Sempre sofri para tomar decisões importantes.
Na verdade, sofria até para tomar decisões não importantes.
Escolher a cor do tênis, o sabor do picolé e o enfeite de cabelo eram tarefas árduas, quanto maior fosse o número de opções.
O tempo passou e ainda dói um pouco fazer algumas delas, mas reconheço que a terapia fez efeito e que, agora, tenho desempenhado essa função com mais êxito.
Toda escolha significa deixar uma outra opção de lado.
Toda decisão implica abraçar uma oportunidade ou deixar que ela siga sozinha.
Não decidir é ter a falsa segurança de que as possibilidades estão guardadas,
esperando para serem usadas, estão bem juntinhas do bolso, como o troco da padaria...
Mas é ilusão pensar que não existe tempo certo para se fazer escolhas.
Elas duram o quanto podem suportar. Depois de algum tempo elas se dissipam.
Dói preterir alguém ou alguma coisa, não levar consigo uma presença ou um projeto.
Mas acredito que ter uma postura é imprescindível: o muro não é o lugar ideal de morar!
Há sempre um lado para a balança pender, um sim ou não pra se dizer, um tchau pra acenar, um sim pra concorrer.
È importante definir o que se quer.
Desamarrar os nós faz um bem danado pra gente!
E ás vezes, nossa decisão desamarra a vida do outro também...
Hoje foi um dia de decisões difíceis.
E sei que somada á dificuldade, que me é peculiar, ainda tive influências hormonais nefastas.
Manifestações incontroláveis da natureza humana feminina!
Reconheço que estou um pouco mais leve, pois acredito que escolhi o que me faz mais tranquila no momento.
Mas ainda sobra um espaço vazio grande, do tamanho da decepção de abrir mão de um projeto, de um sonho.
Dinheiro vem e vai. Até não me importo com o que não conseguirei reaver.
O que mais incomoda é a expectativa destruída e o planejamento perdido.
Acredito que ali adiante eu consiga ter mais certeza de que optei pelo lado certo (apesar de achar que certo e errado é apenas uma questão de ponto de vista...)
O que venho percebendo é que não só hoje, mas o ano tem sido, até o presente, de decisões importantes.
E difíceis.
Ao menos, tenho tentado resolver sozinha meus dilemas, sem alugar orelha alheia, sem ocupar o telefone de ninguém.
Confiando mais em mim mesma como conselheira nos tempos menos favoráveis...
Porém confesso que hoje quis o útero materno de volta: conforto há em ter quem escolha o melhor por você... Pelo menos em algum momento da vida.
Para todos os assuntos que motivem conhecimento, reflexão, curiosidade e diversão. Escrever sem preocupações...
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Hipocrisia maquiada
Acho graça de como algumas pessoas se comportam!
Acreditam estar num palco e que o resto do mundo forma uma imensa platéia, pronta para aplaudir.
Escolhem o personagem, ensaiam a cena, trocam de roupa, de máscara, de cenário, de história, de companheiros de arte. Trocam os dias do espetáculo, alteram as apresentações, mas estão sempre ali, encenando...
Não sei se enxergam a vida com a vista borrada ou se mentem tão bem para os outros que a mentira vira verdade até para si mesmo.
E ás vezes, dotadas de zero atrativos: sem beleza, sem talento, sem simpatia, sem grana, sem inteligência, sem verdade e, mesmo assim, acreditam estrelar o papel principal da novela das 21h.
Enganam, mentem, escolhem. E vivem assim: felizes e sorridentes, escrevendo versões falsas da verdade.
Até não me incomodaria ser parte da platéia e assistir de longe. Mas a proximidade me incomoda.
Pior, me engasga.
Como pode haver gente assim? Não sei. Hipocrisia maquiada.
Acreditam estar num palco e que o resto do mundo forma uma imensa platéia, pronta para aplaudir.
Escolhem o personagem, ensaiam a cena, trocam de roupa, de máscara, de cenário, de história, de companheiros de arte. Trocam os dias do espetáculo, alteram as apresentações, mas estão sempre ali, encenando...
Não sei se enxergam a vida com a vista borrada ou se mentem tão bem para os outros que a mentira vira verdade até para si mesmo.
E ás vezes, dotadas de zero atrativos: sem beleza, sem talento, sem simpatia, sem grana, sem inteligência, sem verdade e, mesmo assim, acreditam estrelar o papel principal da novela das 21h.
Enganam, mentem, escolhem. E vivem assim: felizes e sorridentes, escrevendo versões falsas da verdade.
Até não me incomodaria ser parte da platéia e assistir de longe. Mas a proximidade me incomoda.
Pior, me engasga.
Como pode haver gente assim? Não sei. Hipocrisia maquiada.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Reflexão da noite
Eu não sei construir um barco, não sei fazer acrobacias no trapézio.
Não sei botar ovo, não sei um monte de idiomas que se fala pelo mundo.
Não sei trocar pneu, não sei nadar, não sei pilotar avião e tem um montão de tantos outros afazeres que eu nem tenho ideia de como se realiza...
Também não entendo uma porção de notícias que vejo na tv: cotação da bolsa, sobe e desce de economia, não entendo tanta gente se ofendendo e se matando por tão pouco ou quase nada.
Reconheço minha ignorância e a ela me recolho conformada.
Entretanto, ainda tenho redenção: posso aprender idiomas novos, posso aprender a nadar, trocar pneu, posso me esforçar pra fazer mil contas e alcançar o raciocínio matemático econômico, mas nunca vou compreender algumas situações que observo.
Recuso-me a entender como pode uma mãe não conversar com um filho.
Não consigo entender a lógica entre irmãos que não se falam.
Não sei dizer qual o mérito de um filho que rejeita um pai ou de um pai que ignora um filho.
Absurdo pensar que, dentro da família, seio da fraternidade e da compreensão, o ódio e o ressentimento vençam.
Como pode haver substituição de memórias de felicidade e uma vida inteira compartilhada por desprezo e indiferença?
Impossível acreditar que erros não possam ser perdoados, que a mágoa perdure e que o desejo de reconciliação se mantenha adormecido.
Creio também que muitas relações humanas sejam tumultuadas, cheia de desencontros e imperfeições.
Mas pergunto: quem é então perfeito?
Quem pode cobrar do outro 100% de acerto?
Quem nunca agiu precipitadamente, fez uma escolha errada, foi ingrato ou se comportou de forma inadequada?
È fácil ser a palmatória do mundo e determinar o certo e o errado.
Difícil mesmo é se por no lugar do outro e enxergar a história sob outro ângulo...
Nesta quaresma tenho pensado em tantos erros cometidos por mim e tentado melhorar.
Acho triste viver na culpa, mas acredito ser pior ainda não reconhecer-se culpado, tentar por no outro a responsabilidade do que não deu certo.
Pior que fazer escolhas erradas é não poder fazer escolhas. Não ter opção é o máximo da miséria.
È a miséria de oportunidades.
E sabendo, que não se acerta sempre, não seria lógico então pensar em dar uma chance pro outro consertar o que foi quebrado?
Perder a chance do perdão e da reconciliação é também a miséria de oportunidades.
È retirar de si mesmo a chance de acolher o outro, da aproximação.
Cortar esses vínculos é uma espécie de castigo: despedir-se de uma parte de si mesmo um pouco todo dia.
Não sei botar ovo, não sei um monte de idiomas que se fala pelo mundo.
Não sei trocar pneu, não sei nadar, não sei pilotar avião e tem um montão de tantos outros afazeres que eu nem tenho ideia de como se realiza...
Também não entendo uma porção de notícias que vejo na tv: cotação da bolsa, sobe e desce de economia, não entendo tanta gente se ofendendo e se matando por tão pouco ou quase nada.
Reconheço minha ignorância e a ela me recolho conformada.
Entretanto, ainda tenho redenção: posso aprender idiomas novos, posso aprender a nadar, trocar pneu, posso me esforçar pra fazer mil contas e alcançar o raciocínio matemático econômico, mas nunca vou compreender algumas situações que observo.
Recuso-me a entender como pode uma mãe não conversar com um filho.
Não consigo entender a lógica entre irmãos que não se falam.
Não sei dizer qual o mérito de um filho que rejeita um pai ou de um pai que ignora um filho.
Absurdo pensar que, dentro da família, seio da fraternidade e da compreensão, o ódio e o ressentimento vençam.
Como pode haver substituição de memórias de felicidade e uma vida inteira compartilhada por desprezo e indiferença?
Impossível acreditar que erros não possam ser perdoados, que a mágoa perdure e que o desejo de reconciliação se mantenha adormecido.
Creio também que muitas relações humanas sejam tumultuadas, cheia de desencontros e imperfeições.
Mas pergunto: quem é então perfeito?
Quem pode cobrar do outro 100% de acerto?
Quem nunca agiu precipitadamente, fez uma escolha errada, foi ingrato ou se comportou de forma inadequada?
È fácil ser a palmatória do mundo e determinar o certo e o errado.
Difícil mesmo é se por no lugar do outro e enxergar a história sob outro ângulo...
Nesta quaresma tenho pensado em tantos erros cometidos por mim e tentado melhorar.
Acho triste viver na culpa, mas acredito ser pior ainda não reconhecer-se culpado, tentar por no outro a responsabilidade do que não deu certo.
Pior que fazer escolhas erradas é não poder fazer escolhas. Não ter opção é o máximo da miséria.
È a miséria de oportunidades.
E sabendo, que não se acerta sempre, não seria lógico então pensar em dar uma chance pro outro consertar o que foi quebrado?
Perder a chance do perdão e da reconciliação é também a miséria de oportunidades.
È retirar de si mesmo a chance de acolher o outro, da aproximação.
Cortar esses vínculos é uma espécie de castigo: despedir-se de uma parte de si mesmo um pouco todo dia.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Tigre no barco
Viver num barco em pleno oceano Pacífico, dividindo espaço com um tigre, após um naufrágio.
Após todas as perdas possíveis, ainda ter que se manter alerta pra não ser devorado;
alimentar o inimigo para se manter vivo; descobrir formas de encontrar esperança mesmo quando tudo parece estar perdido.
E perceber que Deus está perto, velando, conduzindo tudo, mesmo quando a situação parece não ter mais jeito. Quando a ruína está muito próxima e o fim, inevitável, descobrir que tudo foi planejado para que o êxito acontecesse, logo ali mais a frente.
Que o perigo pode ser proteção, que o desespero pode ser segurança, que a angústia pode ser a esperança.
Tudo foi um filme- lindo- diga-se de passagem- mas tenho tentado incluir essas observações nos meus dias desde então.
Tudo tem se apresentado meio cinzento e nublado.
Esperando a tempestade passar e o céu azul aparecer novamente.
Não tenho compreendido as situações, as provações.
Perdida entre minhas escolhas e as escolhas dos outros.
Precisando muito de uma luz para saber o que fazer e como agir.
Barco a deriva no meio do Pacífico.
E o próprio tigre acho que sou eu...
Após todas as perdas possíveis, ainda ter que se manter alerta pra não ser devorado;
alimentar o inimigo para se manter vivo; descobrir formas de encontrar esperança mesmo quando tudo parece estar perdido.
E perceber que Deus está perto, velando, conduzindo tudo, mesmo quando a situação parece não ter mais jeito. Quando a ruína está muito próxima e o fim, inevitável, descobrir que tudo foi planejado para que o êxito acontecesse, logo ali mais a frente.
Que o perigo pode ser proteção, que o desespero pode ser segurança, que a angústia pode ser a esperança.
Tudo foi um filme- lindo- diga-se de passagem- mas tenho tentado incluir essas observações nos meus dias desde então.
Tudo tem se apresentado meio cinzento e nublado.
Esperando a tempestade passar e o céu azul aparecer novamente.
Não tenho compreendido as situações, as provações.
Perdida entre minhas escolhas e as escolhas dos outros.
Precisando muito de uma luz para saber o que fazer e como agir.
Barco a deriva no meio do Pacífico.
E o próprio tigre acho que sou eu...
domingo, 6 de janeiro de 2013
Pecilotérmica
Sofro muito com o frio. E com o calor também!
Fica difícil ser pecilotérmica...
Lembra dos animais pecilotérmicos? Aqueles de sangue frio?
Pois é. Acho que me enquadro perfeitamente no conceito!
Morro de frio no frio e derreto no calor!
Qualquer variação de temperatura faz com que meu controle térmico siga para o brejo...
Algumas horinhas no ar condicionado são capazes de eriçar os pelos do braço.
Alguns minutinhos sob o sol e lá estou eu, me esvaindo em suor, de uma forma como poucos conseguem.
Sei que as piadinhas vão surgir: cobras e lagartos são assim mesmo!
Mas os peixes e alguns insetos também são pecilotérmicos. Não precisa ser serpente para conseguir o título!
Hoje mesmo me vi desidratando na praia, apesar de toda água ingerida.
E me lembro, de forma doída, o vento cortante e frio do inverno argentino e do outono europeu, apesar das inúmeras roupas sobrepostas e do casaco grosso...
Olhar pro resto do mundo e perceber que todos estão sem casaco e só você treme de frio, ou então, ver que o calor castiga todo mundo, mas só você se transforma em líquido...
E não há filtro solar que dê jeito!
Projeto verão 2013: não derreter. Por que o inverno por aqui, se a mãe natureza não discordar, não costuma ser assim, tão rigoroso!
Fica difícil ser pecilotérmica...
Lembra dos animais pecilotérmicos? Aqueles de sangue frio?
Pois é. Acho que me enquadro perfeitamente no conceito!
Morro de frio no frio e derreto no calor!
Qualquer variação de temperatura faz com que meu controle térmico siga para o brejo...
Algumas horinhas no ar condicionado são capazes de eriçar os pelos do braço.
Alguns minutinhos sob o sol e lá estou eu, me esvaindo em suor, de uma forma como poucos conseguem.
Sei que as piadinhas vão surgir: cobras e lagartos são assim mesmo!
Mas os peixes e alguns insetos também são pecilotérmicos. Não precisa ser serpente para conseguir o título!
Hoje mesmo me vi desidratando na praia, apesar de toda água ingerida.
E me lembro, de forma doída, o vento cortante e frio do inverno argentino e do outono europeu, apesar das inúmeras roupas sobrepostas e do casaco grosso...
Olhar pro resto do mundo e perceber que todos estão sem casaco e só você treme de frio, ou então, ver que o calor castiga todo mundo, mas só você se transforma em líquido...
E não há filtro solar que dê jeito!
Projeto verão 2013: não derreter. Por que o inverno por aqui, se a mãe natureza não discordar, não costuma ser assim, tão rigoroso!
domingo, 16 de dezembro de 2012
Carta para ninguém
Oi!
Tudo bem?
Desculpe a demora, mas ando desanimada...
Para escrever é necessário inspiração e ela fugiu por esses tempos...
Tem sido difícil encontrá-la por essas bandas.
Continuo comigo. Sempre. Boa companhia, eu sei.
Mas nem sempre me basto. È bom ser importante para o outro também.
E continuar comigo por mais muito tempo pode não ser assim tão legal...
O tempo é muito ligeiro. Pode ser que eu não consiga modificar este aspecto...
Envelhecer sozinha deve ser muito triste...
Continuo atrasada, sem lugar, sem assunto, sem aceitação.
Talvez por isso tenha preferido a mim mesma.
Difícil rir para agradar quando não se vê motivo para isto.
As pessoas vivem de aparências, fazem maquiagem para fingir alegrias, sucesso e dinheiro.
Mentira pura! No fundo dos olhos delas está escondido um rio de lágrimas e estas não são de felicidade...
Desfiz de muitas horas de trabalho. Tem sobrado um tempo livre. Só não tenho para quem dispensar, além de mim. Estranho, porque por muito tempo fui oprimida por uma carga horária excruciante, que me podava e me tirava do convívio, das festas e viagens e, agora, que consegui me desvencilhar de algumas delas, não tenho mais com o quê me ocupar... Vai entender?
Tenho pensado muito também na fugacidade da vida. Principalmente nos planos e projetos que eu tenho em mente, mas só Deus mesmo é quem sabe se vão se concretizar... Decidi não me preocupar. Por hora.
Continuo amando. Um amor doido e desvalido, sem pretensão de acontecer. È complicado esperar sentimento do outro. Entender o que passa no pensamento de alguém é difícil, imagina então perscrutar o coração? Mas todo amor é lindo. E este, continua assim: lindo e indefinido!
Continuo esperando. A fé é meu combustível. Sem ela não valeria sair da cama todos os dias, nem gastar tempo e conhecimento tentando resolver a vida alheia.
Tentando sempre ser melhor. Muito ainda para aprimorar, mas de pouco a pouco, vou aprendendo.
A família vai bem- com pequenos problemas, desentendimentos leves e muita, muita risada, como toda família deve ser.
Aguardo notícias suas. Mande abraço para os seus!
Espero que a vida lhe seja leve.
Fechando etapas
Fechando etapas: todo final de ano é assim.
A gente fecha as contas, faz balanços, olha para trás com saudade, tristeza ou até alívio mesmo.
O que não muda é o sentimento de momento concluído.
Muitas propostas não consegui terminar. Outros projetos ainda estão em andamento.
Algumas metas, ainda guardadas na cabeça, sendo amadurecidas lentamente, quem sabe para o ano que vem? Outras se perderam no caminho. Mostraram-se confusas, sem muita lógica, ficaram no ar...
Ano pesado de trabalho árduo...
Vi crises que nunca esperei presenciar, partidas que não esperava assistir, reencontros que eu jurava não mais ter chances de acontecer.
Passeei, vi um mundo de beleza fria e não menos encantador que aqui.
Tanta gente, tantas cores, tantas línguas...
O mundo é tão grande e os problemas das pessoas tão maiores que as nossas mazelas mínimas!
Só Deus mesmo pode acudir essa imensidão.
Foi o ano que me enxerguei pequena. Diante dos desafios, da impotência perante aquilo que não pude modificar, do desejo do outro, dos impasses da vida, das escolhas nem sempre bem sucedidas que fiz.
Pequena na solidão infinita, nas lacunas imensas que a gente cria sem perceber...
Saldo sempre positivo, pois estar vivo é mesmo uma dádiva!
Fechando etapas e já listando os afazeres para o mês que vem- que já é também ano novo!
A rapidez de tudo é o que mais me espanta.
A gente fecha as contas, faz balanços, olha para trás com saudade, tristeza ou até alívio mesmo.
O que não muda é o sentimento de momento concluído.
Muitas propostas não consegui terminar. Outros projetos ainda estão em andamento.
Algumas metas, ainda guardadas na cabeça, sendo amadurecidas lentamente, quem sabe para o ano que vem? Outras se perderam no caminho. Mostraram-se confusas, sem muita lógica, ficaram no ar...
Ano pesado de trabalho árduo...
Vi crises que nunca esperei presenciar, partidas que não esperava assistir, reencontros que eu jurava não mais ter chances de acontecer.
Passeei, vi um mundo de beleza fria e não menos encantador que aqui.
Tanta gente, tantas cores, tantas línguas...
O mundo é tão grande e os problemas das pessoas tão maiores que as nossas mazelas mínimas!
Só Deus mesmo pode acudir essa imensidão.
Foi o ano que me enxerguei pequena. Diante dos desafios, da impotência perante aquilo que não pude modificar, do desejo do outro, dos impasses da vida, das escolhas nem sempre bem sucedidas que fiz.
Pequena na solidão infinita, nas lacunas imensas que a gente cria sem perceber...
Saldo sempre positivo, pois estar vivo é mesmo uma dádiva!
Fechando etapas e já listando os afazeres para o mês que vem- que já é também ano novo!
A rapidez de tudo é o que mais me espanta.
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