Sempre percebi a diferença que trazia comigo.
O encaixe nunca foi perfeito.
O filho do meio, diferente dos outros extremos;
Não parecido com o pai e nem com a mãe;
Não pertencente á família de nenhum dos lados.
Sem afinidade, sem assuntos em comum.
Amigos de idade diferente, gosto e costumes não condizentes á minha época.
Séria demais para ser divertida.
Nova demais para tanta responsabilidade.
Boa demais pra errar.
Certa demais pra se irritar ou se rebelar.
Sempre disposta: a um favor, a um pedido.
Sempre sozinha, em qualquer época do ano.
Mesmo acompanhada, sempre sozinha, de alma vazia.
Sempre soube que não fazia parte deste mundo: não poderia mesmo fazer parte de tanta tristeza, tragédia e injustiças.
Não sou injusta. Nunca fui. E não concordo com tanta atrocidade que observo e assisto.
Nunca me senti completa. Falta alguma coisa.
Falta o elo de ligação com o mundo.
Eu não sou daqui. Sei disso.
Mas ainda não descobri de onde eu vim.
Para todos os assuntos que motivem conhecimento, reflexão, curiosidade e diversão. Escrever sem preocupações...
terça-feira, 4 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Retorno
Fim das férias e volta á labuta!
Mais uma vez a vida segue por caminhos incompreensíveis.
Grito de um lado, me responde o silêncio de outro.
E ainda acredito que a falta de resposta já é uma resposta.
Nova proposta, outros projetos.
Em breve outro vento de mudança.
Não sei pra onde.
Insisto em coisas impossíveis, acredito no improvável, esqueço que quase sempre não controlamos o destino.
Destino?
Não sei nem se existe de verdade. Juro!
Às vezes acho que caminhamos sem rumo, porque não existe destino.
Por isso nos perdemos e nunca mais nos encontramos.
Continuo gritando, a espera de respostas.
E mudo de rota cada vez que percebo que não era bem assim que eu queria passear.
Um dia acerto: páro de inventar férias, desisto de alguns planos, esqueço algumas pessoas e finjo fazer parte deste mundo.
A verdade é que eu não sou daqui... Tento me camuflar entre os mortais.
Mais a falta de destino só comprova que o meu caminho é fora desta rota.
Mais uma vez a vida segue por caminhos incompreensíveis.
Grito de um lado, me responde o silêncio de outro.
E ainda acredito que a falta de resposta já é uma resposta.
Nova proposta, outros projetos.
Em breve outro vento de mudança.
Não sei pra onde.
Insisto em coisas impossíveis, acredito no improvável, esqueço que quase sempre não controlamos o destino.
Destino?
Não sei nem se existe de verdade. Juro!
Às vezes acho que caminhamos sem rumo, porque não existe destino.
Por isso nos perdemos e nunca mais nos encontramos.
Continuo gritando, a espera de respostas.
E mudo de rota cada vez que percebo que não era bem assim que eu queria passear.
Um dia acerto: páro de inventar férias, desisto de alguns planos, esqueço algumas pessoas e finjo fazer parte deste mundo.
A verdade é que eu não sou daqui... Tento me camuflar entre os mortais.
Mais a falta de destino só comprova que o meu caminho é fora desta rota.
domingo, 25 de abril de 2010
Terapia
Isto aqui é melhor que qualquer tratamento.
Mais barato que a consulta e que a loja feminina.
O tempo, administro da forma como quiser.
Não preciso agendar data nem hora.
Não precisa de recibo.
Não vai pra declaração também.
Não me desloco, nem uso automóvel, não tenho gastos com combustível, não me estresso com o flanelinha.
Não preciso procurar meu tamanho, nem definir a cor...
Não aperta o pé, nem fica largo na cintura!
Continuo contando segredos e analisando a vida, de perto e de longe.
Mas de um jeito muito mais tranquilo.
Melhor terapia não há.
Mais barato que a consulta e que a loja feminina.
O tempo, administro da forma como quiser.
Não preciso agendar data nem hora.
Não precisa de recibo.
Não vai pra declaração também.
Não me desloco, nem uso automóvel, não tenho gastos com combustível, não me estresso com o flanelinha.
Não preciso procurar meu tamanho, nem definir a cor...
Não aperta o pé, nem fica largo na cintura!
Continuo contando segredos e analisando a vida, de perto e de longe.
Mas de um jeito muito mais tranquilo.
Melhor terapia não há.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Sinal
Quero uma chave para abrir o cadeado.
Romper com os grilhões que aprisionam.
O coração triturado na máquina de moer carne.
As costelas quebradas pelo forte pisão.
Fraturado por dentro, sorrindo por fora.
E agora?
Onde está o sinal pedido?
Onde está o tempo perdido?
Onde eu me deixei e me esqueci de me buscar?
Onde está a resposta?
Qual a contra-proposta?
Quem preparou a armadilha?
Quem fechou a saída?
Quem me trancou aí dentro?
Onde deixei meu silêncio?
Cadê minha voz pra gritar?
Onde enterrei o passado?
Quero muito abrir meu presente.
O futuro? Ainda é ausente.
Por favor, um pequeno sinal.
Romper com os grilhões que aprisionam.
O coração triturado na máquina de moer carne.
As costelas quebradas pelo forte pisão.
Fraturado por dentro, sorrindo por fora.
E agora?
Onde está o sinal pedido?
Onde está o tempo perdido?
Onde eu me deixei e me esqueci de me buscar?
Onde está a resposta?
Qual a contra-proposta?
Quem preparou a armadilha?
Quem fechou a saída?
Quem me trancou aí dentro?
Onde deixei meu silêncio?
Cadê minha voz pra gritar?
Onde enterrei o passado?
Quero muito abrir meu presente.
O futuro? Ainda é ausente.
Por favor, um pequeno sinal.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Fim de semana inventado
Para mim, a semana termina hoje.
Amanhã e depois já e fim de semana.
Trabalhei em dois dias o suficiente que se cansa em uma semana inteira, repleta de atividades.
E depois do fim de semana criado por mim, haverá apenas mais um dia de trabalho, que se converterá em meio, e depois, outro fim de semana me espera.
Determinei que este mês a "planta gigante" não me vê.
Mês que vem penso no assunto, com carinho e muita, muita ponderação.
Pessoas me deixam cansada.
E me obrigam a inventar um fim de semana no meio da semana pra me restaurar.
Só com um bom alongamento é que pude garantir a semana de dois dias.
Porque se não fosse esticada á força, estaria enovelada no sofá, escondida do mundo, fingindo fazer parte da mobília...
Ainda tenho encontro marcado com o Leão...
Descanso trabalhoso e empobrecedor!
Amanhã e depois já e fim de semana.
Trabalhei em dois dias o suficiente que se cansa em uma semana inteira, repleta de atividades.
E depois do fim de semana criado por mim, haverá apenas mais um dia de trabalho, que se converterá em meio, e depois, outro fim de semana me espera.
Determinei que este mês a "planta gigante" não me vê.
Mês que vem penso no assunto, com carinho e muita, muita ponderação.
Pessoas me deixam cansada.
E me obrigam a inventar um fim de semana no meio da semana pra me restaurar.
Só com um bom alongamento é que pude garantir a semana de dois dias.
Porque se não fosse esticada á força, estaria enovelada no sofá, escondida do mundo, fingindo fazer parte da mobília...
Ainda tenho encontro marcado com o Leão...
Descanso trabalhoso e empobrecedor!
sábado, 17 de abril de 2010
Palpitações
Acordo assustada com o chamado.
Imagino que queira conversar.
Não consigo compreender o que tenta me dizer, mas escuto silenciosamente.
Conto, analiso e o sono vai me chamando novamente.
Já não o ouço mais.
O barulho vai sumindo lentamente.
Outra vez, me convida durante o dia.
Páro o que faço e percebo: é ele mesmo, buscando atenção.
Às vezes me preocupo. N'outras, acho graça.
Se é o preço que pago para me sentir feliz, estou custeando o fato.
Por enquanto, sem questionamentos.
Pode ser imaginação minha também.
Afinal, os números não apontam irregularidades. Por isso, me acalmo.
Estou viva! È o que importa.
Ele chama por alguns nomes, quando no silêncio estamos a conversar.
Já disse para ter paciência: o tempo resolve as questões.
Geralmente, com melhorias importantes.
Estamos aguardando.
Cautelosamente.
Imagino que queira conversar.
Não consigo compreender o que tenta me dizer, mas escuto silenciosamente.
Conto, analiso e o sono vai me chamando novamente.
Já não o ouço mais.
O barulho vai sumindo lentamente.
Outra vez, me convida durante o dia.
Páro o que faço e percebo: é ele mesmo, buscando atenção.
Às vezes me preocupo. N'outras, acho graça.
Se é o preço que pago para me sentir feliz, estou custeando o fato.
Por enquanto, sem questionamentos.
Pode ser imaginação minha também.
Afinal, os números não apontam irregularidades. Por isso, me acalmo.
Estou viva! È o que importa.
Ele chama por alguns nomes, quando no silêncio estamos a conversar.
Já disse para ter paciência: o tempo resolve as questões.
Geralmente, com melhorias importantes.
Estamos aguardando.
Cautelosamente.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Feliz aniversário II
Lembro-me da nossa infância: do balanço de metal vermelho - pintado de azul depois que você nasceu - que a gente transformava em coletivo ou em vagão de estrada de ferro... E passava horas viajando, sem sair do lugar.
O varal, no meio do quintal, que virava a rede das nossas partidas de vôlei; a bicicleta vermelha, bem pequena, que a gente fazia de táxi; nossas partidas de futebol no terreiro, de bolinha de gude na varanda, nossa competição de natação com as minhocas de goiaba no tanque...
Lembro-me ainda de você querendo ensinar o Ken a lutar artes marciais a qualquer custo e eu querendo casar minhas chuquinhas com os seus bonecos do Comando em Ação... Lembra de como a gente transformava o sofá em automóvel, usando o pino de boliche como marcha e o descanso de panela como volante?
Parece que foi ontem!
A gente sempre se divertiu juntos e, desde cedo, percebi que você era ótima companhia.
Sorte minha! Aproveitei a infância, a adolescência e ainda usurpo a vida adulta.
Agora, são as tardes no sofá rindo e vendo tv. Ou então, comendo pipoca e assistindo aos filmes- que nunca quero ver, mas que me deixo convencer de que valem a pena.
Insiste em achar que é a "ovelha negra" da família, quando na verdade é um dócil cordeiro, ariano teimoso, de muitos rompantes.
Menino de alma nobre e coração bondoso: bom filho, aluno inteligente, amigo engraçado, tio divertido, ótimo irmão.
Às vezes, precisa de um incentivo inicial pra vencer a inércia. Mas depois do movimento acontecendo, segue seu ritmo, assume seu curso.
Sempre talentoso e criativo.
Em breve vai receber a recompensa pelo seu trabalho.
Precisa apenas de espaço pra se mostrar grande como é de verdade.
Vai, meu irmão! Voa longe!
Você pode mais do que imagina!
Vai, meu irmãozinho!
O mundo espera por você.
O varal, no meio do quintal, que virava a rede das nossas partidas de vôlei; a bicicleta vermelha, bem pequena, que a gente fazia de táxi; nossas partidas de futebol no terreiro, de bolinha de gude na varanda, nossa competição de natação com as minhocas de goiaba no tanque...
Lembro-me ainda de você querendo ensinar o Ken a lutar artes marciais a qualquer custo e eu querendo casar minhas chuquinhas com os seus bonecos do Comando em Ação... Lembra de como a gente transformava o sofá em automóvel, usando o pino de boliche como marcha e o descanso de panela como volante?
Parece que foi ontem!
A gente sempre se divertiu juntos e, desde cedo, percebi que você era ótima companhia.
Sorte minha! Aproveitei a infância, a adolescência e ainda usurpo a vida adulta.
Agora, são as tardes no sofá rindo e vendo tv. Ou então, comendo pipoca e assistindo aos filmes- que nunca quero ver, mas que me deixo convencer de que valem a pena.
Insiste em achar que é a "ovelha negra" da família, quando na verdade é um dócil cordeiro, ariano teimoso, de muitos rompantes.
Menino de alma nobre e coração bondoso: bom filho, aluno inteligente, amigo engraçado, tio divertido, ótimo irmão.
Às vezes, precisa de um incentivo inicial pra vencer a inércia. Mas depois do movimento acontecendo, segue seu ritmo, assume seu curso.
Sempre talentoso e criativo.
Em breve vai receber a recompensa pelo seu trabalho.
Precisa apenas de espaço pra se mostrar grande como é de verdade.
Vai, meu irmão! Voa longe!
Você pode mais do que imagina!
Vai, meu irmãozinho!
O mundo espera por você.
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