Eu não vou para a rua.
Tenho verdadeiro pânico quando vejo aquele mar de gente e, me imagino lá no meio, como o elo fraco da corrente, sendo o primeiro a ser rompido no caso de alguma confusão.
Definitivamente, Deus me fez frouxa para manifestações e protestos de rua.
Apóio e acredito na legitimidade de quem protesta buscando melhores condições de trabalho, transporte, saúde e educação. Ainda mais se falando de Brasil, país acomodado, apático e vitimizado por tantos governos durante tantos e muitos anos...
Acho que as reivindicações são pertinentes, que a população vive oprimida por encargos tributários imensos e goza muito pouco de recursos provenientes de tanta arrecadação, que há uma desigualdade social gritante, uma distribuição de renda injusta que transforma o país gigante em um menino acuado, de fraldas e chupetas.
O país hoje parou.
O futebol ficou em segundo plano, no meio de um campeonato de amplitude e divulgação mundiais; o noticiário foi a tarde inteira e noite adentro, e chega a ser emocionante ver a multidão enchendo ruas, declarando sua indignação e demonstrando vontade de mudança.
Sabe-se, porém, que nem todo mundo que vai para as ruas tem o objetivo de protesto pacífico.
São pequenos grupos de baderneiros, que se aproveitam do movimento para destruir monumentos, incendiar ônibus, invadir instituições.
O que me preocupa, é que os pequenos grupos são muitos e espalhados por vários cantos do país.
Logo, o pequeno grupo se transforma em um número considerável de pessoas.
E me pergunto: que mudanças posso esperar de um país cuja população- mesmo que parte dela- usa de violência para exigir seus direitos?
Como almejar êxito nas reivindicações se há ainda quem pense que apedrejar o patrimônio público- ou privado, que seja- significa transformar a situação atual em algo melhor?
Sempre tem um infeliz que joga pedra, queima bandeira, quebra vidros e faz todo o movimento perder a razão de existir.
Sim, todo ato de violência é ausente de razão. Agressão é ato vazio de ideias.
Quem vai ás ruas hoje é quem tem um pouquinho mais de instrução e esclarecimento.
Há ainda quem esteja em casa, sem condições de transporte de sair de lá, sem luz elétrica, nem água encanada. Jamais vai sequer pensar que um protesto assim acontece por outras bandas, quanto mais participar de um.
Até o manifesto num país como o nosso é excludente.
Como é excludente a saúde, a educação e a segurança.
Mais importante que ir ás ruas é exigir os direitos de cidadão diariamente.
É recusar o emprego arranjado, o nepotismo, a vaga cedida, o lugar guardado na fila.
É não se importar em se indispor com alguém por denunciar injustiças e ações corruptas.
É não permitir que governantes inescrupulosos adentrem a nossa casa oferecendo farinha, cimento, dentadura e emprego fácil.
É cobrar o que foi prometido, lembrar do estrago que foi provocado e buscar punição sempre.
Fácil apontar os erros e se eximir da culpa.
Se a situação atual do país chegou em um ponto crítico de insatisfação,como percebido nos últimos dias, todos temos parcela importante de contribuição.
Indo ás ruas ou não.
Para todos os assuntos que motivem conhecimento, reflexão, curiosidade e diversão. Escrever sem preocupações...
quinta-feira, 20 de junho de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Era uma vez
Era uma vez,
um dia
de vez.
Uma vez,
Um dia
e a vez.
Outra vez,
sem dia.
Outro dia,
sem vez.
Às vezes,
a vez
e o dia,
se mudam
de vez.
Um dia,
sem vez,
a voz
se muda,
sem volta.
E a volta,
sem rotas,
de vez,
num dia,
se molda.
A vida,
um dia,
volta.
E a vez,
de quem volta,
sem voz
e sem vez
também volta.
De vez.
um dia
de vez.
Uma vez,
Um dia
e a vez.
Outra vez,
sem dia.
Outro dia,
sem vez.
Às vezes,
a vez
e o dia,
se mudam
de vez.
sem vez,
a voz
se muda,
sem volta.
E a volta,
sem rotas,
de vez,
num dia,
se molda.
A vida,
um dia,
volta.
E a vez,
de quem volta,
sem voz
e sem vez
também volta.
De vez.
Fulaninho
Fulaninho está com febre.
Mas não deixa pôr termômetro
Fulaninho tem só um ano,
mas coitado, chora tanto,
que diante do seu pranto,
para quê a febre medir?
Fulaninho não quer comer
só aceita a mamadeira.
Mas tadinho do Fulaninho!
Vai ficar com fome, então?
Deixa o menino tomar o leite!
Que se deleite sem a comida,
que Fulaninho não pode chorar!
Fulaninho não pode tomar banho frio.
Quanta maldade com uma criança, doutor!
Fulaninho não pode levar injeção.
Coitadinho, tão pequenininho,
e ter que sofrer tanto assim!
Fulaninho não pode sentir fome, nem frio,
dor ou contrariedade.
Pobrezinho do Fulaninho!
Fulaninho vai ao médico,
mas quando deita na maca,
quanto sofrimento!
Chora tanto, tem até trauma!
Gente de branco nem pode mais ver!
"Mentira, filho! Mentira!
Mamãe não deixa mais ninguém lhe machucar."
Fulaninho mama de noite, dormindo,
durante a madrugada.
Resmunga lá do berço
e a mamadeira chega ligeiro.
"Coitado! Não aceitou a janta!
Não adianta! Não dorme se não mamar!"
E lá vai Fulaninho, o reizinho,
nem precisa abrir os olhos para se alimentar!
Fulaninho vai para escola
bate nos colegas e destrata a professora.
Coitadinho do Fulaninho!
È mal compreendido!
O mundo está errado,
só Fulaninho está certinho.
Fulaninho falta a aula,
porque hoje não que ir.
Coitadinho, está cansado!
Hoje fica em casa,
aproveita pra dormir.
Come a hora que quer,
quando quiser,
dorme se puder.
E Fulaninho cresce assim: coitadinho.
Sempre certo, sem regras, sem horário,
escolhendo a hora de tudo e de todos.
Pondo ordens na própria casa,
definindo a vida alheia,
achando certo não respeitar o direito do outro,
sendo o centro do universo.
Passa a vida acostumado a nunca ser contrariado,
Acha no vício a ocupação que ninguém nunca deu.
Fulaninho tem certeza
de que a vida é a sobremesa
que desfruta antes da refeição.
Que foi poupado e coroado,
mesmo quando não era punido,
e sim, ensinado.
È o candidato perfeito
da vida que deu errado.
Fulaninho é o adulto que não cresceu,
que se comprometeu com ninguém.
Que se limitou aos seu desejos,
que não se importou com o sentimento alheio.
Que espanca a esposa e os filhos,
esquece os pais no asilo,
planeja a morte como num filme,
para se beneficiar friamente do fim alguém.
Mas não deixa pôr termômetro
Fulaninho tem só um ano,
mas coitado, chora tanto,
que diante do seu pranto,
para quê a febre medir?
Fulaninho não quer comer
só aceita a mamadeira.
Mas tadinho do Fulaninho!
Vai ficar com fome, então?
Deixa o menino tomar o leite!
Que se deleite sem a comida,
que Fulaninho não pode chorar!
Fulaninho não pode tomar banho frio.
Quanta maldade com uma criança, doutor!
Fulaninho não pode levar injeção.
Coitadinho, tão pequenininho,
e ter que sofrer tanto assim!
Fulaninho não pode sentir fome, nem frio,
dor ou contrariedade.
Pobrezinho do Fulaninho!
Fulaninho vai ao médico,
mas quando deita na maca,
quanto sofrimento!
Chora tanto, tem até trauma!
Gente de branco nem pode mais ver!
"Mentira, filho! Mentira!
Mamãe não deixa mais ninguém lhe machucar."
Fulaninho mama de noite, dormindo,
durante a madrugada.
Resmunga lá do berço
e a mamadeira chega ligeiro.
"Coitado! Não aceitou a janta!
Não adianta! Não dorme se não mamar!"
E lá vai Fulaninho, o reizinho,
nem precisa abrir os olhos para se alimentar!
Fulaninho vai para escola
bate nos colegas e destrata a professora.
Coitadinho do Fulaninho!
È mal compreendido!
O mundo está errado,
só Fulaninho está certinho.
Fulaninho falta a aula,
porque hoje não que ir.
Coitadinho, está cansado!
Hoje fica em casa,
aproveita pra dormir.
Come a hora que quer,
quando quiser,
dorme se puder.
E Fulaninho cresce assim: coitadinho.
Sempre certo, sem regras, sem horário,
escolhendo a hora de tudo e de todos.
Pondo ordens na própria casa,
definindo a vida alheia,
achando certo não respeitar o direito do outro,
sendo o centro do universo.
Passa a vida acostumado a nunca ser contrariado,
Acha no vício a ocupação que ninguém nunca deu.
Fulaninho tem certeza
de que a vida é a sobremesa
que desfruta antes da refeição.
Que foi poupado e coroado,
mesmo quando não era punido,
e sim, ensinado.
È o candidato perfeito
da vida que deu errado.
Fulaninho é o adulto que não cresceu,
que se comprometeu com ninguém.
Que se limitou aos seu desejos,
que não se importou com o sentimento alheio.
Que espanca a esposa e os filhos,
esquece os pais no asilo,
planeja a morte como num filme,
para se beneficiar friamente do fim alguém.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Não sei mais chorar!
Sempre fui chorona.
Ir ás lágrimas nunca foi dificuldade para mim.
Ao contrário: o choro foi presença constante na maior parte da minha vida.
Tudo era motivo de pranto.
Brigava com um irmão, saía chorando;
levava bronca da minha mãe, mais choro;
Perdia um objeto querido, voltava o chororô;
Apanhava, chorava;
Caía, chorava mais ainda;
Fui crescendo e o choro continuava alí, do meu lado.
Me pai me proibia de sair, chorava;
não ia bem na prova, chorava de novo;
ficava triste, chorava;
filme triste, chororô;
fim de novela, mais lágrimas;
levava um fora, esvaia a água do mundo pelos olhos...
Enfim, a chorona da casa era eu, e sei que a fama foi condizente com os fatos.
Acho que, nesses anos, já enchi uma piscina olímpica de tanto chorar.
Mas, de repente, o pranto secou.
Como tem sido raro chorar!
As lágrimas fugiram e não sei onde se esconderam.
Ando preocupada...
Não sei se amadureci e sofro menos, e, por isso, choro menos ou sou alguém anestesiado que já não sente mais.
Cresci? Evoluí? Morri por dentro? Esturriquei?
Nem dor, nem raiva, nem tristeza, nem nada.
O choro sumiu, de mim se apartou.
As lágrimas secaram porque acabaram ou acabaram-se os motivos para chorar?
Nem notícia triste, nem ódio, nem decepção ou remorso, nem indignação ou alegria
são capazes de me fazer chorar.
Sequei. Esqueci como se faz.
De vez enquanto, á noite, na oração, ainda choramingo.
Reconhecendo minha insignificância, pedindo a misericórdia divina e só.
Um mistério o destino das minhas lágrimas...
Quem souber, favor informar.
Ir ás lágrimas nunca foi dificuldade para mim.
Ao contrário: o choro foi presença constante na maior parte da minha vida.
Tudo era motivo de pranto.
Brigava com um irmão, saía chorando;
levava bronca da minha mãe, mais choro;
Perdia um objeto querido, voltava o chororô;
Apanhava, chorava;
Caía, chorava mais ainda;
Fui crescendo e o choro continuava alí, do meu lado.
Me pai me proibia de sair, chorava;
não ia bem na prova, chorava de novo;
ficava triste, chorava;
filme triste, chororô;
fim de novela, mais lágrimas;
levava um fora, esvaia a água do mundo pelos olhos...
Enfim, a chorona da casa era eu, e sei que a fama foi condizente com os fatos.
Acho que, nesses anos, já enchi uma piscina olímpica de tanto chorar.
Mas, de repente, o pranto secou.
Como tem sido raro chorar!
As lágrimas fugiram e não sei onde se esconderam.
Ando preocupada...
Não sei se amadureci e sofro menos, e, por isso, choro menos ou sou alguém anestesiado que já não sente mais.
Cresci? Evoluí? Morri por dentro? Esturriquei?
Nem dor, nem raiva, nem tristeza, nem nada.
O choro sumiu, de mim se apartou.
As lágrimas secaram porque acabaram ou acabaram-se os motivos para chorar?
Nem notícia triste, nem ódio, nem decepção ou remorso, nem indignação ou alegria
são capazes de me fazer chorar.
Sequei. Esqueci como se faz.
De vez enquanto, á noite, na oração, ainda choramingo.
Reconhecendo minha insignificância, pedindo a misericórdia divina e só.
Um mistério o destino das minhas lágrimas...
Quem souber, favor informar.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Fila
Estou na fila, aguardando minha vez.
Disseram, quando era pequena, que era preciso esperar a vez
de cada um.
Não podia "furar" fila, tinha que esperar pacientemente.
Nunca fui mesmo de entrar na frente dos outros sem permissão, nem da impaciência fui
amiga.
Esperei, esperei, esperei e espero.
Talvez minha vez ainda venha, apesar da demora.
A vez que eu não precise mais provar que a dívida não é
minha,
que a conta não me pertence, que o gasto não foi meu.
A vez de não me preocupar com minha idoneidade,
tampouco me
ocupar com a desonestidade alheia...
Ah, se este dia chega!
Vai vir ainda a vez que o encontro dê certo, que haja
combinação, cumplicidade, reciprocidade.
Talvez chegue. Por que não?
Talvez chegue. Por que não?
A vez de comemorar minha vitória, sem ser lesada ou
ridicularizada.
Vai chegar o dia da obra ter fim, e enfim, colher os frutos
do suor do trabalho, porque ele- o trabalho- está sempre na vez!
A vez de acreditar no que os olhos mostram - porque o coração
é sempre desconfiado e confia em ninguém.
A vez de fechar os olhos e saltar sem rede, sem medo da
queda, sem susto no tombo.
Ah, mas minha vez chega!
Chega ainda o dia em que o trabalho seja folga, que a folga
seja dia-a-dia e que o dia seja só mar
e brisa.
Chega o momento em que a educação e o respeito sejam ar e
água: indispensáveis à sobrevivência.
E minha vez vai chegar, porque estou na fila.
Não cheguei atrasada, não roubei o lugar de terceiros, não
dormi no ponto, nem esqueci das regras.
A demora cansa, as costas doem e o cansaço ás vezes se faz
imenso, que penso nem suportar.
Mas continuo na fila.
Pois me disseram que quem espera
sempre alcança.
Só não me contaram como, onde ou o quê.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Costumo dizer que não escolhi a pediatria, mas fui escolhida por ela.
E acredito ser verdade mesmo.
Amo cuidar de crianças, gosto de ajudar e receber de volta a espontaneidade como resposta.
Confesso que a medicina tem se mostrado um tanto cruel, principalmente o sistema de saúde do pais, e ando muito derrotista ultimamente.
Cansada de tentar resolver problemas que fogem do meu alcance.
Cansada de ver o caos que se transforma a sociedade e a nova estrutura familiar e ter que achar tudo natural.
Sei que a saúde é negligenciada pela maioria.
Governantes e população encenam um teatro diante um do outro, fingindo prestar atendimento, acreditando em mentiras e aceitando migalhas.
E eu, assistindo a tudo podendo fazer quase nada, além do que já faço.
Chateada com o rumo que as relações pessoais tem seguido: falta de respeito pelo próximo, banalização da vida, e, principalmente, pelo direito do outro.
Às vezes me pergunto: como posso modificar algo se a sucessão de erros é imensa?
E não consigo descobrir.
E então, me questiono de novo: como pude ser escolhida, se não tenho nada a mais para oferecer?
Desgastada, desmotivada, desanimada.
Assim me encontro hoje.
Ainda não encontrei uma forma de me livrar dessa angústia.
E acredito ser verdade mesmo.
Amo cuidar de crianças, gosto de ajudar e receber de volta a espontaneidade como resposta.
Confesso que a medicina tem se mostrado um tanto cruel, principalmente o sistema de saúde do pais, e ando muito derrotista ultimamente.
Cansada de tentar resolver problemas que fogem do meu alcance.
Cansada de ver o caos que se transforma a sociedade e a nova estrutura familiar e ter que achar tudo natural.
Sei que a saúde é negligenciada pela maioria.
Governantes e população encenam um teatro diante um do outro, fingindo prestar atendimento, acreditando em mentiras e aceitando migalhas.
E eu, assistindo a tudo podendo fazer quase nada, além do que já faço.
Chateada com o rumo que as relações pessoais tem seguido: falta de respeito pelo próximo, banalização da vida, e, principalmente, pelo direito do outro.
Às vezes me pergunto: como posso modificar algo se a sucessão de erros é imensa?
E não consigo descobrir.
E então, me questiono de novo: como pude ser escolhida, se não tenho nada a mais para oferecer?
Desgastada, desmotivada, desanimada.
Assim me encontro hoje.
Ainda não encontrei uma forma de me livrar dessa angústia.
Sei que hoje me excedi.
Tomei ideia da proporção depois, mais tarde, quando a indignação já tinha ido embora.
Não me orgulho do que fiz.
Pelo contrário: me envergonho.
Mesmo não dizendo onde, quando ou quem,
mesmo tentando apenas mostrar como o mundo anda sem noção de tudo, admito que agi errado.
Não é pela exposição que farei mudança.
Será pela informação.
Não é pela explosão, mas pela paciência e perseverança.
Talvez o maior aprendizado do dia de hoje seja o meu.
Guardar para mim a raiva, a revolta e transformar em algo de bom.
Agir por impulso não resolve.
A internet deve ser usada como forma de ajuda e não como modelo de condenação.
Se eu não puder ser instrumento de mudança, não vale o esforço diário.
Se eu me contaminar, não serei instrumento de mudança.
Neste momento, querendo serenidade.
Não vou mais reclamar.
Tomei ideia da proporção depois, mais tarde, quando a indignação já tinha ido embora.
Não me orgulho do que fiz.
Pelo contrário: me envergonho.
Mesmo não dizendo onde, quando ou quem,
mesmo tentando apenas mostrar como o mundo anda sem noção de tudo, admito que agi errado.
Não é pela exposição que farei mudança.
Será pela informação.
Não é pela explosão, mas pela paciência e perseverança.
Talvez o maior aprendizado do dia de hoje seja o meu.
Guardar para mim a raiva, a revolta e transformar em algo de bom.
Agir por impulso não resolve.
A internet deve ser usada como forma de ajuda e não como modelo de condenação.
Se eu não puder ser instrumento de mudança, não vale o esforço diário.
Se eu me contaminar, não serei instrumento de mudança.
Neste momento, querendo serenidade.
Não vou mais reclamar.
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