Quando comento sobre situações que vivencio, onde pessoas perguntam minha idade, querem saber se já me formei, se tenho filhos, se acabei a residência médica ou coisas do tipo, não significa que exalto o fato que aparento menos idade que realmente tenho.
Na verdade, fico indignada.
A forma como as perguntas são feitas é desrespeitosa.
Soa como uma dúvida e me incomoda me encararem como uma fraude.
Por que é difícil aceitar que alguém tenha estudado e se formado cedo?
Por que duvidar que juventude e competência possam andar juntas?
Por que é mais fácil pensar que estou ocupando um lugar indevidamente,
exercendo uma função para a qual não estou qualificada ou que estou mentindo ser alguém que não sou?
Estranho, muito estranho...
A verdade é que o novo assusta.
A juventude estampada na face de alguém gera desconfiança.
Não se pode acreditar que haja competência e qualidade e, principalmente responsabilidade, quando se fala em mocidade.
Entendo não.
Acredito na força de vontade do jovem, na sua capacidade de mudança e sua característica de inquietude, tão peculiar, que faz com que mitos sejam derrubados e novas verdades venham á tona.
Sei que há ainda muita juventude transviada, mas existe a outra face dela que está ganhando a vida de forma honesta e competente, buscando dignidade e sucesso todos os dias.
Nunca me disseram que precisaria ser velha para ser médica, nem que haveria necessidade de rugas para atender alguém. Tampouco me disseram que teria que ter filhos para exercer minha profissão.
Não preciso de nenhuma outra condição que me habilite para o meu trabalho além da formação que recebi durante os últimos anos.
Preconceito puro! E feio!
Acredito que quem esteja do outro lado da linha cronológica também receba tratamento parecido, pois quando se envelhece também se perde valor e credibilidade... Como entender?
A idade, no fim das contas, não interfere no atendimento, no tratamento, nem na forma como as pessoas são tratadas, quando o trabalho é feito com dedicação e respeito.
Torna-se apenas um mero detalhe.
Gostaria muito de que todas as pessoas pensassem assim.
Para todos os assuntos que motivem conhecimento, reflexão, curiosidade e diversão. Escrever sem preocupações...
sábado, 16 de março de 2013
sexta-feira, 15 de março de 2013
Canseira de sexta á noite
Posso abrir meu coração?
Ando tão cansada...
E o ano está só no começo...
Fiquei fazendo as contas mentalmente e calculei que em três meses já esgotei.
Tanta cobrança, tanto prazo, tudo tão corrido, apertado, que o tempo voa, o tempo passa e eu estou assim: amarrotada.
Se eu soubesse que vida de gente grande era tão pesada, tinha virado Peter Pan.
Muito mais fácil ficar na Terra do Nunca e permanecer criança para sempre...
Errava, algum adulto corrigia e ficava por isso mesmo.
Agora, erro, eu mesma tenho que descobrir onde está a falta, consertar, lavar a cara, pedir desculpas, engolir a vergonha e tentar esquecer o drama.
Muito difícil!
Passar o dia inteiro fora de casa e o tempo que se fica nela, se passa resolvendo o mundo lá de fora, do mesmo jeito...
Leitura, textos, aulas, plantões, reuniões que não se soluciona os problemas, problemas que se repetem todo o mês... Ai, cansei!
Precisando de mais tempo.
Agora? Estou aqui, detonada, rendida á canseira de sexta á noite.
Ando tão cansada...
E o ano está só no começo...
Fiquei fazendo as contas mentalmente e calculei que em três meses já esgotei.
Tanta cobrança, tanto prazo, tudo tão corrido, apertado, que o tempo voa, o tempo passa e eu estou assim: amarrotada.
Se eu soubesse que vida de gente grande era tão pesada, tinha virado Peter Pan.
Muito mais fácil ficar na Terra do Nunca e permanecer criança para sempre...
Errava, algum adulto corrigia e ficava por isso mesmo.
Agora, erro, eu mesma tenho que descobrir onde está a falta, consertar, lavar a cara, pedir desculpas, engolir a vergonha e tentar esquecer o drama.
Muito difícil!
Passar o dia inteiro fora de casa e o tempo que se fica nela, se passa resolvendo o mundo lá de fora, do mesmo jeito...
Leitura, textos, aulas, plantões, reuniões que não se soluciona os problemas, problemas que se repetem todo o mês... Ai, cansei!
Precisando de mais tempo.
Agora? Estou aqui, detonada, rendida á canseira de sexta á noite.
sábado, 9 de março de 2013
Mundo oco
Considero-me uma pessoa feliz.
Falo de felicidade simples mesmo, dessas do dia a dia, sem muita elaboração, de gente normal.
Estive pensando nisso ontem, na madrugada, voltando pra casa.
Motivo? Nem eu sei dizer.
Creio que fosse mesmo da reflexão do retorno, depois de assistir tanta gente esquisita fingir diversão e alegria. (A gente percebe quando há um excesso do que não se tem, certo?)
Pois bem. Pensando então neste aspecto, ponderei: "Poxa, como eu sou feliz!"
Saúde em dia, família perto, todos saudáveis, minha casa é animada, as pessoas que me rodeiam também.
Boa comunicação, boa leitura, bons contatos. Facilidade com música, com textos... quantos por aí gostariam , mas não tem?
Amigos, trabalho, contas em dia, dinheiro no banco, viagens, roupas, sapatos, cinema e alimentação excelentes.
Não usufruo de nenhum luxo. Mas também não acredito que precise dele para ser feliz.
Tenho conseguido o feito, na maior parte das vezes, sem isso.
Não preciso de um salário milionário para fazer o que gosto, tampouco sair na revista de celebridades para dizer que a vida anda bem.
Não preciso inventar amigos, nem viver de mentiras, nem bajular pessoas ou dever favores para me garantir: diga que isso não é felicidade?
Ainda: posso pensar livremente, expressar o que penso, vivendo no recanto do meu humilde lar, sem grandes preocupações.
Não preciso de álcool para imprimir alegria, nem de drogas para esquecer desilusões.
Não uso remédios para fingir que estou bem, preciso apenas de filtro solar.
Não preciso mentir a idade e ainda passo por mais nova do que realmente sou na maioria das vezes...
Não sou casada e nem tenho filhos, mas conheço muita gente que tem os dois, mas nem por isso é feliz...
Fico me perguntando se as pessoas já pararam para refletir sobre isso em algum momento.
Sonhos e planejamentos são necessários, mas aquilo que tira do chão é perigoso.
Dá a falsa ideia de que a felicidade só chega depois.
Enquanto isso, milhares de pessoas vivem num mundo oco, vazio de sentimentos e de valores, se sujeitando aos desmandos de muitos, se sacrificando, sofrendo humilhações e decepções por uma felicidade imaginária.
Problemas? Aos montes, espalhados pelas prateleiras, escondidos nas gavetas... E quem não tem?
Solução a gente cria, inventa. Dá-se um jeito.
Só não dá para crer que a existência deles seja motivo de infelicidade. São tristezinhas passageiras. E só.
Longe de mim, querer esfregar minha satisfação pessoal em face alheia, mas é muito gratificante perceber quando tudo vai bem. E melhor, precisando de tão pouco para ser assim.
Falo de felicidade simples mesmo, dessas do dia a dia, sem muita elaboração, de gente normal.
Estive pensando nisso ontem, na madrugada, voltando pra casa.
Motivo? Nem eu sei dizer.
Creio que fosse mesmo da reflexão do retorno, depois de assistir tanta gente esquisita fingir diversão e alegria. (A gente percebe quando há um excesso do que não se tem, certo?)
Pois bem. Pensando então neste aspecto, ponderei: "Poxa, como eu sou feliz!"
Saúde em dia, família perto, todos saudáveis, minha casa é animada, as pessoas que me rodeiam também.
Boa comunicação, boa leitura, bons contatos. Facilidade com música, com textos... quantos por aí gostariam , mas não tem?
Amigos, trabalho, contas em dia, dinheiro no banco, viagens, roupas, sapatos, cinema e alimentação excelentes.
Não usufruo de nenhum luxo. Mas também não acredito que precise dele para ser feliz.
Tenho conseguido o feito, na maior parte das vezes, sem isso.
Não preciso de um salário milionário para fazer o que gosto, tampouco sair na revista de celebridades para dizer que a vida anda bem.
Não preciso inventar amigos, nem viver de mentiras, nem bajular pessoas ou dever favores para me garantir: diga que isso não é felicidade?
Ainda: posso pensar livremente, expressar o que penso, vivendo no recanto do meu humilde lar, sem grandes preocupações.
Não preciso de álcool para imprimir alegria, nem de drogas para esquecer desilusões.
Não uso remédios para fingir que estou bem, preciso apenas de filtro solar.
Não preciso mentir a idade e ainda passo por mais nova do que realmente sou na maioria das vezes...
Não sou casada e nem tenho filhos, mas conheço muita gente que tem os dois, mas nem por isso é feliz...
Fico me perguntando se as pessoas já pararam para refletir sobre isso em algum momento.
Sonhos e planejamentos são necessários, mas aquilo que tira do chão é perigoso.
Dá a falsa ideia de que a felicidade só chega depois.
Enquanto isso, milhares de pessoas vivem num mundo oco, vazio de sentimentos e de valores, se sujeitando aos desmandos de muitos, se sacrificando, sofrendo humilhações e decepções por uma felicidade imaginária.
Problemas? Aos montes, espalhados pelas prateleiras, escondidos nas gavetas... E quem não tem?
Solução a gente cria, inventa. Dá-se um jeito.
Só não dá para crer que a existência deles seja motivo de infelicidade. São tristezinhas passageiras. E só.
Longe de mim, querer esfregar minha satisfação pessoal em face alheia, mas é muito gratificante perceber quando tudo vai bem. E melhor, precisando de tão pouco para ser assim.
quarta-feira, 6 de março de 2013
Dia da mulher
Eu não sei direito o que a gente comemora.
Honestamente, não sei.
Mulheres ainda são tratadas como objetos em muitos países pelo mundo.
São violentadas diariamente, de todas as formas possíveis: abuso sexual, agressões corporais e verbais.
Recebem proporcionalmente menos que os homens, apesar de conseguirem desempenhar as mesmas funções, algumas com mais competência inclusive.
Cobradas pelo padrão social de beleza estética inatingível da sociedade, educação e sucesso profissional obrigatórios, casamento e filhos perfeitos.
Precisam se multiplicar em mil mulheres para realizar todas as tarefas que lhes dão incumbência.
Sustentam a família, por muitas vezes, criam sozinhas os filhos na ausência do pai e nem por isso receberão a gratidão e o respeito merecidos.
Acredito que adquirir direitos significa ter a possibilidade de desempenhar uma função ou exercer um papel se assim tiver vontade e não por obrigação.
E nos tornamos obrigadas a fazer o papel masculino e o feminino também.
Adquirimos deveres. Muitos. Intermináveis.
E os direitos, se transformaram em mais deveres, cada vez mais pesados.
Nesta história, só tem mulher.
Ocupando o próprio lugar e o lugar do homem.
Não dando espaço para que as relações aconteçam e se sobrecarregando por ter que fazer o mundo acontecer.
Eu queria um dia das mulheres feminino: com direito a futilidades e descanso, e acima de tudo, muita ternura.
Porque acredito que o grande mistério feminino é ser fortaleza e candura ao mesmo tempo, é ter garra e paz, ser pedra e pluma.
Queria um dia de festa e de bolo, com direito á bagunça na cozinha, blush, batom e flor no cabelo.
Queria um dia de muitos abraços, de sorrisos abertos, de colo e carinho como só mulher sabe dar.
Queria uma trégua na raiva, uma pausa na violência, um respiro de liberdade, sem cobranças ou perturbações...
Queria muito que todas as mulheres de hoje e as de amanhã pudessem se orgulhar do próprio significado e pudessem ter a escolha de querer ser só mulher ou abraçar a jornada múltipla.
Que não existisse a obrigação: nem do fogão, nem do casamento, nem da empresa, nem do quartel.
Que existisse apenas a possibilidade de escolher o que se quer.
E realizar a escolha sem reprovação ou culpa.
Penso que assim, teríamos mulheres mais realizadas, homens mais representados e filhos mais felizes.
Honestamente, não sei.
Mulheres ainda são tratadas como objetos em muitos países pelo mundo.
São violentadas diariamente, de todas as formas possíveis: abuso sexual, agressões corporais e verbais.
Recebem proporcionalmente menos que os homens, apesar de conseguirem desempenhar as mesmas funções, algumas com mais competência inclusive.
Cobradas pelo padrão social de beleza estética inatingível da sociedade, educação e sucesso profissional obrigatórios, casamento e filhos perfeitos.
Precisam se multiplicar em mil mulheres para realizar todas as tarefas que lhes dão incumbência.
Sustentam a família, por muitas vezes, criam sozinhas os filhos na ausência do pai e nem por isso receberão a gratidão e o respeito merecidos.
Acredito que adquirir direitos significa ter a possibilidade de desempenhar uma função ou exercer um papel se assim tiver vontade e não por obrigação.
E nos tornamos obrigadas a fazer o papel masculino e o feminino também.
Adquirimos deveres. Muitos. Intermináveis.
E os direitos, se transformaram em mais deveres, cada vez mais pesados.
Nesta história, só tem mulher.
Ocupando o próprio lugar e o lugar do homem.
Não dando espaço para que as relações aconteçam e se sobrecarregando por ter que fazer o mundo acontecer.
Eu queria um dia das mulheres feminino: com direito a futilidades e descanso, e acima de tudo, muita ternura.
Porque acredito que o grande mistério feminino é ser fortaleza e candura ao mesmo tempo, é ter garra e paz, ser pedra e pluma.
Queria um dia de festa e de bolo, com direito á bagunça na cozinha, blush, batom e flor no cabelo.
Queria um dia de muitos abraços, de sorrisos abertos, de colo e carinho como só mulher sabe dar.
Queria uma trégua na raiva, uma pausa na violência, um respiro de liberdade, sem cobranças ou perturbações...
Queria muito que todas as mulheres de hoje e as de amanhã pudessem se orgulhar do próprio significado e pudessem ter a escolha de querer ser só mulher ou abraçar a jornada múltipla.
Que não existisse a obrigação: nem do fogão, nem do casamento, nem da empresa, nem do quartel.
Que existisse apenas a possibilidade de escolher o que se quer.
E realizar a escolha sem reprovação ou culpa.
Penso que assim, teríamos mulheres mais realizadas, homens mais representados e filhos mais felizes.
domingo, 3 de março de 2013
Resenha do Show
Para início de conversa, quem adquire um ingresso para assistir a um show ou a uma apresentação qualquer- seja dança, teatro ou cinema- é um interessado no tema.
O interesse pode sim ser apenas uma curiosidade sobre o assunto, o chamado "ver pra crer",
mas acredito que a grande maioria das pessoas gostem daquilo que buscam e é este o motivo que basta.
Se gostam, deveriam ter uma postura de respeito, creio eu.
Fico incomodada com as vaias que antecedem as apresentações.
São para punir o atraso? Também não se justifica.
Vergonha alheia sinto. Vontade de me esconder como avestruz, apenas por estar alí, do lado de quem vaia...
Vejo que o atraso resulta, muitas vezes, da dificuldade de tanta gente entrar e se acomodar antes do espetáculo começar.
Então, de novo, nos deparamos com ela, a educação.
Infelizmente, muita gente a deixa em casa quando vai a estes eventos...
Sair cedo, escolher calmamente o lugar e evitar confusão é muito mais sensato. E educado.
E também evitaria o descontentamento geral pelo atraso. Ninguém começaria o show com uma fila interminável de pessoas ainda para entrar, mesmo sabendo que a hora marcada da apresentação já havia há muito sido extrapolada!
E brasileiro que se preze confia no atraso. Deixa para o último momento, porque sempre dá tempo já que nada por aqui começa na hora mesmo.
Apresento-lhes então a Pontualidade: amiga da educação.
Pois bem, começado o show, calor insuportável, estávamos todos lá , a espera dos clássicos.
Sei que o cantor vem para expor repertório novo, CD novo com músicas novas, mas o povo quer mesmo o sucesso consagrado, o repertório antigo.
E nem é para ouvi-lo ser cantado não. É para cantar junto, num imenso coral...
Vai entender? Mas é assim que acontece.
Início lento, músicas desconhecidas e lá pelas tantas, parecia que estávamos em um grande restaurante, com uma música de fundo e todo mundo batendo papo, sem grandes preocupações.
Vez ou outra, intercalando uma canção nova, surgia uma mais antiga e todos se voltavam de novo pro palco.
Sentados, imóveis, mas participativos.
Posso dizer que a presentação seguiu assim, a maior parte de tempo.
E só próximo ao fim, a plateia se rendeu ao show e o cantor se rendeu ao passado revisitando as canções de sucesso. O bis também foi bom.
Cantor excelente, ótimo compositor e instrumentista impecável! Porém sem muita presença de palco e pouco interativo com a plateia. Sim, ele pode se dar este luxo!
Entretanto as canções novas são muito parecidas e não muito empolgantes. Houve CDs melhores.
Pelo menos para meu pobre gosto amador, que fique bem claro.
Para terminar, gente fumando em lugar fechado e deixando muito lixo pelo chão, já que lixeiras eram artigos de luxo por lá.
Educação, vá da próxima vez! Não fique em casa!
Saldo positivo no fim. Mas a bem da verdade, bocejei algumas vezes e desejei minha cama.
Mas o Dja não precisa saber disso, né?
O interesse pode sim ser apenas uma curiosidade sobre o assunto, o chamado "ver pra crer",
mas acredito que a grande maioria das pessoas gostem daquilo que buscam e é este o motivo que basta.
Se gostam, deveriam ter uma postura de respeito, creio eu.
Fico incomodada com as vaias que antecedem as apresentações.
São para punir o atraso? Também não se justifica.
Vergonha alheia sinto. Vontade de me esconder como avestruz, apenas por estar alí, do lado de quem vaia...
Vejo que o atraso resulta, muitas vezes, da dificuldade de tanta gente entrar e se acomodar antes do espetáculo começar.
Então, de novo, nos deparamos com ela, a educação.
Infelizmente, muita gente a deixa em casa quando vai a estes eventos...
Sair cedo, escolher calmamente o lugar e evitar confusão é muito mais sensato. E educado.
E também evitaria o descontentamento geral pelo atraso. Ninguém começaria o show com uma fila interminável de pessoas ainda para entrar, mesmo sabendo que a hora marcada da apresentação já havia há muito sido extrapolada!
E brasileiro que se preze confia no atraso. Deixa para o último momento, porque sempre dá tempo já que nada por aqui começa na hora mesmo.
Apresento-lhes então a Pontualidade: amiga da educação.
Pois bem, começado o show, calor insuportável, estávamos todos lá , a espera dos clássicos.
Sei que o cantor vem para expor repertório novo, CD novo com músicas novas, mas o povo quer mesmo o sucesso consagrado, o repertório antigo.
E nem é para ouvi-lo ser cantado não. É para cantar junto, num imenso coral...
Vai entender? Mas é assim que acontece.
Início lento, músicas desconhecidas e lá pelas tantas, parecia que estávamos em um grande restaurante, com uma música de fundo e todo mundo batendo papo, sem grandes preocupações.
Vez ou outra, intercalando uma canção nova, surgia uma mais antiga e todos se voltavam de novo pro palco.
Sentados, imóveis, mas participativos.
Posso dizer que a presentação seguiu assim, a maior parte de tempo.
E só próximo ao fim, a plateia se rendeu ao show e o cantor se rendeu ao passado revisitando as canções de sucesso. O bis também foi bom.
Cantor excelente, ótimo compositor e instrumentista impecável! Porém sem muita presença de palco e pouco interativo com a plateia. Sim, ele pode se dar este luxo!
Entretanto as canções novas são muito parecidas e não muito empolgantes. Houve CDs melhores.
Pelo menos para meu pobre gosto amador, que fique bem claro.
Para terminar, gente fumando em lugar fechado e deixando muito lixo pelo chão, já que lixeiras eram artigos de luxo por lá.
Educação, vá da próxima vez! Não fique em casa!
Saldo positivo no fim. Mas a bem da verdade, bocejei algumas vezes e desejei minha cama.
Mas o Dja não precisa saber disso, né?
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
200
Quando escrevo a pretensão é zero.
Quero agradar ninguém em especial.
Quero mesmo é me agradar.
Contar pra mim mesma alguns segredos que eu finjo não saber durante o dia de sol quente,
no auge do sufocamento do trabalho,
no desespero da espera,
na angústia da falta de respostas,
na apreciação de surpresas.
É, a gente finge muitas vezes que não escuta e que não enxerga os próprios pensamentos.
Porque no fim, se desagradar é bem pior que desagradar os outros.
Por isso, coloco em palavras o turbilhão que nem processo direito todo dia.
Funciona como uma forma de escapar das armadilhas,
de por um pouco de alma pra fora, desengasgar dos sapos deglutidos.
Terapia de 1,99, mas que chegou a 200 posts.
Fico feliz se alguém lê e se identifica. Se gosta de alguma parte.
O que eu ponho aqui é mais que sincero. É puro.
Não é para ter beleza, nem para ser lapidado e polido como uma poesia cara.
Quem me dera o talento da escrita!
Mas fiquei admirada com o número: por 200 vezes estendi no varal do papel um pedacinho de mim,
uma peça de roupa da minha vida, um sonho, um devaneio, uma esperança.
E melhor de tudo, me faz um bem enorme!
Quero agradar ninguém em especial.
Quero mesmo é me agradar.
Contar pra mim mesma alguns segredos que eu finjo não saber durante o dia de sol quente,
no auge do sufocamento do trabalho,
no desespero da espera,
na angústia da falta de respostas,
na apreciação de surpresas.
É, a gente finge muitas vezes que não escuta e que não enxerga os próprios pensamentos.
Porque no fim, se desagradar é bem pior que desagradar os outros.
Por isso, coloco em palavras o turbilhão que nem processo direito todo dia.
Funciona como uma forma de escapar das armadilhas,
de por um pouco de alma pra fora, desengasgar dos sapos deglutidos.
Terapia de 1,99, mas que chegou a 200 posts.
Fico feliz se alguém lê e se identifica. Se gosta de alguma parte.
O que eu ponho aqui é mais que sincero. É puro.
Não é para ter beleza, nem para ser lapidado e polido como uma poesia cara.
Quem me dera o talento da escrita!
Mas fiquei admirada com o número: por 200 vezes estendi no varal do papel um pedacinho de mim,
uma peça de roupa da minha vida, um sonho, um devaneio, uma esperança.
E melhor de tudo, me faz um bem enorme!
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Um brinde á coragem!
Já suspeitava de que 2013 seria um ano de renúncias.
Agora, tenho a certeza de que é O ano da renúncia.
Acho que renunciar é mais difícil que prosseguir.
Continuar um projeto, manter um emprego,
insistir em um relacionamento, muitas vezes é só fechar os olhos e repetir a cada dia o trajeto de sempre, como se nada perturbasse, como se não houvesse incômodo.
Acredito que haja menos sofrimento em dar continuidade,
mesmo não gostando ou não concordando com o rumo que a vida leva.
Dificuldade há em dizer basta e mudar a rota!
Trocar de cidade, de emprego, desistir do namoro,
terminar um noivado, mudar de escola, substituir um curso é muito mais angustiante.
É ter a coragem de olhar pra si e aceitar que não deu certo,
que a felicidade não chegou, que não é o melhor plano a ser seguido.
É se deparar com um sentimento de derrota, sem ser fracassado.
Pois acho que há mesmo muito mais coragem em desistir, muitas vezes, que continuar insistindo.
É ser alvo de críticas, de comentários, de gente que acha, que pensa e vive a vida alheia.
É estar no meio da especulações, ter que justificar pro mundo o motivo da desistência.
É ser julgado e condenado pelo tribunal da família, amigos, parentes e pessoas assim não tão próximas.
Mas creio que renúncia, ás vezes, significa não compactuar com o erro, encontrar beleza na ausência, começar diferente, ter outras ideias. Sim, tudo isso pode significar renúncia.
Pode ser também desejar paz de espírito, consciência tranquila, alma leve e perspectiva de uma vida melhor.
Desejo felicidade aos que renunciam! Um brinde á coragem!
Sem dó nem tristeza de mudar o itinerário.
Agora, tenho a certeza de que é O ano da renúncia.
Acho que renunciar é mais difícil que prosseguir.
Continuar um projeto, manter um emprego,
insistir em um relacionamento, muitas vezes é só fechar os olhos e repetir a cada dia o trajeto de sempre, como se nada perturbasse, como se não houvesse incômodo.
Acredito que haja menos sofrimento em dar continuidade,
mesmo não gostando ou não concordando com o rumo que a vida leva.
Dificuldade há em dizer basta e mudar a rota!
Trocar de cidade, de emprego, desistir do namoro,
terminar um noivado, mudar de escola, substituir um curso é muito mais angustiante.
É ter a coragem de olhar pra si e aceitar que não deu certo,
que a felicidade não chegou, que não é o melhor plano a ser seguido.
É se deparar com um sentimento de derrota, sem ser fracassado.
Pois acho que há mesmo muito mais coragem em desistir, muitas vezes, que continuar insistindo.
É ser alvo de críticas, de comentários, de gente que acha, que pensa e vive a vida alheia.
É estar no meio da especulações, ter que justificar pro mundo o motivo da desistência.
É ser julgado e condenado pelo tribunal da família, amigos, parentes e pessoas assim não tão próximas.
Mas creio que renúncia, ás vezes, significa não compactuar com o erro, encontrar beleza na ausência, começar diferente, ter outras ideias. Sim, tudo isso pode significar renúncia.
Pode ser também desejar paz de espírito, consciência tranquila, alma leve e perspectiva de uma vida melhor.
Desejo felicidade aos que renunciam! Um brinde á coragem!
Sem dó nem tristeza de mudar o itinerário.
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