segunda-feira, 7 de junho de 2010

Para os meus amigos

Ah, os amigos...
São pequenas contas de um colar valiosíssimo.
Entretanto, se não estiverem unidas, não dão forma ao adereço
Perdem seu preço e o colar não existe mais.
São irmãos e primos que nos permitimos escolher.
Não comungam de laços de sangue; são enovelados de laços de vidas.
São pequenos grãos de areia que formam grandes dunas.
São colagens de figuras que ilustram o álbum da existência.
São convites de festa.
São ingressos pro nada.
Amigos são almoço e jantar da alma.
Sobremesa do espírito e deleite pro repouso.
São abraços de pai e de mãe camuflados.
Sem o peso das cobranças, sem o olhar que condena ou que pune.
È passagem pra Terra do Nunca.
Com retorno pra Terra do sempre: sempre presente, sempre do lado, constante confidente, cúmplice e conivente.
São brinquedos que sonhamos em ganhar.
E que jamais esqueceremos na estante.
São sorrisos e olhares, gargalhadas e lágrimas que transformam a nossa face.
E há quem ache que nunca mais seremos os mesmos depois de experimentar tão grande segredo: ser você no outro que é ele mesmo em você.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Lá vem a Copa!

Ninguém mais pensa em eleição, nos valores altos dos impostos, no preço do combustível, na crise, na violência urbana, nas enchentes e corrupções.
È ano de copa! O que mais importa?
Os acontecimentos vão sofrer uma pausa.
Nada atinge os jogos do mundo!
Tudo vira inspiração: roupas, adereços, varandas e carros com bandeiras.
A bandeira nacional nunca é tão usada como nesta época!
Depois, volta a ser pano de chão.

sábado, 29 de maio de 2010

Oração

Ouve a prece de um filho
Que pede sua intercessão divina
Escuta, ouve e ensina
O caminho seguro, a escolha definitiva
Tenho pedido muitas vezes
Mas não consigo compreender seus desígnios...
Abre o coração e me acolhe
Aceita-me em seus braços tão ternos
Faz-me de novo pequeno
E soluciona o que não sei resolver...
Meu peito se encolhe
Tenho medos e angústias
Sei que pode em meu nome
Pedir a Ele por mim.
Ajuda-me a entender o que me espera
Protege-me com teu manto materno
Escuta quando rogo teu zelo
Não me entregue nas mãos do destino
Sou teu filho pequenino
Ainda preciso do teu colo
Careço de tua proteção
Não me abandone
Chame meu nome
Quando for me acordar
Eu saberei quem me desperta
Revele em meus sonhos as respostas
Por que conselhos de mãe
São sempre bem-vindos
Abranda o sofrimento
Acalenta e enxuga o pranto
Elevo a ti o meu canto
Em agradecimento
Por tão grande amor
Com carinho me prepara
para luta e a dificuldade
Sem alarde me faz forte como foste
Esteja comigo sempre
E hoje, apenas escute esta minha oração.

Reciclagem

Onde posso guardar o que extravasa?
Onde pouparei o que extrapola?
Esta pequena grande mola de engrenagem do mundo me emperra.
Quero outro planeta pra viver que não seja a Terra.
Quero outras possibilidades que não estas.
Onde desprezo o que trago comigo?
Onde escondo o que salta aos olhos de todos?
Minto pra mim, fingindo estar tudo traquilo, quando bem sei que aquilo que me incomoda ainda está lá, fincado, como um espinho no dedo de quem colhe a flor.
E a ferida dói bastante, por que o sangue estancado não mais vaza, mas a lembrança da dor ainda existe e a cicatriz do momento permanece por longo tempo...
O que faço com tudo o que mantenho guardado?
Jogo fora? Viro pro lado e ofereço pra quem passar?
Onde posso despejar carga tão preciosa?
Um pedaço de mim tem que ir embora, mas não sei ainda como deixar partir.
Preciso me reciclar...
Transformar resíduo em arte, azar em sorte, transtrono em felicidade, sono em vigília, tristeza em alegria, passado em velhas lembranças, sentido em não mais sentir...

Por quê?

Gostaria de entender...
Só um pouquinho já bastaria.
Tanta gente precisando de abrigo e tanto espaço sem ter quem abrigar.
Tanta gente precisando de afeto e o desafeto se alastrando sem parar.
Tanta gente precisando de saúde e o desperdício de quem a tem sem sequer notar.
Tanta gente desejando um bom emprego enquanto muitos do trabalho vivem a reclamar.
Como dormir sem pesadelos com as grades e portas trancadas pelo medo?
Como estender a mão, se a porta não se abre?
Como pode escolher alguém pra si, se não é a pessoa certa pra se dar?
Como compreender o momento certo de parar?
Como entender que a chance foi embora e o que resta agora é outra história pra contar?
Tanta frase solta sem sentido e meu ouvido atento tentando decifrar.
Tanta raiva e tanto ódio reprimidos, tentando louamente escapar.
Por que tantas perguntas sem respostas, se a lição de casa é feita todo dia?
Por que tantos dias sem lembrança, sem memória numa mente tão vazia?
Por que o esquecimento não se assenta e esta tormenta afasta rapidamente de mim?
Tanto esforço sem recompensa, tanta tristeza imensa.
Por que tanta história sem fim?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Pensando...

Ainda não sei se foi mera coincidência ou se realmente havia mensagem oculta nos últimos acontecimentos.
Lembra da previsão do texto anterior? Pois é.
Pode ser sexto ou sétimo sentido mesmo; ou então, o poder do banho...
Quem sabe não foi tudo junto ao mesmo tempo?
Foi quase no fim. E ainda tem mais pra acontecer.
Apelei para o que resolvesse.
Falta a última cartada. Literalmente.
Quero a resposta. Agrade ou não. Acredite ou não.
Coincidência ou predestinação, agora não importa.
Sei é que me fez mais leve.
E eu precisava de menos peso pra flutuar.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Boas notícias

Algo me diz que será em breve.
Logo, logo trarei boas notícias.
Já é hora de se cumprir a profecia.
O período de colheitas chegou.
A comemoração do alvará de soltura demorou, mas está em vias de concretização.
Período de mudanças que seguem, mas de bom augúrio.
Talvez alguns dias apenas pra que tudo se resolva.
Novo tempo. Novos planos.
Banho de bons fluidos, ervas aromáticas.
Adivinhações, bom presságio, sexto sentido.
Intuição aguçada, sensação de acerto.
Mudança de ventos.
O tempo de espera começa a acabar.