Mais de mim.
È um convite ao mergulho.
Espaço desconhecido, inexplorado.
Mas é bom também me (re)conhecer.
Sejam bem vindos aqueles que quiserem
de alguma forma fazer parte do grupo.
Mais de mim pode ser overdose.
Quem passa por aqui pode se intoxicar...
Meus medos, desejos e pensamentos
abertos, escritos e expostos.
Não me importo em me decorar.
Palavras também são enfeites.
São efeitos que podem curar.
Mais de mim é um pedido
de aconchego ou de distanciamento.
Perto ou longe há vantagens,
cabe a cada um dizer a parte que lhe cabe.
Mais de mim mesma.
Mais forte, mais calma,
mais cedo ou mais tarde,
todo mundo se mostra, se abre.
Vale a pena ser
mais um pouco de si mesmo.
Para todos os assuntos que motivem conhecimento, reflexão, curiosidade e diversão. Escrever sem preocupações...
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
O que ninguém quer ouvir

Vou contar o que ninguém sabe.
Chegou a hora de dizer as verdades.
Não é rosa a cor que pintaram o mundo.
Não há mais como esconder!
Nem todas as pessoas recebem pelo seu trabalho.
Algumas não podem trabalhar. Outras não querem.
Educação é artigo de uso facultativo.
Ser desonesto virou sinônimo de ser esperto.
O sinal vermelho não significa mais pare, e sim, pode ser que precise parar.
Filhos são pássaros que se atiram pelas janelas. Mas eles ainda não sabem voar.
Crianças são peixes que se atiram em rios e córregos. Ninguém ainda as ensinou a nadar.
Ganha quem falar mais alto, quem gritar mais rápido.
Dinheiro é ressarcimento para quase tudo.
O corpo é a casa dos vícios.
E a alma... Bom, para quê serve mesmo?
Tudo é razão para processos.
Causas e prazos determinam os direitos de cada pessoa.
Sol virou lesão de pele.
Beleza virou razão de existência.
Ser bom é ser chato.
Bulimia e anorexia são nomes da moda.
Todos querem votar o valor do salário do pobre; dos deputados não tem sequer votação.
Planos de saúde detestam saúde.
Hospitais vivem de doenças.
Casamento virou protocolo.
Família é instituição quase falida...
Muda-se de casa, de roupa e de amores.
O pensamento teima em não querer mudar.
Agride-se pela cor da pele, pela escolha religiosa e pelo poder.
Mas é a diferença que nos mantém vivos.
Tem gente que se esconde das verdades.
Outros, encondem as verdades de todos.
Não é preciso ter medo da exposição.
Não é um mal que precise de cura.
A hipocrisia ainda continua sendo o pior remédio.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
A cura
Curada.
Não mais aquele aperto,
aquela lembrança doída.
Sem pensamentos, sem memória:
mente vazia! Que glória!
Já posso dizer que estou livre
e que não me culpo mais pelo que passou.
Nem delego culpa a alguém: simplesmente não foi!
Gostaria de agradecer ao tempo
que trabalhou ao meu favor
e á maturidade que se fez presente
e me mostrou o que era difícil enxergar.
Hoje eu sei que não fui protagonista,
apenas coadjuvante de uma história que não criei.
Lamento o tempo perdido, o sentimento desperdiçado,
ás lagrimas vertidas em troco de nada.
Virei pedra, fui ao fundo, mas voltei.
E quando olhei para trás,
vi que caminhei sozinha, sempre.
Esta conta, este conto, eu não dividi.
Mas me busquei pela estrada
e entendi que a tradição prevalece.
Às vezes racionalmente burra.
Que cada um busque a sua origem, seu clã
e faça então suas escolhas.
A minha escolha foi a cura.
E é muito bom me sentir novamente sã.
Se pudesse, espalharia ao vento, esse sabor.
Diria: que bom que não durou!
A descoberta da inexistência não é assim ruim.
Permanecer invisível é uma dádiva!
E não ter voz, muitas vezes, é a melhor forma de falar.
Que a vida seja justa
e se encarregue de dar a cada um aquilo que mereça.
Se o padecimento for pagamento, que seja também moeda.
Se não houver merecimento, não é necessário medo.
Esta cura foi por mim merecida.
E me orgulho de resgatar esta integridade.
Carta para Santa Catarina
Espero que esteja bem, aproveitando o momento de descobertas,
a oportunidade da cidade, do encontro consigo mesmo
e das expectativas - ilusões que cultivamos e que nos fazem viver.
A vida aqui segue o mesmo ritmo intenso: o trabalho que nos engole,
o calor que nos derrete, a família que nos acolhe e revigora
e o tempo que parece correr mais veloz a cada dia...
A ausência se faz presente, as recordações são sempre muitas,
mas acredito que seja experiência boa para ambas as partes.
Temos que encontrar o lado bom de cada situação.
E se, porventura, ele não existir, a gente transforma.
Gostaria de lembrar que fico na torcida da prosperidade,
que espero que esteja aberto para novas amizades,
até mesmo para que os momentos de solidão sejam escolhidos, e não impostos.
As mensagens e as conversas amenizam a saudade,
mas sei que ela se instala sorrateiramente
e cresce em progressão geométrica com o passar dos dias...
A sorte é que a fugacidade conta nosso favor.
Em breve já não é mais fevereiro, março voa, abriu encolhe e assim segue...
Não se preocupe comigo aqui. Eu estou aí com você, lembra?
E por mais que existam saídas, encontros ou qualquer programação,
elas continuam incompletas. Eu aqui não estou inteira.
Mas ao menos funcionam como entretenimento...
Siga as recomendações já enviadas anteriormente,
lembre-se dEle com carinho e peça por mim, por nós.
Neste momento, torna-se muito importante.
Já pedi á minha Mãe que também olhe por você aí.
E pedido de filho, Mãe não recusa... Sabe bem disso.
Fique tranquilo.
Paz e bem para você.
a oportunidade da cidade, do encontro consigo mesmo
e das expectativas - ilusões que cultivamos e que nos fazem viver.
A vida aqui segue o mesmo ritmo intenso: o trabalho que nos engole,
o calor que nos derrete, a família que nos acolhe e revigora
e o tempo que parece correr mais veloz a cada dia...
A ausência se faz presente, as recordações são sempre muitas,
mas acredito que seja experiência boa para ambas as partes.
Temos que encontrar o lado bom de cada situação.
E se, porventura, ele não existir, a gente transforma.
Gostaria de lembrar que fico na torcida da prosperidade,
que espero que esteja aberto para novas amizades,
até mesmo para que os momentos de solidão sejam escolhidos, e não impostos.
As mensagens e as conversas amenizam a saudade,
mas sei que ela se instala sorrateiramente
e cresce em progressão geométrica com o passar dos dias...
A sorte é que a fugacidade conta nosso favor.
Em breve já não é mais fevereiro, março voa, abriu encolhe e assim segue...
Não se preocupe comigo aqui. Eu estou aí com você, lembra?
E por mais que existam saídas, encontros ou qualquer programação,
elas continuam incompletas. Eu aqui não estou inteira.
Mas ao menos funcionam como entretenimento...
Siga as recomendações já enviadas anteriormente,
lembre-se dEle com carinho e peça por mim, por nós.
Neste momento, torna-se muito importante.
Já pedi á minha Mãe que também olhe por você aí.
E pedido de filho, Mãe não recusa... Sabe bem disso.
Fique tranquilo.
Paz e bem para você.
Quartas
Ainda tentando compreender.
Tudo muito confuso.
Sensações e emoções me surpreendem,
e eu não sei como reagir a cada uma delas.
Revelações surgem a cada instante
e ás vezes flagro-me tentando decifrar cada momento,
entender cada reação ou cada ausência dela.
Mas descubro que o subterrâneo dos sentimentos me encobre
e eu não consigo me desvecilhar de tanto destroço...
Tem sido mais fácil que antes, mais tranquilo e sereno,
por isso, não menos inquietante.
Somos um baú de antiguidades e heranças
misturados ás nossas próprias lembranças e desejos futuros.
Esta miscelânea faz com que os nós estejam cada vez mais firmes
e mais enovelados na gente.
Não dá para saber o que é de ós mesmos,
ou o que é do outro, o que foi cultivado,
o que foi roubado, o que foi desejado ou que vai permanecer.
As quartas me levam á reflexão
do que eu fui, sou, tento ser, e como serei amanhã.
Tudo muito confuso.
Sensações e emoções me surpreendem,
e eu não sei como reagir a cada uma delas.
Revelações surgem a cada instante
e ás vezes flagro-me tentando decifrar cada momento,
entender cada reação ou cada ausência dela.
Mas descubro que o subterrâneo dos sentimentos me encobre
e eu não consigo me desvecilhar de tanto destroço...
Tem sido mais fácil que antes, mais tranquilo e sereno,
por isso, não menos inquietante.
Somos um baú de antiguidades e heranças
misturados ás nossas próprias lembranças e desejos futuros.
Esta miscelânea faz com que os nós estejam cada vez mais firmes
e mais enovelados na gente.
Não dá para saber o que é de ós mesmos,
ou o que é do outro, o que foi cultivado,
o que foi roubado, o que foi desejado ou que vai permanecer.
As quartas me levam á reflexão
do que eu fui, sou, tento ser, e como serei amanhã.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
31 de janeiro

O que me traz a data á memória?
Partidas, despedidas.
Foi este o tempo escolhido para mim...
O motivo inexplicável e inteligível ainda me perturba
e me derruba, de volta á distância, aos apelos, aos apegos...
Experiência grandiosa e dolorosa.
Mas janeiro é um grande tchau para mim...
Um aceno ao longe, que me faz sentir pequena.
Porque o mundo é tão grande,
as possibilidades infinitas,
e eu, apenas um grão de tudo.
Eu vivo hoje
Eu vivo o hoje.
Amanhã, já não sei.
Nem do almoço, nem do jantar,
nem da roupa, nem da grana...
O que me interessa é agora.
Não planejo: vou vendo aonde chego.
Não prometo: explico que hoje é assim, e amanhã... já não sei.
Sinto apenas que hoje respiro
e que o ar me é suficiente.
Amanhã pode ser de bocejos,
depois de amanhã, de delírios...
Hoje amo, amanhã, posso gostar um pouco menos ou um pouco mais.
È constante a minha inconstância.
Assim como meu desejo de querer ser estável.
Insatisfeita para depois. O hoje me basta.
Pensamento pequeno e egoísta.
Pobreza indescritível de futuro!
Mas sou assim: imperfeita, feita de urgências, repleta de manias.
E o hoje é uma delas.
Como um sorvete que derrete se deixar para depois,
como o dia que vira noite se a espera for grande,
e começa a ser outro dia... amanhã.
Amanhã, já não sei.
Nem do almoço, nem do jantar,
nem da roupa, nem da grana...
O que me interessa é agora.
Não planejo: vou vendo aonde chego.
Não prometo: explico que hoje é assim, e amanhã... já não sei.
Sinto apenas que hoje respiro
e que o ar me é suficiente.
Amanhã pode ser de bocejos,
depois de amanhã, de delírios...
Hoje amo, amanhã, posso gostar um pouco menos ou um pouco mais.
È constante a minha inconstância.
Assim como meu desejo de querer ser estável.
Insatisfeita para depois. O hoje me basta.
Pensamento pequeno e egoísta.
Pobreza indescritível de futuro!
Mas sou assim: imperfeita, feita de urgências, repleta de manias.
E o hoje é uma delas.
Como um sorvete que derrete se deixar para depois,
como o dia que vira noite se a espera for grande,
e começa a ser outro dia... amanhã.
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