mesma e, juro, não sei ao certo ainda as respostas adequadas.
Lembrei quanto emotiva sou, como faz bem deixar o sentimento virar água e como a impotência de assistir a vida seguir o curso sem poder interferir dói.
A gente pensa que pode dar conta de tudo. Ou quase tudo.
Na verdade, de nada. Apenas somos peças minúsculas de um tabuleiro.
A vida é um grande jogo. Ainda aprendendo a jogar.
Aprendizado maior em 2 dias que em tantas outras semanas do ano...
Pensei bastante, refleti muito e descobri: de que valem planos, projetos e certezas, se tudo pode mudar de uma hora para outra?
Acredito que seja realmente saudável sonhar, agendar e marcar compromissos, mas pautar a vida em datas e prazos não serve.
A fugacidade faz lembrar: de que adianta tanta fortuna se o dia de amanhã não chega?
De que vale juntar dinheiro, trabalhar feito maluco e se esquecer de quem faz a vida ter sentido e importância?
O que é certo? O que é errado? Certo e errado para quem? As escolhas que fazemos realmente são nossas? Agradamos a quem?
Repeti algumas perguntas para mim mesma e, juro, não sei ao certo ainda as respostas adequadas.
Lembrei quanto emotiva sou, como faz bem deixar o sentimento virar água e como a impotência de assistir a vida seguir o curso sem poder interferir dói.
A gente pensa que pode dar conta de tudo. Ou quase tudo.
Na verdade, de nada. Apenas somos peças minúsculas de um tabuleiro.
A vida é um grande jogo. Ainda aprendendo a jogar.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
"De médico e louco, todo mundo tem um pouco"
"De médico e louco, todo mundo tem um pouco".
Frase antiga, que permeia o cotidiano, mas acredito, que no contexto atual mereça reformulações.
Sim, todo mundo sabe uma "receitinha tiro e queda", um remedinho que resolve todos os problemas,(o moço do balcão da farmácia que o diga!), descobre o diagnóstico antes mesmo da consulta, sabe qual é o melhor exame, qual funciona melhor ...
Sim, médicos natos!
E loucos?
Loucos são os que escolhem ser médicos!
Sim, loucura, que - pelo significado da palavra- foge da razão, está distante da lucidez.
Loucura de trocar dias por noites e mesmo assim ficar feliz quando consegue resolver ou tratar o problema grave de alguém.
Insensatez de estudar, estudar e estudar sem parar, em busca da novidade, da atualização constante que esta ciência-arte nos obriga o tempo todo.
Falta de lucidez em trabalhar em fins de semana e feriados, recebendo a paga desproporcional que os governantes e a saúde do país nos oferece.
A gente participa da vida alheia, faz parte da família de tanta gente, recebe consideração e respeito de quem jamais recebeu consideração e respeito de alguém.
Trabalha, estuda, trata, consola, conforta, brinca e chora e corre de um lugar para outro, falta compromissos por causa dos plantões, perde noites de sono e mesmo assim ama tudo isso do início ao fim.
A gente não consegue se desvencilhar da medicina.
Na padaria, no supermercado, na praia, na festa, em casa, ela está lá, do lado, na espreita, ciumenta, tomando conta da nossa vida.
Como explicar? Não sei. Acho que é loucura mesmo, como diz o dicionário: alienação mental, sandice, doidice...
Mas dizem que só os loucos é que são felizes.
È bem por aí...
Frase antiga, que permeia o cotidiano, mas acredito, que no contexto atual mereça reformulações.
Sim, todo mundo sabe uma "receitinha tiro e queda", um remedinho que resolve todos os problemas,(o moço do balcão da farmácia que o diga!), descobre o diagnóstico antes mesmo da consulta, sabe qual é o melhor exame, qual funciona melhor ...
Sim, médicos natos!
E loucos?
Loucos são os que escolhem ser médicos!
Sim, loucura, que - pelo significado da palavra- foge da razão, está distante da lucidez.
Loucura de trocar dias por noites e mesmo assim ficar feliz quando consegue resolver ou tratar o problema grave de alguém.
Insensatez de estudar, estudar e estudar sem parar, em busca da novidade, da atualização constante que esta ciência-arte nos obriga o tempo todo.
Falta de lucidez em trabalhar em fins de semana e feriados, recebendo a paga desproporcional que os governantes e a saúde do país nos oferece.
A gente participa da vida alheia, faz parte da família de tanta gente, recebe consideração e respeito de quem jamais recebeu consideração e respeito de alguém.
Trabalha, estuda, trata, consola, conforta, brinca e chora e corre de um lugar para outro, falta compromissos por causa dos plantões, perde noites de sono e mesmo assim ama tudo isso do início ao fim.
A gente não consegue se desvencilhar da medicina.
Na padaria, no supermercado, na praia, na festa, em casa, ela está lá, do lado, na espreita, ciumenta, tomando conta da nossa vida.
Como explicar? Não sei. Acho que é loucura mesmo, como diz o dicionário: alienação mental, sandice, doidice...
Mas dizem que só os loucos é que são felizes.
È bem por aí...
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Na loja de brinquedos
Entrei hoje na loja de brinquedos- lotada por sinal- para comprar um presentinho pro meu sobrinho-afilhado. Qual não foi minha surpresa: vários brinquedos e jogos que fizeram parte da minha infância estavam todos lá, de volta ás prateleiras!
Foi um reencontro com a infância!
Vi o pula-pirata, o pula-macaco, o pinote, os jogos da adolescência, os kits de cozinha...
Vi o mini-liquidificador que minha irmã tinha, que - olha só o perigo- cortava os pedaços de fruta de verdade!!!
Encantei-me de novo com as Barbies- que eram mais bonitas e mais bem acabadas na quela época!
Senti aquele cheiro de boneca nova, saindo do plástico, da caixa...
Flagrei-me reparando nos modelitos e escolhendo a de melhor cabelo e de mais acessórios, como era feito antes!
Os kits de maquiagem infantil que saíam com água - e que eu adorava!
Fora os quebra-cabeças que me entretiam por horas...
Achei tudo uma caristia só!
Ainda bem que naquela época a gente nem olhava pro preço... Não fazia parte do brinquedo.
Só contava o sonho e o desejo de brincar: nada mais!
Mas se a gente pudesse voltar no tempo só para experimentar um pouquinho dessa sensação gostosa seria a glória!
Como era bom o tempo de preocupações zero e atividades lúdicas 100%!
Ando meio mexida com este dia das crianças... Não sei o por quê.
Foi um reencontro com a infância!
Vi o pula-pirata, o pula-macaco, o pinote, os jogos da adolescência, os kits de cozinha...
Vi o mini-liquidificador que minha irmã tinha, que - olha só o perigo- cortava os pedaços de fruta de verdade!!!
Encantei-me de novo com as Barbies- que eram mais bonitas e mais bem acabadas na quela época!
Senti aquele cheiro de boneca nova, saindo do plástico, da caixa...
Flagrei-me reparando nos modelitos e escolhendo a de melhor cabelo e de mais acessórios, como era feito antes!
Os kits de maquiagem infantil que saíam com água - e que eu adorava!
Fora os quebra-cabeças que me entretiam por horas...
Achei tudo uma caristia só!
Ainda bem que naquela época a gente nem olhava pro preço... Não fazia parte do brinquedo.
Só contava o sonho e o desejo de brincar: nada mais!
Mas se a gente pudesse voltar no tempo só para experimentar um pouquinho dessa sensação gostosa seria a glória!
Como era bom o tempo de preocupações zero e atividades lúdicas 100%!
Ando meio mexida com este dia das crianças... Não sei o por quê.
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