Estou mais leve.
O cheiro de chuva que está prestes a cair me dá uma sensação boa de refúgio.
Lembro-me de quando era criança e esse cheiro me tirava da casa e me fazia correr para o quintal, pra ver a chuva acontecer.
Repito o gesto. Corro até a varanda e sinto o perfume do vento, úmido, característico.
È tão sutil, que muita gente nem percebe.
Faz tão parte de mim, da minha infância, que consigo reconhecê-lo até quando ainda está distante.
Acho que faço a leitura dos ventos. Como se deles fizesse parte.
Acho, ás vezes, que faço mesmo.Dos ventos e das chuvas.
Por isso me sinto assim leve.
Para todos os assuntos que motivem conhecimento, reflexão, curiosidade e diversão. Escrever sem preocupações...
domingo, 21 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
Dia depois
Dormi bem. Descansada.
Talvez por ter tido a coragem de expôr minhas fraquezas e minha necessidade de refúgio diante de tanta gente.
Faz bem, ás vezes, mostrar-se frágil.
Ser forte o tempo todo cansa.
Carregar o mundo nas costas causa dores na coluna, na espinha dorsal da vida da gente.
Meu sono foi tranquilo, sereno; mas perturbei o sono de algumas pessoas. Sei que sim!
Viver é incomodar. Não tem jeito!
Passar despercebido é não causar interferência.
Modificar a qualquer custo: eis o meu lema.
Mas hoje percebi que o calo dá gente incomoda muito, mas nunca vai ser tão dolorido quanto as chagas dos outros.
Talvez seja hora de olhar pro lado...
Talvez por ter tido a coragem de expôr minhas fraquezas e minha necessidade de refúgio diante de tanta gente.
Faz bem, ás vezes, mostrar-se frágil.
Ser forte o tempo todo cansa.
Carregar o mundo nas costas causa dores na coluna, na espinha dorsal da vida da gente.
Meu sono foi tranquilo, sereno; mas perturbei o sono de algumas pessoas. Sei que sim!
Viver é incomodar. Não tem jeito!
Passar despercebido é não causar interferência.
Modificar a qualquer custo: eis o meu lema.
Mas hoje percebi que o calo dá gente incomoda muito, mas nunca vai ser tão dolorido quanto as chagas dos outros.
Talvez seja hora de olhar pro lado...
quinta-feira, 18 de março de 2010
Comunicado
Venho avisar que a festa será em breve.
Não defini a data, mas acredito que não deve demorar.
O motivo da comemoração é nobre: a liberdade!
Festa regada a muita alegria e descontração.
Convidados: amigos e todos os que quiserem celebrar a vida sem amarras.
Festinha, mas com alma e jeito de festão.
Não foi transferência; será demissão.
Demito-me da mentira, do trabalho escravo e da hipocrisia.
No momento estou quase completamente feliz: falta esta certeza de ir embora- que me fará voar mais alto- e a certeza da chegada de algo muito bom, que eu sei que virá logo, logo.
Então, aceite meu convite: venha comemorar comigo minha vitória!
Em breve.
Não defini a data, mas acredito que não deve demorar.
O motivo da comemoração é nobre: a liberdade!
Festa regada a muita alegria e descontração.
Convidados: amigos e todos os que quiserem celebrar a vida sem amarras.
Festinha, mas com alma e jeito de festão.
Não foi transferência; será demissão.
Demito-me da mentira, do trabalho escravo e da hipocrisia.
No momento estou quase completamente feliz: falta esta certeza de ir embora- que me fará voar mais alto- e a certeza da chegada de algo muito bom, que eu sei que virá logo, logo.
Então, aceite meu convite: venha comemorar comigo minha vitória!
Em breve.
terça-feira, 16 de março de 2010
Para Thais
Vou confessar: tive inveja de você sim, colega, bem como da sua praia...
Queria ter ouvido o moço gritando: "olha o picolé!", o carinha perguntando: "Vai uma água de côco aí?"
Pensar: que calor é esse, mas debaixo do sol e não sentada de jaleco derretendo...
Queria ter areia no olho, suor no pescoço, cabelo despenteado no vento.
Respondi a mensagem ironicamente, como me é peculiar, mas tenho certeza que conseguiu perceber a pontinha de despeito...
Inveja saudável, juro! Se é que isso pode existir.
Na verdade vontade de compartilhar o momento bom.
Pode ser outro dia sem ser terça???
Retomemos a praiana!
Queria ter ouvido o moço gritando: "olha o picolé!", o carinha perguntando: "Vai uma água de côco aí?"
Pensar: que calor é esse, mas debaixo do sol e não sentada de jaleco derretendo...
Queria ter areia no olho, suor no pescoço, cabelo despenteado no vento.
Respondi a mensagem ironicamente, como me é peculiar, mas tenho certeza que conseguiu perceber a pontinha de despeito...
Inveja saudável, juro! Se é que isso pode existir.
Na verdade vontade de compartilhar o momento bom.
Pode ser outro dia sem ser terça???
Retomemos a praiana!
segunda-feira, 15 de março de 2010
Exoneração de cargo
Ei, ei, ei!
Certas atitudes do dia valem pro ano inteiro!!!
Coragem é pra poucos.
Sei disso como ninguém.
E pago o preço- alto- de fazer o que a maioria não quer.
Agitadora? Extremista? Inconsequente? Sonhadora?
Não sei. Nem quero saber.
Só conheço a minha versão da história: esta é a minha verdade.
Amanhã tem mais.
Certas atitudes do dia valem pro ano inteiro!!!
Coragem é pra poucos.
Sei disso como ninguém.
E pago o preço- alto- de fazer o que a maioria não quer.
Agitadora? Extremista? Inconsequente? Sonhadora?
Não sei. Nem quero saber.
Só conheço a minha versão da história: esta é a minha verdade.
Amanhã tem mais.
sábado, 13 de março de 2010
Domingo
Se eu pudesse desenhar o peso de amanhã seria uma bigorna sobre minha cabeça.
Ou então, um piano de cauda sobre minhas costas.
Se eu pudesse ilustrar o desânimo de amanhã me desenharia rastejando: ventre ao chão, nariz colado ao solo, sem forças pra erguer a cabeça.
Ou então, um condenado indo ao cadafalso, olhos vendados e espírito entregue.
Sou vítima do meu trabalho.
Refén do meu ofício.
Domingo odioso! Maldito!
Se pudesse escolher não seria amanhã este meu destino.
Ou então, um piano de cauda sobre minhas costas.
Se eu pudesse ilustrar o desânimo de amanhã me desenharia rastejando: ventre ao chão, nariz colado ao solo, sem forças pra erguer a cabeça.
Ou então, um condenado indo ao cadafalso, olhos vendados e espírito entregue.
Sou vítima do meu trabalho.
Refén do meu ofício.
Domingo odioso! Maldito!
Se pudesse escolher não seria amanhã este meu destino.
Volta
Depois de algum tempo resolvo voltar.
Novidades? Muitas.
O mundo resolveu pirar: chuvas, enchentes, terremotos, tsunamis, ciclone em alto mar, calor ao extremo, frio em excesso, gente sem casa, sem móveis, sem vida.
Roubos, assaltos, incêndios, acidentes e muitas tragédias.
Gente nascendo, gente morrendo, saúde, doença, trabalho, pouco descanso.
O rosto é o mesmo. O cabelo quase não muda.
O mundo se desfigura e eu continuo aqui.
Hecatombe á minha volta e respiro inatingível.
Aguardo outras mudanças que teimam em não surgir.
Meu tempo de espera se finda.
Já não posso esperar avalanches se eu masma não as criar.
Preciso me inspirar na natureza e transformar essa calmaria numa tempestade.
Mais feliz? Com certeza!
A pílula da felicidade existe! Está ao alcance das mãos de muitos!
Para a felicidade ser completa basta apenas a carta de alforria e a liberdade definitiva.
Com menos este peso nas costas vou caminhar mais leve.
Acho que consigo até voar...
Novidades? Muitas.
O mundo resolveu pirar: chuvas, enchentes, terremotos, tsunamis, ciclone em alto mar, calor ao extremo, frio em excesso, gente sem casa, sem móveis, sem vida.
Roubos, assaltos, incêndios, acidentes e muitas tragédias.
Gente nascendo, gente morrendo, saúde, doença, trabalho, pouco descanso.
O rosto é o mesmo. O cabelo quase não muda.
O mundo se desfigura e eu continuo aqui.
Hecatombe á minha volta e respiro inatingível.
Aguardo outras mudanças que teimam em não surgir.
Meu tempo de espera se finda.
Já não posso esperar avalanches se eu masma não as criar.
Preciso me inspirar na natureza e transformar essa calmaria numa tempestade.
Mais feliz? Com certeza!
A pílula da felicidade existe! Está ao alcance das mãos de muitos!
Para a felicidade ser completa basta apenas a carta de alforria e a liberdade definitiva.
Com menos este peso nas costas vou caminhar mais leve.
Acho que consigo até voar...
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