Há pessoas que são pássaros: voam, voam e espalham cor e canto por onde passam.
Há pessoas que são árvores: sombra e frutos, raízes profundas, estabilidade e fortaleza.
Há também quem seja mato: aparece em qualquer lugar, ocupa todos os espaços, como erva daninha que não tem fim...
Há aquelas que são flores: perfume suave, presença inebriante, atraem pássaros, abelhas, admiradores, mas possuem vida breve. Se faltar luz, água e carinho, murcham pouco a pouco...
Há pessoas que são tatuagem: ficam eternamente na gente e a simples visão do desenho traz a mente toda a lembrança de volta...
Há quem se pareça com peixes: nado fácil, caminho definido, vida saudável, longevidade...
Há também quem seja borboleta: antes da multiplicidade de cores presentes nas asas e nos vôos precisam antes ser lagarta, ser casulo, para depois poder surgir vibrante.
Outras pessoas são cimento: aproximam, tornam a liga mais forte e duradoura, fazendo as paredes firmes...
Há pessoas que são estrelas: brilham longe, mas sempre presentes. Basta olhar pro céu e saber que estão lá, zelando à distância...
Há pessoas cometa: visitam a terra rapidamente, causam comoção geral e depois seguem seu destino, visitando outros planetas, sem data certa de retorno...
Há pessoas caneta: escrevem histórias que não se apagam... Registro para a vida inteira...
Há pessoas que parecem filme: enredo inacreditável, com possibilidades inusitadas e desfecho imprevisível...
Há pessoas de todos os tipos, de todos o jeitos...
Pessoas-curativo, pessoas-chiclete, pessoas-cabide, pessoas-casaco...
Basta um pouquinho de atenção para observar quem está ao nosso lado e definir.
E você?
Que tipo de pessoa é?
Para todos os assuntos que motivem conhecimento, reflexão, curiosidade e diversão. Escrever sem preocupações...
sábado, 31 de julho de 2010
domingo, 25 de julho de 2010
Minhas descobertas
Descobri que não sou teimosa; sou convicta.
Não sou Dama; sou Drama.
Não peço favores; choramingo ajuda.
Não durmo; sou abduzida para outra dimensão.
Não reclamo; reinvindico.
Não tenho fome; tenho urgência de amenizar desconfortos.
Não tenho cansaço; tenho sofrimento.
A falta de sono é angústia.
Não dormir é desespero.
Leitura é rapidez.
Falar é respirar.
Abraço para mim, não é só carinho; é amparo.
Bom entendedor é um alívio.
Para mim, carinho é cuidado. E cuidado é afeto.
Afeto é amor e amor é para sempre.
Não ter que dirigir é um presente.
Não sou infantil; apenas não participo plenamente da vida adulta.
Não me incomodo facilmente; finjo ser imune a qualquer situaçao estranha.
E tem mais: minhas descobertas não terminam por aqui...
Não sou Dama; sou Drama.
Não peço favores; choramingo ajuda.
Não durmo; sou abduzida para outra dimensão.
Não reclamo; reinvindico.
Não tenho fome; tenho urgência de amenizar desconfortos.
Não tenho cansaço; tenho sofrimento.
A falta de sono é angústia.
Não dormir é desespero.
Leitura é rapidez.
Falar é respirar.
Abraço para mim, não é só carinho; é amparo.
Bom entendedor é um alívio.
Para mim, carinho é cuidado. E cuidado é afeto.
Afeto é amor e amor é para sempre.
Não ter que dirigir é um presente.
Não sou infantil; apenas não participo plenamente da vida adulta.
Não me incomodo facilmente; finjo ser imune a qualquer situaçao estranha.
E tem mais: minhas descobertas não terminam por aqui...
sábado, 24 de julho de 2010
Armadura
O que me conquista é o grande pouquinho diário,
que faz sentir o quanto é cara e valiosa a atenção ofertada...
Sei que me escondo atrás de um muro alto, de aparência rude e hostil
e muitas vezes, me aflige esta barreira por mim imposta.
Tornei-me forte pela vida, desviando de flechas, fugindo dos cortes,
fechando feridas, esperando pacientemente a cicatrização...
Alguns tombos deixam sequelas, quedas deixam marcas, histórias deixam lembranças e, algumas delas, fazem surgir lágrimas...
Se hoje obeservo muito e falo pouco, ou demonstro ainda menos o que sinto e desejo
é porque quero apenas manter-me íntegra. Somente isto.
Sei que fechada em mim mesma não permito visitas, impeço a passagem alheia, ponho obstáculos a circulação.
Mas é assim que faço minha teia e filtro quem vai, quem vem, quem segue e quem fica.
Peço desculpas se o riso é irônico, se o comentário é sarcástico, se o olhar é deboche,
se a convicção sobrepuja as mais diversas tentativas de diálogo.
Às vezes me calo quando deveria falar. Mas falo mais quando poderia calar...
Eu sou assim: esquisita, meio aflita para me permitir, para me deixar ser...
Respeito minhas vontades, obedeço meus desejos, mas admito: sou refén dos meus medos...
Esta armadura pesada e escura que carrego comigo é apenas uma forma estranha de me proteger.
que faz sentir o quanto é cara e valiosa a atenção ofertada...
Sei que me escondo atrás de um muro alto, de aparência rude e hostil
e muitas vezes, me aflige esta barreira por mim imposta.
Tornei-me forte pela vida, desviando de flechas, fugindo dos cortes,
fechando feridas, esperando pacientemente a cicatrização...
Alguns tombos deixam sequelas, quedas deixam marcas, histórias deixam lembranças e, algumas delas, fazem surgir lágrimas...
Se hoje obeservo muito e falo pouco, ou demonstro ainda menos o que sinto e desejo
é porque quero apenas manter-me íntegra. Somente isto.
Sei que fechada em mim mesma não permito visitas, impeço a passagem alheia, ponho obstáculos a circulação.
Mas é assim que faço minha teia e filtro quem vai, quem vem, quem segue e quem fica.
Peço desculpas se o riso é irônico, se o comentário é sarcástico, se o olhar é deboche,
se a convicção sobrepuja as mais diversas tentativas de diálogo.
Às vezes me calo quando deveria falar. Mas falo mais quando poderia calar...
Eu sou assim: esquisita, meio aflita para me permitir, para me deixar ser...
Respeito minhas vontades, obedeço meus desejos, mas admito: sou refén dos meus medos...
Esta armadura pesada e escura que carrego comigo é apenas uma forma estranha de me proteger.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Na noite
Escrevo no escuro.
Escolho as palavras.
O sono não chega,
A noite não passa.
O silêncio é quebrado
Pelos sons da tv e do rádio.
Gasto as poucas folhas
em branco que restam.
Aproveito a vontade infinita que nasce.
Quero que nunca seja tarde
Para dizer o que quero contar.
O tempo parece um cometa...
Eu queira ser uma estrela, lá longe,
Sempre viva no brilho,
Inatingível pelos problemas da terra...
Escolho as palavras.
O sono não chega,
A noite não passa.
O silêncio é quebrado
Pelos sons da tv e do rádio.
Gasto as poucas folhas
em branco que restam.
Aproveito a vontade infinita que nasce.
Quero que nunca seja tarde
Para dizer o que quero contar.
O tempo parece um cometa...
Eu queira ser uma estrela, lá longe,
Sempre viva no brilho,
Inatingível pelos problemas da terra...
domingo, 18 de julho de 2010
Paradoxo
Amo o que detesto.
Inicialmente, abomino aquilo que posteriormente me cativa.
Desenvolvo ojeriza pelo que me agrada.
Tenho antes repulsa, para depois demonstrar interesse.
Odeio o que escolho.
Depois, adoro o que repeli.
Não compreendo como posso afastar o que não me imagino sem.
Tem que haver primeiro um certo desânimo para eu me animar...
O boicote que faço a mim mesma, ainda é um mistério...
O desejo oculto é me afastar de tudo o que eu possa talvez gostar.
Não sei como posso ser este complicado paradoxo...
Explicação ainda não encontrei...
Por que o que eu gosto se encosta no que não quero gostar.
Inicialmente, abomino aquilo que posteriormente me cativa.
Desenvolvo ojeriza pelo que me agrada.
Tenho antes repulsa, para depois demonstrar interesse.
Odeio o que escolho.
Depois, adoro o que repeli.
Não compreendo como posso afastar o que não me imagino sem.
Tem que haver primeiro um certo desânimo para eu me animar...
O boicote que faço a mim mesma, ainda é um mistério...
O desejo oculto é me afastar de tudo o que eu possa talvez gostar.
Não sei como posso ser este complicado paradoxo...
Explicação ainda não encontrei...
Por que o que eu gosto se encosta no que não quero gostar.
Preciso
Preciso sentir saudade.
Necessito da sensação do vazio.
Daquele aperto interno que provoca medo...
Preciso saber que estou sozinha
Para querer companhia.
Sentir que há espaço sobrando
Para ser totalmente ocupado...
Preciso do desconforto da ausência
Para querer a plenitude da presença.
Querer o peito cheio de nada
Na urgência de tê-lo repleto de tudo...
Querer a expectativa do encontro
Para a certeza de que valeu a espera.
Preciso me sentir isolada
Para tentar ser querida.
Sentir-me preterida
Para buscar ser amada.
Não quero estar completa.
Nunca quis.
Preciso ser complementada.
Ser completo é estar pronto, pleno.
Preciso de algo que me adicione...
Porque ser completo é apenas não ter espaços vazios.
E eu preciso mesmo é de transbordar.
Necessito da sensação do vazio.
Daquele aperto interno que provoca medo...
Preciso saber que estou sozinha
Para querer companhia.
Sentir que há espaço sobrando
Para ser totalmente ocupado...
Preciso do desconforto da ausência
Para querer a plenitude da presença.
Querer o peito cheio de nada
Na urgência de tê-lo repleto de tudo...
Querer a expectativa do encontro
Para a certeza de que valeu a espera.
Preciso me sentir isolada
Para tentar ser querida.
Sentir-me preterida
Para buscar ser amada.
Não quero estar completa.
Nunca quis.
Preciso ser complementada.
Ser completo é estar pronto, pleno.
Preciso de algo que me adicione...
Porque ser completo é apenas não ter espaços vazios.
E eu preciso mesmo é de transbordar.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Várias
Às vezes me pergunto
Se a instabilidade é parte constante
da personalidade vibrante
que insistiu em vir comigo.
Mudança de idéias, de face, de humor
Mudança de dias, de ares, mudanças...
Apenas essa é a constância
Que comigo permanece.
Reinvento-me a cada manhã.
Como se outra em mim nascesse.
Custo a reconhecer-me,
algumas vezes, no decorrer do dia.
Várias de mim se apresentam
E descubro que tenho mais uma nova faceta.
Também me mostro de outra forma
até então escondida, oculta.
Surpreendo-me com minhas respostas
Porque me vem tão prontas
que parecem não produzidas por mim.
Imagino que ficam suspensas
e a cada vez que respiro integram-se ao meu corpo.
Sei apenas que ouço as palavras repetidas
e não reconheço como parte de minha fala.
Calam-se algumas de mim e outras tantas permanecem.
E muitas outras vão surgindo a cada minuto que segue...
Se a instabilidade é parte constante
da personalidade vibrante
que insistiu em vir comigo.
Mudança de idéias, de face, de humor
Mudança de dias, de ares, mudanças...
Apenas essa é a constância
Que comigo permanece.
Reinvento-me a cada manhã.
Como se outra em mim nascesse.
Custo a reconhecer-me,
algumas vezes, no decorrer do dia.
Várias de mim se apresentam
E descubro que tenho mais uma nova faceta.
Também me mostro de outra forma
até então escondida, oculta.
Surpreendo-me com minhas respostas
Porque me vem tão prontas
que parecem não produzidas por mim.
Imagino que ficam suspensas
e a cada vez que respiro integram-se ao meu corpo.
Sei apenas que ouço as palavras repetidas
e não reconheço como parte de minha fala.
Calam-se algumas de mim e outras tantas permanecem.
E muitas outras vão surgindo a cada minuto que segue...
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