Dia desses quis muito escrever um livro.
Uma história fictícia que fosse, que enredasse o leitor,
que aguçasse a curiosidade e provocasse sentimentos,
fizesse querer ir até a última página para saber como é o fim e,
depois de descoberto, ficasse aquela solidão desesperada da orfandade do livro.
Acho que um dia ainda escrevo.
Posso começar devagar, com ideias pequenas e ir crescendo aos poucos.
Posso começar como as crianças, que aprendem um muito num tempo escasso,
mas sem qualquer pretensão de aprender.
Posso usar as histórias que escuto como inspiração e ir mudando o rumo de acordo com meu prazer.
Posso inventar personagens, pessoas que não existem, inventar nomes e viver vidas que não me pertencem.
Posso criar famílias inteiras e gerenciar conflitos e fazer final feliz sempre que me der vontade.
Dia desses, escrevo um livro.
Vou passar pros amigos mais próximos para que eles comecem a leitura e avaliem a história.
Posso fazer uma versão interativa para quem também quiser participar do livro comigo. Por que não?
Dia desses escrevo um... Vai vendo...ou melhor, lendo.
Vou pesquisar fontes e palavras novas, mergulhar em dicionários e costumes, vai ser lindo poder viver isso!
Dia desses, esse livro fica pronto.
Pode ser livro de crônicas ou de contos.
Livro infantil, ficção ou relatos reais.
E tem mais: vou divulgar meu livro pro mundo!
Quem sabe em outros idiomas?
Quero ilustrações do meu irmão na capa e nas paginas que separam os capítulos.
Como será bonito!
Dia desses faço meu livro nascer, como um filho.
Começo gestando a ideia.
Para todos os assuntos que motivem conhecimento, reflexão, curiosidade e diversão. Escrever sem preocupações...
sábado, 23 de novembro de 2019
Novembro
Estamos aqui, mês da véspera do mês do fim.
Novembro escapa entre os dedos e já nem sei mais como todo o resto passou tão rápido.
Eu vivi tudo isso ou adormeci em alguma parte do caminho e acordei só agora?
Numa velocidade indecente levamos o ano ao fim.
Mas como foi isso, gente?
Ainda ontem era janeiro, março estava tão aqui na lembrança e setembro acabou de acabar!
Como foi que aconteceu? Fiquei tonta! Alguém me conta?
Só me dei conta que os enfeites de Natal já andam espalhados pela lojas e fachadas...
Estou aqui contando os dias para o ano que vem e ainda nem entendi o que foi esse furacão que passou...
Graças? Inúmeras.
Bênçãos? Muitas.
Também teve trabalho, treta, correria, mais trabalho e pequenas e doloridas angustias que servem para crescer.
O tempo trapaceia.
O tempo manda lembranças.
Nem alcanço essa lógica da fugacidade.
Mas estou aqui na contagem.
Achando que vai dar tempo de terminar os contratos, acabar a obra, finalizar os projetos e refazer os planos para...o ano que vem (?) que está logo ali na esquina, tomando a saideira no boteco, se preparando para dar o ar da graça... daqui a pouco.
Novembro escapa entre os dedos e já nem sei mais como todo o resto passou tão rápido.
Eu vivi tudo isso ou adormeci em alguma parte do caminho e acordei só agora?
Numa velocidade indecente levamos o ano ao fim.
Mas como foi isso, gente?
Ainda ontem era janeiro, março estava tão aqui na lembrança e setembro acabou de acabar!
Como foi que aconteceu? Fiquei tonta! Alguém me conta?
Só me dei conta que os enfeites de Natal já andam espalhados pela lojas e fachadas...
Estou aqui contando os dias para o ano que vem e ainda nem entendi o que foi esse furacão que passou...
Graças? Inúmeras.
Bênçãos? Muitas.
Também teve trabalho, treta, correria, mais trabalho e pequenas e doloridas angustias que servem para crescer.
O tempo trapaceia.
O tempo manda lembranças.
Nem alcanço essa lógica da fugacidade.
Mas estou aqui na contagem.
Achando que vai dar tempo de terminar os contratos, acabar a obra, finalizar os projetos e refazer os planos para...o ano que vem (?) que está logo ali na esquina, tomando a saideira no boteco, se preparando para dar o ar da graça... daqui a pouco.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
A lama
Embora brilhe o sol, segue a lama.
São dias difíceis.
Questiono o que faz alguém trocar a escala do plantão (e ir trabalhar no dia de folga),
receber um telefonema que muda os planos do dia (e da vida),
decidir passar férias no mato ( e nunca mais voltar) ou reunir a família numa viagem e no último minuto, inverter a rota ( e sobreviver).
Onde estão nossas escolhas de fato?
Podemos modificar o fim?
São tragédias ou sucessões de falhas?
São acúmulos de erros tolos ou negligências?
Temos nosso destino nas mãos ou apenas esperamos nossa vez na fila da vida (ou seria da morte?), sem saber em qual colocação estamos?
Nem imagino as respostas.
Penso apenas que o que deve ser falado não pode esperar.
E que os abraços precisam ser dados.
Que os afetos precisam ser espalhados e acolhidos, nunca rejeitados.
E que o tempo que nos sobra é o hoje e o agora e nada além disso faz sentido.
A lama também é doença, acidentes, assaltos, brigas, é morte e dor, como numa avalanche.
Ficam soterrados apenas os remorsos, as palavras não ditas, o perdão não concedido, o amor não divulgado, a mensagem não enviada, os amores não vividos e as lembranças estraçalhadas.
Amemos pois. Amenos mais.
Mesmo nas diferenças e apesar de discordâncias.
Não sabemos quanto tempo nos sobra.
Aproveitemos a luz que nos resta.
São dias difíceis.
Questiono o que faz alguém trocar a escala do plantão (e ir trabalhar no dia de folga),
receber um telefonema que muda os planos do dia (e da vida),
decidir passar férias no mato ( e nunca mais voltar) ou reunir a família numa viagem e no último minuto, inverter a rota ( e sobreviver).
Onde estão nossas escolhas de fato?
Podemos modificar o fim?
São tragédias ou sucessões de falhas?
São acúmulos de erros tolos ou negligências?
Temos nosso destino nas mãos ou apenas esperamos nossa vez na fila da vida (ou seria da morte?), sem saber em qual colocação estamos?
Nem imagino as respostas.
Penso apenas que o que deve ser falado não pode esperar.
E que os abraços precisam ser dados.
Que os afetos precisam ser espalhados e acolhidos, nunca rejeitados.
E que o tempo que nos sobra é o hoje e o agora e nada além disso faz sentido.
A lama também é doença, acidentes, assaltos, brigas, é morte e dor, como numa avalanche.
Ficam soterrados apenas os remorsos, as palavras não ditas, o perdão não concedido, o amor não divulgado, a mensagem não enviada, os amores não vividos e as lembranças estraçalhadas.
Amemos pois. Amenos mais.
Mesmo nas diferenças e apesar de discordâncias.
Não sabemos quanto tempo nos sobra.
Aproveitemos a luz que nos resta.
domingo, 8 de julho de 2018
Tem Copa
Ainda tem Copa.
Embora nosso time não tenha permanecido na competição, o jogo segue.
Então, escolheremos um outro time pra torcer,
seja por simpatia ou mesmo pela rejeição extrema por algum outro.
Mas torceremos. Não com a mesma empolgação, é verdade.
Mas vibraremos mais comedidos, acreditaremos no resultado, mesmo que a nossa torcida não seja assim tão fervorosa.
Vibraremos com a vitória de um outro time simpatizante ou sofreremos com a derrota daquele que escolheremos como segunda opção.
Deveria ser assim em outros setores da vida também.
Se o candidato escolhido perdeu, o jeito é torcer pra outro dar certo.
Se o partido não foi eleito, torcer para que na próxima eleição dê certo.
Torcer pro namorado atual levar a Taça e esquecer o namoro antigo, por exemplo.
Já que o planejamento deu errado, pensar num projeto seguinte.
Se o problema não foi solucionado, passar pro problema seguinte ou testar soluções novas.
Bola pra frente.
Ficar remoendo derrotas não leva ninguém a lugar algum.
O jogo segue.
Bem ligeiro.
Daqui a pouco estamos em nova final.
Escolheu onde vai torcer pelo seu segundo favorito?
Bora viver.
Embora nosso time não tenha permanecido na competição, o jogo segue.
Então, escolheremos um outro time pra torcer,
seja por simpatia ou mesmo pela rejeição extrema por algum outro.
Mas torceremos. Não com a mesma empolgação, é verdade.
Mas vibraremos mais comedidos, acreditaremos no resultado, mesmo que a nossa torcida não seja assim tão fervorosa.
Vibraremos com a vitória de um outro time simpatizante ou sofreremos com a derrota daquele que escolheremos como segunda opção.
Deveria ser assim em outros setores da vida também.
Se o candidato escolhido perdeu, o jeito é torcer pra outro dar certo.
Se o partido não foi eleito, torcer para que na próxima eleição dê certo.
Torcer pro namorado atual levar a Taça e esquecer o namoro antigo, por exemplo.
Já que o planejamento deu errado, pensar num projeto seguinte.
Se o problema não foi solucionado, passar pro problema seguinte ou testar soluções novas.
Bola pra frente.
Ficar remoendo derrotas não leva ninguém a lugar algum.
O jogo segue.
Bem ligeiro.
Daqui a pouco estamos em nova final.
Escolheu onde vai torcer pelo seu segundo favorito?
Bora viver.
segunda-feira, 14 de maio de 2018
Mais ou menos?
Mais uma segunda-feira.
Ou menos uma segunda?
O tempo passa tão rápido
Que não sei se faço a conta
pra mais ou pra menos.
Com tantas tarefas diárias
O dia voa, a tarde some.
A lista de afazeres aumenta
E consome o resto das horas que faltam.
Mais um dia? Menos um dia?
Como resolver a equação do tempo?
Quanto mais se deseja,
Menos se tem.
Quanto mais tarefas,
Menos tempo livre.
Quanto mais se dorme,
Mais sono se tem.
Quanto mais tempo houver,
Menos tempo haverá.
Faça as contas quem souber.
Da segunda, sobram minutos.
Que daqui a pouco, não restarão mais.
Ou menos uma segunda?
O tempo passa tão rápido
Que não sei se faço a conta
pra mais ou pra menos.
Com tantas tarefas diárias
O dia voa, a tarde some.
A lista de afazeres aumenta
E consome o resto das horas que faltam.
Mais um dia? Menos um dia?
Como resolver a equação do tempo?
Quanto mais se deseja,
Menos se tem.
Quanto mais tarefas,
Menos tempo livre.
Quanto mais se dorme,
Mais sono se tem.
Quanto mais tempo houver,
Menos tempo haverá.
Faça as contas quem souber.
Da segunda, sobram minutos.
Que daqui a pouco, não restarão mais.
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
De Dezembro
Posso até estar errada.
Mas geralmente, não me engano.
Só não faço muitos planos,
Pois eles podem querer fugir...
Mas creio que está tudo certo,
Como nunca esteve antes.
Sem peso, sem dívidas ou cobranças,
Com uma distância bem no centro,
Cheia das lembranças.
Eu saberia quando fosse, de fato.
Sempre soube que saberia...
E agora, que sei, respiro mais calma.
Aliviada.
Não tem procura que não termine,
Nem busca que nunca chegue ao fim.
Paciência, menina... Só tenha.
Posso até estar errada,
Mas, lá no fundo, eu sei que não.
Ando mais feliz agora,
Não me engano, nem disfarço.
Posso até estar errada...
Tem sido um erro bom então.
Mas geralmente, não me engano.
Só não faço muitos planos,
Pois eles podem querer fugir...
Mas creio que está tudo certo,
Como nunca esteve antes.
Sem peso, sem dívidas ou cobranças,
Com uma distância bem no centro,
Cheia das lembranças.
Eu saberia quando fosse, de fato.
Sempre soube que saberia...
E agora, que sei, respiro mais calma.
Aliviada.
Não tem procura que não termine,
Nem busca que nunca chegue ao fim.
Paciência, menina... Só tenha.
Posso até estar errada,
Mas, lá no fundo, eu sei que não.
Ando mais feliz agora,
Não me engano, nem disfarço.
Posso até estar errada...
Tem sido um erro bom então.
domingo, 26 de novembro de 2017
Alegriazinha
É uma alegria genuína.
Nem sei como explicar.
Dessas assim, leves,
sem forma definida,
que brincam ao vento...
Alegria frágil, mas persistente.
Dessas de sol depois de chuva,
ou de chuva fresca depois de um dia de forte calor.
Nem cabe explicação.
É alegria miúda, simples,
de cama com forro cheiroso,
de descanso merecido após dia de trabalho duro,
de massagem no pé,
de cheiro no cangote,
dessas de abraço apertado de saudade.
Alegria menina,
de passeio de bicicleta,
de beijo roubado,
de pipoca e cinema,
de boa companhia,
de diminutivo carinhoso.
É Alegriazinha.
Nem sei como explicar.
Dessas assim, leves,
sem forma definida,
que brincam ao vento...
Alegria frágil, mas persistente.
Dessas de sol depois de chuva,
ou de chuva fresca depois de um dia de forte calor.
Nem cabe explicação.
É alegria miúda, simples,
de cama com forro cheiroso,
de descanso merecido após dia de trabalho duro,
de massagem no pé,
de cheiro no cangote,
dessas de abraço apertado de saudade.
Alegria menina,
de passeio de bicicleta,
de beijo roubado,
de pipoca e cinema,
de boa companhia,
de diminutivo carinhoso.
É Alegriazinha.
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