Colibri que passa de flor em flor ao sabor do vento...
Não me peça pra pousar, porque não conseguirei.
O céu é minha casa e o espaço é meu território.
Preciso do ar no rosto pra espalhar meu canto.
Não há como me querer em uma gaiola.
Preciso de janela aberta pra sentir o chamado...
Não há como exigir particularidade: vou aonde houver flores.
Onde existir néctar, onde couber minhas asas e meu som.
Não espere visitas diárias: eu escapo do controle.
Não deseje a ave só pra você. Ela faz parte do todo.
Ela é inseparável do ar.
Passarinho voa se a aproximação é grande.
Procura o alto se quiserem lhe manter entre as mãos.
A beleza do vôo está na liberdade.
A liberdade é quem determina o caminho a voar.
Causa e consequência.
Não haverá felicidade em asas presas.
O futuro não existe sem o vôo do presente.
Para todos os assuntos que motivem conhecimento, reflexão, curiosidade e diversão. Escrever sem preocupações...
quarta-feira, 16 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Pós-plantão
Dói o pescoço, a garganta, o dorso.
Mas a sensação é de dever cumprido.
Noite e dia compridos, mas bem findados.
Acredito que trago comigo a capacidade de fazer o bem
mesmo que o corpo padeça pelo excesso...
Peço apenas um pouco mais de coragem
E um tanto mais de vontade
Para que não desmorone com o tempo
a sensação de que tudo foi resolvido.
Não tenho super poderes
Nem capa que promova o vôo
Tampouco asas ou força descomunal.
Só o sentimento de que posso ajudar um pouco.
E depois, a dor e desconforto
cedem ao cansaço gostoso, aquele que o corpo pesa
e os olhos cerram pedindo repouso.
Só isso basta para valer.
Mas a sensação é de dever cumprido.
Noite e dia compridos, mas bem findados.
Acredito que trago comigo a capacidade de fazer o bem
mesmo que o corpo padeça pelo excesso...
Peço apenas um pouco mais de coragem
E um tanto mais de vontade
Para que não desmorone com o tempo
a sensação de que tudo foi resolvido.
Não tenho super poderes
Nem capa que promova o vôo
Tampouco asas ou força descomunal.
Só o sentimento de que posso ajudar um pouco.
E depois, a dor e desconforto
cedem ao cansaço gostoso, aquele que o corpo pesa
e os olhos cerram pedindo repouso.
Só isso basta para valer.
domingo, 13 de junho de 2010
Paz de espírito
Estar em paz consigo é a mais bela forma de felicidade.
Tranquilidade, serenidade
Viver sem alarde, sem alarmes
Experimentar calmamente a evolução lenta, porém breve dos momentos
Boas conversas, boa companhia
Sono tranquilo, trabalho produtivo
Há prazos e datas
Mas a mente consegue estabelecer as metas
Mesmo se houver atrasos, há também recuperação do tempo
Faz tempo que procuro esta estabilidade
Procuro por sossego e paz de espírito
Chega enfim o momento...
Tranquilidade, serenidade
Viver sem alarde, sem alarmes
Experimentar calmamente a evolução lenta, porém breve dos momentos
Boas conversas, boa companhia
Sono tranquilo, trabalho produtivo
Há prazos e datas
Mas a mente consegue estabelecer as metas
Mesmo se houver atrasos, há também recuperação do tempo
Faz tempo que procuro esta estabilidade
Procuro por sossego e paz de espírito
Chega enfim o momento...
sábado, 12 de junho de 2010
Para Victor
Ilustríssimo cavalheiro,
Sorte imensa desta dama encontrar tanta nobreza
Diante de tanta discórdia e desavença
Deparo-me com alguém de alma rica e espírito corajoso.
De novo começo a crer que algo de precioso a mim está reservado.
Espero, ao seu lado, desfrutar de grandiosos momentos
Simples, mas intensos, cheios do que há de mais puro e genuíno no mundo.
Entrego-te a peça delicada que trago no peito
que sutilmente, ao lembrar-me de ti, atrapalha-me o pensamento
Peço que cuide dela ao seu jeito
Que zele por ela e a proteja.
Com certeza, sei que se encontra em mãos cuidadosas.
Acredito que será bem guardada e protegida
em seus pensamentos, em seus braços, em sua vida.
Agradeço-te a sorte que a vida a mim oferece.
Sorte imensa desta dama encontrar tanta nobreza
Diante de tanta discórdia e desavença
Deparo-me com alguém de alma rica e espírito corajoso.
De novo começo a crer que algo de precioso a mim está reservado.
Espero, ao seu lado, desfrutar de grandiosos momentos
Simples, mas intensos, cheios do que há de mais puro e genuíno no mundo.
Entrego-te a peça delicada que trago no peito
que sutilmente, ao lembrar-me de ti, atrapalha-me o pensamento
Peço que cuide dela ao seu jeito
Que zele por ela e a proteja.
Com certeza, sei que se encontra em mãos cuidadosas.
Acredito que será bem guardada e protegida
em seus pensamentos, em seus braços, em sua vida.
Agradeço-te a sorte que a vida a mim oferece.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Herança
Recebi uma herança.
Está nos traços do meu rosto.
Está no escuro do meu olho.
Está no meu modo de falar.
Traço genético imperfeito: é meu jeito de dizer e de pensar.
Não pude determinar qual meu tamanho.
Mas posso definir a dimensão do meu sonho.
Não pude escolher o sorriso que tenho.
Apenas determino onde e como vou sorrir.
Se de dentro pra fora ou de fora pra dentro.
Não optei pela cor que o sol queima
Nem pelas efélides que mancham meu nariz.
Mas escolho aonde ele aponta.
E faço as contas de como ser feliz mesmo assim.
Apenas aceitei a herança.
De não saber onde se pisa.
De ver de perto as pessoas
E me divertir com elas.
Escolhi a herança que pretendo deixar:
Um cheiro de chuva caindo na terra seca,
Uma saudade, uma suspeita
Um abraço forte e um aceno fraco
Uma gargalhada que se ouve longe
Um enigma pra alguém advinhar.
Está nos traços do meu rosto.
Está no escuro do meu olho.
Está no meu modo de falar.
Traço genético imperfeito: é meu jeito de dizer e de pensar.
Não pude determinar qual meu tamanho.
Mas posso definir a dimensão do meu sonho.
Não pude escolher o sorriso que tenho.
Apenas determino onde e como vou sorrir.
Se de dentro pra fora ou de fora pra dentro.
Não optei pela cor que o sol queima
Nem pelas efélides que mancham meu nariz.
Mas escolho aonde ele aponta.
E faço as contas de como ser feliz mesmo assim.
Apenas aceitei a herança.
De não saber onde se pisa.
De ver de perto as pessoas
E me divertir com elas.
Escolhi a herança que pretendo deixar:
Um cheiro de chuva caindo na terra seca,
Uma saudade, uma suspeita
Um abraço forte e um aceno fraco
Uma gargalhada que se ouve longe
Um enigma pra alguém advinhar.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Para os meus amigos
Ah, os amigos...
São pequenas contas de um colar valiosíssimo.
Entretanto, se não estiverem unidas, não dão forma ao adereço
Perdem seu preço e o colar não existe mais.
São irmãos e primos que nos permitimos escolher.
Não comungam de laços de sangue; são enovelados de laços de vidas.
São pequenos grãos de areia que formam grandes dunas.
São colagens de figuras que ilustram o álbum da existência.
São convites de festa.
São ingressos pro nada.
Amigos são almoço e jantar da alma.
Sobremesa do espírito e deleite pro repouso.
São abraços de pai e de mãe camuflados.
Sem o peso das cobranças, sem o olhar que condena ou que pune.
È passagem pra Terra do Nunca.
Com retorno pra Terra do sempre: sempre presente, sempre do lado, constante confidente, cúmplice e conivente.
São brinquedos que sonhamos em ganhar.
E que jamais esqueceremos na estante.
São sorrisos e olhares, gargalhadas e lágrimas que transformam a nossa face.
E há quem ache que nunca mais seremos os mesmos depois de experimentar tão grande segredo: ser você no outro que é ele mesmo em você.
São pequenas contas de um colar valiosíssimo.
Entretanto, se não estiverem unidas, não dão forma ao adereço
Perdem seu preço e o colar não existe mais.
São irmãos e primos que nos permitimos escolher.
Não comungam de laços de sangue; são enovelados de laços de vidas.
São pequenos grãos de areia que formam grandes dunas.
São colagens de figuras que ilustram o álbum da existência.
São convites de festa.
São ingressos pro nada.
Amigos são almoço e jantar da alma.
Sobremesa do espírito e deleite pro repouso.
São abraços de pai e de mãe camuflados.
Sem o peso das cobranças, sem o olhar que condena ou que pune.
È passagem pra Terra do Nunca.
Com retorno pra Terra do sempre: sempre presente, sempre do lado, constante confidente, cúmplice e conivente.
São brinquedos que sonhamos em ganhar.
E que jamais esqueceremos na estante.
São sorrisos e olhares, gargalhadas e lágrimas que transformam a nossa face.
E há quem ache que nunca mais seremos os mesmos depois de experimentar tão grande segredo: ser você no outro que é ele mesmo em você.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Lá vem a Copa!
Ninguém mais pensa em eleição, nos valores altos dos impostos, no preço do combustível, na crise, na violência urbana, nas enchentes e corrupções.
È ano de copa! O que mais importa?
Os acontecimentos vão sofrer uma pausa.
Nada atinge os jogos do mundo!
Tudo vira inspiração: roupas, adereços, varandas e carros com bandeiras.
A bandeira nacional nunca é tão usada como nesta época!
Depois, volta a ser pano de chão.
È ano de copa! O que mais importa?
Os acontecimentos vão sofrer uma pausa.
Nada atinge os jogos do mundo!
Tudo vira inspiração: roupas, adereços, varandas e carros com bandeiras.
A bandeira nacional nunca é tão usada como nesta época!
Depois, volta a ser pano de chão.
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